quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Que Vasco!

Alan Bezerra

Vasco da Gama...

Tua fama assim se fez

Tua imensa torcida é bem feliz

Norte sul, Norte sul

Deste Brasil

Tua estrela

Na terra a brilhar

Ilumina o mar

No atletismo és um braço

No remo és imortal

No futebol és um traço

De união

Brasil-Portugal

E o Gigante da Colina voltou da mais longa viagem de sua mais que centenária história.

Com as portas da Primeira Divisão escancaradas por 80 mil vascaínos no Maracanã.

Que seguraram o leme e o prumo do time quando este passava por sua perdição das Tormentas da segunda dos infernos, a transformando no rumo da Boa Esperança. Que saí da rota mas que jamais perde o destino da frota daqueles que compõem a caravela cruz-maltina. Que já tem no uniforme a faixa de campeão. Que vai e volta. Que conquista. Que virada. Que exemplo.

Que Vasco!


Bem-vindo de volta,

Clube de Regatas Vasco da Gama

Os dias em que meu mundo acabou

Alan Bezerra

Por algumas pesadas e doídas razões, essa semana ficará para sempre marcada em minha vida.

Não vou dizer os motivos, claro, mas o que ambas as coisas que aconteceram me fizeram lidar novamente com a pior sensação que uma pessoa pode ter: frustração e imobilidade.

Se eu não tivesse que fazer avaliação de faixa e pudesse estourar em faltas na facul, eu pegaria meu bonézinho da BubbaGump e saíria por aí, andando.
Se eu bebesse, estava perdido.

Nunca teria imaginado que voltaria a sentir essas coisas, não em menor ou maior escala, mas de forma diferente.

Por isso mandei os vídeos de manhã.

O que eu estou passando agora é bem parecido com o que aconteceu comigo nos dois casos.

A perda do Mundial de Clubes e o Rebaixamento.

Ah, lá vem o Alan envolver o Palmeiras nas coisas.

Desculpe, gente.

Não dá. O Palmeiras não é só o time para qual eu torço, assim como minha mãe não é só a mulher que me pôs no mundo, ou os meus amigos não são apenas pessoas que me aguentam durante todos esses anos.

Eu mereço todos os parabéns do mundo no meu aniversário, já que, podem ter certeza, não é nada fácil conviver comigo mesmo.

Mas eu sei que sair andando não vai resolver nada. Nem ficar reclamando.

O calor te faz mal porque você desiste de lutar contra ele. Devemos lutar contra o calor!!!

Assim, você vive mais feliz.

Vamos do começo.

Porque o Palmeiras:

Porque o Palmeiras é início, meio, fim, sobrenome, metáfora, caricatura, tudo o que sou.

O Palmeiras me acolhe, me levanta.

O Palmeiras me dá a rumo a ser seguido. Me dá a bandeira chamada São Marcos para usar de exemplo. Que joga de peito e de punho aberto, com força e com placa no braço, iluminando a meta e o meu caminho verde. Me dá um torcedor-exemplo-ídolo Mauro Beting, que me fez me seguir por um caminho longo e tortuoso, mas extremamente recompensador e divertido. Me dá um exemplo supremo, o objetivo e exemplo final, Joelmir Beting, o maior jornalista do Brasil.

O Palmeiras é tudo o que sou a mais tempo. O Palmeiras foi tudo o que tive durante um certo tempo. Quando pareceu que o mundo me virou as costas, me deixando para trás. Mas era só ver o Palmeiras me carregando para torcer por ele, mostrando que, apesar de tudo e todos, eu ainda era um daqueles que cantam e vibram por nosso alviverde inteio.

E nada mais Alan que usar o Palmeiras como exemplo. Se bem que nada é mais Palmeiras que acolher um torcedor em um momento de dificuldade, sabendo quando é o melhor momento para vencer.

Em 1999, o maior sonho da história da Sociedade Esportiva Palmeiras se concretizou. Ganhamos a Libertadores da América e fomos para o Mundial de Clubes, em dezembro.

Era a realização do Projeto Tokyo. O Palestra estava rumo a tokyo (daí vem o nome do blog).

Meu time do coração, que eu cresci vendo jogando no interior de São Paulo e no Brasil, aos domingos e sábados e quartas e quintas, iria jogar de manhã. Do outro lado do mundo. Contra um time inglês, o Manchester United.

Em um campeonato, a chance mais provável é que o time perca. Sem levar em consideração a força de cada equipe, as chances de cada time ser campeão são de 1 em 32, na Copa, e em 20, no Brasileirão.

Mas no Mundial de Clubes, não. Na época, era jogo único.

Era meio-a-meio. 50% de chance de ganharmos a Terra.

O Palmeiras se preparou da melhor forma que pôde para o jogo mais importante de sua história, chegando com cinco dias de antecedência no Japão. O United chegou na véspera do confronto.

Os europeus não valorizavam muito essa conquista. Bem diferente de nós, que considera a conquista do Mundial de Clubes algo tão importante quanto a conquista do Mundial de Clubes.

Era o jogo para o meu Palmeiras ser o melhor e maior do Mundo.

E foi o jogo para o Palmeiras ser o maior e melhor do mundo. Mandamos na partida, e em muito mais.

Não acompanhei pela tv a final do Mundial de Clubes de 1999, disputada no Estádio Nacional, em Tokyo, às 08h45 do dia 30/11.

Eu estava na quarta série. Estudava de manhã, e tinha prova de ciências no dia. Minha mãe teve que me ameaçar de espancamento em via pública com cabo de vassoura para que eu pudesse ir para a escola.

Tive que ir, na maior má vontade do mundo.

Escutei os fogos do gol do jogo, ainda no primeiro tempo. Rezando para ser do Palmeiras. Aquela foi a única vez que eu atrapalhei uma aula de propósito, implorando para a professora me deixar sair da sala para saber quanto estava a partida.

Consegui ser liberado quinze minutos antes da hora do recreio e fui atrás de alguém para saber qual era o resultado. Por sorte, a tia da merenda estava com o rádio ligado na Jovem Pan AM. Quem narrava era José Silvério.

O Manchester estava ganhando o jogo por 1 x 0.

Mas quem estava jogando para ganhar era o Palmeiras. Muito superior em campo e nas arquibancadas. O recreio só durou quinze minutos, o tempo do intervalo. Tinha que subir para a aula.

Mas não tinha como. O Palmeiras estava perdendo a final do Mundial de Clubes. Meu time precisava de mim. Existem momentos que o bom senso deve ser mandado para o espaço. Naquela hora, torcer para o Palmeiras era a coisa mais importante da minha vida, eu tinha que ficar ali. E fiquei.

Me recusei a sair de frente da cozinha. Bati de frente com a inspetora, a professora e a diretora, querendo saber o motivo da paralização da escola.

Graças a minha decisão, mais de 300 alunos ficaram no pátio, os que estavam ao meu redor calados, escutando a narração.

O Palmeiras era muito melhor, merecia fazer o gol. E fez.

Alex marcou de cabeça, mas o bandeirinha anulou o gol legal do camisa 10 palestrino. A explosão no pátio transformou-se em xingos dos mais diversos.

O medo de ser derrotado foi sendo repelido pelo desespero de escutar cada gol que insistiu em não entrar naquele dia.

Até o instante que o juiz apontou o centro do gramado e decretou o fim da partida.

O Manchester United era Campeão do Mundo.

A tia da merenda pegou o rádio, desligou e levou para dentro da cozinha. Eu fiquei meia hora sentado, no mesmo lugar, imóvel, sem ação. Tive que ser praticamente carregado pela professora e por alguns colegas de turma.

Fui fazer a prova. Eram quatro questões. Só consegui responder uma.

Tinha que voltar para casa.

Vi pela tv os melhores momentos da partida. E vi o lance mais dolorido de ver e lembrar de todos.

A única chance de gol do Manchester, quando Ryan Giggs cruzou a bola, e ela passou a meros três, dois centímetros da mão direita de nosso goleiro-pavilhão, e Roy Keane fez o único gol da partida.

Marcos havia falhado. No jogo mais importante da história da Sociedade Palmeiras.
Poderíamos sim ter ficado com raiva dele, mas não dava.

Se estávamos ali, era por causa dele. Ele podia errar a hora que quisesse e acontecesse o erro. Uma pessoa como o Marcos, que fez e faz e vai fazer e representar tanto para nós para sempre, podia errar. A culpa não foi dele, por mais que ele, São Marcantemente, admitesse a culpa inexistente da perda do Mundial de Clubes.

Olhando os melhores momentos, dava desespero ver que todas as melhores chances de gol foram do Palmeiras. A bola, por alguma razão desconhecida, não quis entrar.

Mesmo jogando melhor, fazendo tudo certo, se preparando desde muito tempo, considerando a partida como a mais importante da história, o que de fato era, não
conseguimos ser Campeões do Mundo.

Aquilo doeu demais. O Projeto Tokyo havia chegado ao fim. E meu time havia parado na última etapa.

Até hoje, quando vejo o gol de Roy Keane, aquela imagem do fim da partida na escola volta a cabeça, junto com aquele vazio que foi o restante daquela semana.
Eu não conseguia nem comer, muito menos dormir.


Três anos depois:

Desde o dia 06/06/00, a perda do Mundial de Clubes foi superada.

Em 2002, o Palmeiras passou por algo que eu nunca havia presenciado: eu cresci vendo meu time ser multicampeão, com a gloriosa Era Parmalat, e os títulos Brasileiros de 93/94, o Rio São Paulo de 93 e 00, os Paulistas de 93/94 e o trem-bola de 96, a Copa do Brasil em 98, a Libertadores em 99, a Copa do Campeões em 00 e a Mercosul em 98.

Nunca havia presenciado o sofrimento do rebaixamento.

Enquanto a perda de título e eliminação acontece de uma vez, o descenso é algo longo, dolorido, doído. Se arrasta por longos meses, em um processo assassino.

A campanha do Palmeiras era horrível. Éramos alvos de piada, de chacota.

No primeiro momento, a minha tônica era de incredulidade: não íamos cair, claro que não. Ainda faltam muitos jogos, o Palmeiras não vai ser rebaixado.

O tempo e os meses foram passando, se prolongando, os jogos passando e nada de saírmos daquela situação insuportável.

Depois, veio a revolta. A torcida mingou do Palestra, graças aos vários vexames e derrotas seguidas.

Por fim, veio aquilo que me tornou um palmeirense de verdade.

A quatro jogos do fim, o Palmeiras precisava de 11 pontos em 12 disputados. Três vitórias em quatro jogos e dois empates. Para um time que havia ganho cinco jogos em vinte cinco disputados.

Mas ainda dava. Iríamos conseguir as vitórias para não depender de ninguém na luta contra o rebaixamento.

Perdemos no Rio, 1 x 0 para o Vasco. Ganhamos no Rio, 0 x 3 contra o Fluminense.

Agora, era o Flamengo em casa.

A torcida lotou o Palestra para acompanhar o jogo mais importante da história do Palmeiras. Uma vitória nos tiraria da zona de rebaixamento, faltando uma rodada para o término da competição.

Poucas vezes eu vi a torcida palestrina empurrar tanto o Palmeiras. A festa foi grande no Palestra Itália lindo e tomado pela esperança vestindo verde e branco.

Principalmente quando conseguimos fazer 1 x 0. Estávamos nos livrando da segunda dos infernos.
Para tudo havia um jeito, assim como deu em 93, na lua cheia do Dia dos Namorados, quando Evair fez José Silvério soltar a frase que está para sempre marcado no coração do Palestra e nos muros do Palestra: "E agora, eu vou soltar a minha voz!!!", para narrar do gol de pênalti que tirou o Palmeiras dos Anos de Chumbo, pôs um fim na ditadura do vice e do quase, acabou com o jejum de 17 anos sem título em verde-e-branco. E fez o meu pai, chorando demais, me pegar no colo para comemorar o gol do título do Palmeiras. E me mostrou o quão é bom ser Palestra, e pintou minha vida para sempre de verde.

Assim como deu em 99, quando estávamos todos na meta iluminada de São Marcos, orando para que ele nos agraciasse com mais um milagre, defendendo o pênalti de Zapata. Ali deu certo, quando todos, aos gritos "de fora, de fora, de fora" jogaram para a fora a cobrança adversária e deixou no Palestra a Libertadores de 99.

Assim como deu em 00, quando, de punho aberto, São Marcos defendeu a cobrança de Marcelinho Carioca, ídolo do Corinthians, e protagonizou o maior momento da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Para tudo havia dando um jeito até os 33 do segundo tempo.
Algum jogador do Flamengo deu passe perfeito para Liédson. O rubronegro ficou na cara do gol, e deixou o Palmeiras na beira do precipício.

O goleiro Sérgio (Marcos estava machucado. Tinha se estourado, como sempre faz, tentando salvar o Palmeiras do rebaixamento) saiu do gol de forma desesperada tentando parar o adversário. Como todos os seres humanos fariam quando uma tragédia estava prestes a acontecer. Liédson passou por Sérgio e marcou o gol de misericórdia.

Eu estava em casa, sofrendo pelo rádio, quando percebi que tudo estava quieto.

Os repórteres de campo (futuros colegas de profissão, se Deus quiser) começaram a falar que nunca haviam presenciado algo assim.

Quase 30 mil pessoas em silêncio. A torcida do Palmeiras, conhecida por ser muito corneteira e insuportável e exigente estava calada. Nós xingamos e elogiamos com a mesma força ao mesmo tempo. Não é algo que se pode explicar. Quem não é Palmeiras jamais saberá o que é isso.

O Flamengo passou a dominar o jogo. E, ou por pena ou por respeito, parou de atacar e começou a tocar a bola.

O Palmeiras parou. Entrou em parafuso, em desespero, estava mal. Em casa, começei a chorar o descenso que se mostrava irremediável e incomprensível.

Até aos 43, a torcida presente no Palestra representou os 14 milhões espalhados pelo mundo. E cantaram, todos, em uma só voz:

Quando surge o alviverde imponente
No gramado em que a luta o aguarda

Sabe bem o que vem pela frente
Que a dureza do prélio não tarda

E o Palmeiras no ardor da partida
Transformando a lealdade em padrão

Sabe sempre levar de vencida e provar
Que de fato é campeão

Defesa que ninguém passa
Linha atacante de raça

Torcida que canta e vibra
Por nosso alviverde inteio

Que sabe ser brasileiro
Ostentando a sua fibra


Amém.

Ninguém arredou o pé do Palestra. E demos as mãos para erguer o Palmeiras no momento que ele mais precisou.

Tinhámos que ganhar do Vitória, em Salvador, e torcer para a Portuguesa, o Sport e o Internacional perdessem seus jogos.

As chances disso acontecer eram de 3%.
O Palmeiras tinha 97% de chance de ser rebaixado.

"Número para mim é papo furado. Não tem essa de número, estatística.
Quando perdi do Grêmio, no ano passado, me deram 1% de chance de ser campeão. E eu fui campeão mesmo assim.
Essa coisa de número, estatística, é tudo conversinha.
Meu número é o Náutico na segunda-feira.

Isso aqui é trabalho, meu filho"

Estava na casa do meu tio, em Osasco. Acho que não tinha lugar menos pior para estar, já que Osasco é minha segunda casa. E por motivos diversos e indigestos, o meu primeiro e único lar.

Perdemos de 4 x 3 para o Vitória.

Sofremos a derrota mais vergonhosa da nossa história.

O tetracampeão Palmeiras não disputaria a Série A em 2003, a primeira dos pontos corridos, com 46 rodadas.
Estaríamos na Segunda Divisão, com vinte times. Turno único, depois os dois quadrangulares estranguladores para decidir que eram os dois times que subiriam.

Foi terrível ver o Palmeiras naquela situação. E foi pior quando, em maio do ano seguinte, liguei o rádio de casa em um badalado e festivo sábado a noite, para escutar o primeiro jogo da nossa via crucis Brasil à dentro, Brasilense 2 x 2 Palmeiras.

Que terminou na redentora vitória de virada e da vida sobre o Sport por 2 x 1, no histórico jogo da libertação disputado no Gigante do Agreste, em Garanhús, interior do Pernambuco.


O que estou passando e sentindo agora eu só tinha passado nessas duas situações.


Está difícil.


Mas vou me erguer.
E iluminar de verde o meu caminho.

Para que, futuramente, possa relatar a vocês a minha vitória da virada e da vida.

E sempre, como sempre, e para sempre:


De pé. E de verde.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Parabéns para nós!!!

Alan Bezerra

Um rapaz palmeirense encontrou um amigo que não via a um certo tempo. Eles começaram a conversar:

- Fala, cara. Beleza?
- Nossa, meu. Há quanto tempo. Tudo bem?

- Tudo, tudo. E você?
- Tudo tranquilo.

- E a patroa, como está?
- Está bem.

- Mas me responde ai, cara: como é estar casado com uma corinthiana? Ainda mais você, palmeirense até a última gota de sangue...
- Ah, cara. É normal. Eu sempre torço contra o Corinthians e ela sempre torce contra o Palmeiras.

- Mas e quando um joga contra o outro? Como é que fica?
- Bem, é a mesma coisa. Quando o jogo termina empatado, ninguém fala nada com ninguém. Quando o Palmeiras ganha, ela fica emburrada e eu nem chego a falar nada.

- E quando o Corinthians ganha?
- Então, não sei. Só faz três anos que estamos casados

hahahahahahaha

Parabéns para nós
Nessa data querida!!!

Três anos de freguesia
E o azar é só deles!!!

AEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEENo domingo completou-se três anos da nossa última derrota para o Corinthians.

Desde o jogo do returno do BR 06, com o gol de cabeça marcado por Marcelo Mattos, o Palmeiras mantém a hegemonia diante do time da marginal sem número, sem estádio e sem Libertadores!!!

Obrigado Edmundo (2 vezes), Osmar, Dininho, Nen, El Mago Valdívia, Diego Souza e Obina (3 vezes), autores dos gols que garantiram as cinco vitórias nesses três anos: 3 x 0 no SP 07, 1 x 0 no turno do BR 07, 1 x 0 no returno do mesmo ano, 1 x 0 no SP 08 e o 3 x 0 no turno do BR 09. E também teve o empate válido pelo SP 09.

Seis jogos sem derrota no jogo mais importante de todo o Universo, que serviram para ampliar nossa superioridade na História: 121 vitórias contra 114 deles, e 91 empates, totalizando 323 partidas do Derbi paulista.

Que essa data tão especial sirva de exemplo para o time de Muricy Ramalho, que está atravessando seu pior momento no BR 09: nos últimos doze pontos disputados, um ponto ganho. Três derrotas e apenas um empate.

Um aproveitamento Fluminense de 8.33 %

Mesmo assim:


Forza Palestra!!!

Vamo ganha Porco!!!!


Faltam sete jogos para o Penta!!!

Adendo do dia 05/11, data de repuplicação:

Agora só faltam cinco!!!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Quartas Sulamericanas

Alan Bezerra

Prólogos da Quartas Sulamericanas

Botafogo x Cerro Porteño

É complicado analisar as chances do Botafogo na Sulamericana. Creio eu que a vaga nas semifinais não é mais importante que a permanência na Série A do Brasileirão. Mas, caso o Fogão avance no torneio continental, pode dar um ânimo a mais no BR 09. Veremos

Universidad do Chile x Fluminense

Copie e cole o que o que está escrito acima e adiocione mais dramaticidade no caso. A situação do Fluminense é ainda pior. E uma vitória na Sulamericana pode dar ainda mais fôlego para o Fluzão, que conta as horas e os jogos para o rebaixamento.

Vélez Sarsfield x LDU

Eis o grande favorito, ao meu ver, para a conquista da Sulamericana. O atual campeão do Clausura pode conquistar o Cone Sul, se conseguir passar pela altitude e pelo LDU.

River Plate x San Lorenzo

Os dois times se equivalem. Não sei que é o mais capacitado para conseguir a vaga para a semifinal. Mesmo assim, não vejo nenhum dos dois como candidatos ao título.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

BR 09 - Count Down Start

Alan Bezerra

Faltam nove rodadas para o término do Campeonato Brasileiro.

E falta muita, muita, muita coisa para acontecer. Muita água vai passar por baixo da ponte até o dia 06/12, data da última rodada do Brasileirão mais disputado dos últimos tempos.

Nas últimas rodadas, todos os times que estão no topo da tabela tropeçaram. Palmeiras, São Paulo, Internacional, Atlético/MG e Goiás não conseguiram vencer na Rodada 29 e deixaram tudo ainda mais embolado.

Até no fim da tabela as coisas começaram a mudar. O Fluminense ganhou quatro dos últimos seis pontos disputados e já não é mais o último colocado, posto este que o Sport ocupa. O mesmo Sport que empatou com o Goiás em pleno Serra Dourada com um gol no últmo minuto.

O Palmeiras ganhou um ponto contra o Avaí jogando no Palestra Itália, já que o time de Paulo Silas foi umas duzentas vezes mais perigoso que o líder do Brasileirão e mereceu sair com a vitória, mas mesmo assim o Palmeiras buscou o empate. Essa força de recuperação faltou ao time no confronto com o Náutico, quando a equipe de Muricy Ramalho foi trucidada por um dos últimos colocados da competição.

Tudo bem que o Palmeiras estava repleto de desfalques, mas levar um 3 x 0 do jeito como tomou não é coisa que a ausências de titulares justifique.

A sorte do alviverde é que os outros times estão fazendo de tudo para dar o título ao Palmeiras: o São Paulo empatou em casa contra o Coritiba, e olha que isso acabou sendo um bom resultado, já que era para o mais novo clube centenário brasileiro (parabéns, Coxa!!!) ter ganho e, contra o Flamengo, bem, perder do Flamengo no Rio não é nenhum demérito. Principalmente na fase maravilhosa que o Mengão se encontra.

O Goiás, desde a ótima vitória contra o Corinthians no Pacaembu, parou de jogar bola. Só isso justifica a pancada sofrida para o Botafogo, jogando em Goiânia. No Sul, o Internacional trocou de técnico mas continuou na mesma, empatando em casa com o Atlético/PR e continua devendo muita bola.

Já o Galo sentiu o baque de uma competição tão longa e parece que perdeu o ritmo. Na última rodada, perdeu o clássico contra o Cruzeiro, mesmo jogando melhor. Sentiremos o tamanho do efeitos catastróficos de perder do arquirrival no próximo jogo atleticano, logo contra o São Paulo no Morumbi.

Quem vem arrebentando é o Flamengo, com bons resultados nas últimas rodadas, que o colocaram entre os seis melhores da competição. Se continuar assim, o Mengão vai dar trabalho à turma do G5 e pode brigar por uma vaga na Libertadores.

Outro que surpreendeu foi o Cruzeiro. Dono da melhor campanha no returno, a Raposa já aparece em sétimo e, se deixarem, pintará novamente na Libertadores, tentando conquistar o caneco que escapou nessa temporada.

Não faço ideia do vai acontecer até o término do BR 09. Mas ainda assim aposto em uma coisa:

Faltam nove jogos para o Penta

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Oitavas Sulamericanas

Alan Bezerra

De uma tacada só, as oitavas da Sulamericana.

River Plate (URU) x Vitória

Ida 4 x 1
Volta 1 x 1

Eu pensava que o bom time de Vagner Mancini fosse conseguir a vaga diante do River uruguaio. Mas, não foi dessa vez. Talvez a falta de rodagem do Vitória em torneio continentais tenha pesado, principalmente no jogo de ida. Quem sabe na próxima.

Vélez Sarsfield x Unión Española

Ida 3 x 2
Volta 2 x 2

Apesar do sofrimento que foi para o atual campeão do Clausura conseguir a vitória no jogo de ida, a vaga foi conquistada em Santiago. Mesmo sem brilhantismo, considero o Vélez o maior candidato ao título da Sulamericana.

Alianza Atlético x Fluminense

Ida 2 x 2
Volta 4 x 1

Quem pensou que a Sulamericana serviria para ressuscitar o Fluminense pode ter se enganado. A vaga veio, é verdade, mas contra o penúltimo colocado do Campeonato Peruano, era obrigação, até mesmo para o último do Brasileiro.

Internacional x Universidade do Chile

Ida 1 x 1
Volta 0 x 1

A maior decepção do torneio até agora, junto com a eliminação do Boca Juniors na fase preliminar.
Logo no ano do centenário, jogando para defender o título conquistado magistralmente no ano passado, e veio outra eliminação em mata-mata. Não bastava a Copa do Brasil e a Recopa. Resta o Brasileiro para o Inter não ficar com o centenário marcado por um título gaúcho e a conquista da Suruga Bank.

Botafogo x Emelec

Ida 2 x 0
Volta 1 x 2

A mesma coisa que eu escrevi sobre o Fluminense se aplica ao Botafogo. Com a diferença de que o Fogão é um pouco menos pior que o time das Laranjeiras e até pode brigar por alguma coisa melhor na Sulamericana.

LDU x Lanús

Ida 4 x 0
Volta 1 x 1

É a volta dos bons tempos da LDU no cenário continental? Quem sabe, e olha que o Lanús é um dos times mais regulares da Argentina nos últimos anos, sempre ficando entre os primeiros nos campeonatos dos hermanos. Quanto a LDU, jogando em Quito os equatorianos são sempre favoritos.

San Lorenzo x Cienciano

Ida 3 x 0
Volta 0 x 2

5 x 0 no placar agregado dispensa comentários. Pode ser que o time do Nuevo Gasómetro chegue forte na reta de chegada da Sulamericana. Resta saber o que vai acontecer quando o San Lorenzo enfrentar adversários melhores.

Cerro Porteño x Goiás

Ida 2 x 0
Volta 3 x 1

Foi um por um gol que o Goiás não avançou na Sulamericana. Que pena. Mas mesmo com a eliminação, o time esmeraldino val ganhando experiência e bagagem, que já está fazendo a diferença. Vide a ótima campanha no Campeonato Brasileiro.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Ressurreição à la Sulamericana

Alan Bezerra

Reza a lenda que a Sulamericana não serve para nada, que só atrapalha a disputa do Campeonato Brasileiro, já que obrigatóriamente (ou não) os times tem que se dividir em dois par dar conta (ou não, na maior parte das vezes) das duas competições.

Mas é um título.
É uma conquista internacional.
E isso conta muito.

Claro, nunca vai contar tanto quanto uma Libertadores da América, mas a tendência é a de que os times passem a dar mais valor para a Copa Sulamericana com o passar dos anos e dos títulos. Dos rivais.

Na edição de 2009, o que mais chama a atenção é que os dois times brasileiros que mais dispontam como favoritos ao título são as mesmas duas equipes que mais decepcionam no Brasileirão.

Botafogo e principalmente o Fluminense

O Tricolor das Laranjeiras, que vem fazendo uma campanha ridícula no Nacional vai decidir uma vaga nas quartas-de-final hoje, no Maracanã, contra o Alianza Atlético. Com o empate por 2 x 2 no Peru, as chances do Fluzão conquistar se classificar são grandes.

Não é possível que o Fluminense perca em casa do penúltimo colocado do Campeonato Peruano.

Já o Botafogo conseguiu avançar na Sulamericana. Mesmo com a derrota para o Emelec por 2 x 1, o placar do primeiro jogo (2 x 0 no Engenhão), o time de General Severiano conseguiu dar uma alegria a sua torcida depois de muito tempo.

Vitórias são sempre importantes. Sempre dão moral, um alento nas horas difícies.

E pode ser que a Sulamericana ressuscite os dois gigantes cariocas no Campeonato Brasileiro e evitem o catastrófico rebaixamento dos dois times para Série B.