
Hoje completa-se três anos daquilo que eu considero o maior jogo de futebol de todos os tempos. E a vitória mais inacreditável que já vi em qualquer esporte.
Jogar fora de casa, com 4 jogadores a menos, com a arbitragem visivelmente contra, com um pênalti do time adversário aos 51 minutos do segundo tempo não é para qualquer um.
Defender a cobrança, sair para o jogo, e marcar o gol mais heróico já feito e segurar uma pressão e os ataques de um estádio inteiro só a Imortalidade daqueles verdadeiros exemplos de superação que foram os jogadores do Grêmio naquela tarde espetacular no Recife podem fazer.
Aquele jogo mudou meu conceito de possível/impossível
Quando vi que o árbitro Djalma Beltrami marcou aquele pênalti, na hora falei que o Grêmio iria perder o jogo e vaga para a Série A.
Por mais que o goleiro Gallato defende-se, seriam mais dez minutos de pressão total do Náutico, com todos os seus onze jogadores em campo, contra 7 do Imortal Tricolor.
E me vai o Grêmio e ainda marca um gol, com Anderson.
Aqueles 71 segundos transcorridos entre a defesa de Gallato e o gol marcado por Anderson me provaram que não tá morto aquele que peleja, como dizem os gaúchos.
Não imagino o martírio que foi aquele jogo para os gremistas.
Quase surtei na Libertadores de 2000, quando o Luizão fez dois gols e virou aquela semifinal.
Mas graças a Deus, Galeano estava no lugar certo, na hora certa e marcou o gol que mais comemorei até hoje.
Nem vou mencionar São Marcos. O nome já diz tudo.
Mas se ver naquela situação totalmente desfavorável e ainda ganhar deve ter sido algo para jamais ser esquecido.
E para sempre ser lembrado e comemorado.
Para encerrar, uma frase que li em uma das faixas postas pela torcida do Grêmio no Olímpico.
"E que as nossas façanhas sirvam de exemplo a toda a Terra - 26/11/05"