sábado, 20 de dezembro de 2008

We are the Champions League!!!

Ah, Champions League...

Eu adoro a Libertadores, muito, mas muito mesmo.
Só que não posso negar isso

A Champions é demais.
Quando estou em casa, e passa o comercial dos jogos, com aquela música fabulosa, não dá.

Emociona demais.
Arrepia.

Não tem jeito.

É tudo otimamente organizado, pomposo, maravilhoso.
Estádios lotados e belíssimos, gramados perfeitos, grandes jogadores.

E a música

Se um dia o Palmeiras entrar em campo com aquela melodia entoando no estádio, eu desabo a chorar de emoção.

Isso já acontece com os times europeus, imagine com meu amado Palestra...

E foi realizado o sorteio das oitavas da Champions.

E o mundo vai parar para acompanhar esses jogos.
Principalmente três deles.

Atlético de Madrid x Porto

Incógnita.

O Atlético madrilenho possuiu um bom time, com Forlan e Aguerro e, para mim, é melhor que o Porto, que não aparenta ter mais equipe que tinha em 03/04, quando ganhou a Europa e o Mundo.

Como o segundo jogo é no Estádio do Dragão, se o Porto perder de pouco em Madrid pode ser que reverta o resultado.

Lyon x Barcelona

Pela lógica, peso da camisa, história e o segundo jogo no Camp Nou, dá Barcelona.
E pelo enorme azar do Lyon na Champions, em só pegar pedreira logo de cara nos mata-matas.
Mas pode ser que dessa vez o Lyonnais vá mais longe.


Arsenal x Roma

A squadra giallorossi escapou do Manchester, mais caiu no colo dos Gunners.
Porém, como a turma de Ársene Wenger é visivelmente inexperiente, pode ser que sinta a pressão da Champions.

Ou não.

Já que o Arsenal possuiu um belo time e tem Van Persie, que virou o jogo contra o Chelsea em Stramford Brigde em apenas dois minutos.

Esse é um dos que prometem parar o mundo.


Internazionale x Manchester United

O tri do Calcio contra o bi da Premier League.

Ibrahimovic contra Cristiano Ronaldo.

José Mourinho contra Sir Alex Ferguson

É realmente necessário mais motivos para esperar ansiosamente por duelo?


Chelsea x Juventus

Mais um jogaço.

A Vecchia Senhora tem time e camisa para ganhar a Europa.
Já o Blues tem um bom time e Felipão no banco.
Pelo jogo de volta ser no Delle Api, a Juventus pode ser considerada favorita, dependendo, claro, do resultado do jogo em Londres.


Villareal x Panathinaikos

Eis um caso estranho.

O Villareal ficou anos com o Riquelme no time e nunca deslanchou. Depois que o gênio xeneize saiu, o time fez uma ótima campanha no Espanhol, e conseguiu se classificar para as oitavas da Champions. Vai entender.

Sobre o Panathinaikos, não posso falar muita coisa.
Não que os gregos tenham passado de fase empurrados, mas que a incompetência do Werder
Bremen ajudou, ajudou.

E ajudou muito.


Sporting x Bayern

Por mais que eu pense, me esforce, não dá.

É muito difícil que o Bayern perca essa vaga.

Tudo bem que no futebol acontecem coisas estranhas e improváveis, mas a seleção da Allianz Arena perder para o não tão bom assim time do José Alvalade, principalmente decidindo a vaga em Munique, é meio complicado de imaginar.

Mas vai saber.


Liverpool x Real Madrid

E só o jogo que eu mais espero para ver, junto com São Paulo x Boca Juniors na Libertadores.
São só quatorze títulos europeus na disputa (cinco dos Reds e nove dos Merengues)

É o confronto do maior campeão espanhol contra o maior vencedor da história da Inglaterra.

Seráo dois jogos inesquecíveis.

Não só pela história.
Não só pelo peso da camisa.
Não só por Anfield Road e Santiago Bernabeu
Não só por Gerrard e Sneijder

Mas por tudo isso junto.

Esse é um daqueles jogos que eu queria mostrar para minha namorada para que ela possa entender ainda mais porque eu adoro esse esporte e, no caso, a Champions League.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Luz, Câmera, Superação.


Porto Alegre

Estádio Olímpico Monumental

17 de Agosto de 2008

Grêmio 1 x 0 São Paulo

O Imortal Tricolor, então líder do Campeonato Brasileiro, abre 11 pontos de vantagem sobre o São Paulo.

Além do show que a torcida do Grêmio nos proporciou nas arquibancadas, afirmei que, com tamanha diferença de pontos para o líder Grêmio, 11, o São Paulo não seria campeão brasileiro de 2008. O hexa ficaria para depois.

Mas o Clube da Fé mostrou que eu estava errado.

Mostrou que é possível fazer o impossível.
Não só em 71 segundos, mas durante quase quatro meses.

As luzes se acenderam naquele vestiário do Olímpico. As câmeras registraram algo inédito, já que nunca nenhuma equipe conquistou o hexa brasileiro, nenhum time foi três vezes campeão brasileiro seguido, e nunca o São Paulo conquistou três vezes o mesmo título na seqüência.

Um fantástico exemplo de superação.

Desde aquele jogo, na primeira rodada do Segundo Turno, o time de Muricy Ramalho entrou em campo em vinte oportunidades (contando com as duas partidas contra o Atlético/PR, válidas pela Sulamericana).

E não perdeu mais nenhuma.

Uma campanha espetacular

Do time mais forte, nas horas de decisão, do futebol brasileiro.

Cavalo de chegada, a Ferrari Tricolor. Tri Libertadores. Tri Mundial.

Tri-Hexa campeão brasileiro de futebol.

Após um inicio de campeonato conturbado, com as presenças dos "galácticos" oriundos do futebol europeu Carlos Alberto e Fábio Santos.

Com o Imperador Adriano.

Que saíram do São Paulo, por motivo de contrato e descompasso.

O fardo de reerguer o time ficou sobre os operários do Morumbi.

Borges e Hugo

Antes contestados, dispensáveis, improváveis. Comeram pelas beiradas.

Sempre em quinta, sexta, quarta opção. As mesmas posições do time na tabela.

Mas que cresceram de produção, junto com todo o elenco. E atropelaram quem estava no caminho de mais um título.

Foram 18 finais seguidas. Jogos de vida ou morte.

E o São Paulo fez o improvável. Assumiu a liderança e não perdeu mais.

Como vem fazendo há algum tempo, comandados por dois grandes de suas áreas: Muricy Ramalho
e o maior jogador da história do São Paulo

O que mais vestiu a camisa. O que mais representa a camisa.

Rogério Ceni

Se eu fosse são paulino, deixaria o pôster desse time em local de destaque, junto àqueles três que conquistaram o Mundo em 92, 93 e 2005

Essa conquista merece.

No ano que vem, vai ser duro bater o e conter o São Paulo, rumo ao Hepta do brasileiro e ao Tetra da América e do Mundo.

Será uma bela e (in)justa disputa:

Todos contra o todo-poderoso São Paulo

Veremos quem será capaz de superar a Máquina Tricolor.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Campeão de Tudo

Venceu quem teve mais bola, mais time, mais alma

Mereceu por ser mais forte, mais competitivo, mais aguerrido.

Sofreu porque dita as regras não escritas pelos deuses da bola que para conquistar o Novo Mundo é necessário suar sangue.

Sangue Colorado

Do Gigante do Beira-Rio

Campeão de Tudo

Com dez homens a mais em La Plata, a esquadra colorada comanda por Alex colocou a mão na taça. Mas a outra encobriu as cabeças, bocas e corações da torcida do Inter ao ver o que o time (não) fez no segundo tempo.

Jogando de uma forma foi afoita, o time de Tite se lançou ao ataque. E ao precipício do desespero e afobação.

Parecia que o Estudiantes estava com a vantagem, já que esperou o ímpeto e astúcia do Colorado do Guaíba passar e esfriar.Tanto que teve um gol merecido e mal anulado, aos 32.

O Inter até que chegava, mas deixava pelo caminho seu bom futebol que o levou até ali.

Na volta do vestiário, o sonho do primeiro título brasileiro na Sulamericana rumou para a realidade da quinta conquista argentina.

O Estudiantes jogou tudo o que não tinha mostrado na Sulamericana. Com Verón na batuta, com espaços para criar e fazer a bola andar, restou ao Inter correr para tentar alçancar a superioridade do time de La Plata.

E não conseguiu.

Aos 20, Alayes abriu o inaugurou o marcador e encerrou a festa dos sócios sofredores do Inter.

O que se via era um time acuado. O que se sentia era uma equipe perdendo o rumo e o título, já que seu principal condutor, Alex, fazia sua pior partida no ano.

Com sorte do Inter e mérito do Estudiantes, a partida foi para a prorrogação.

Nela, faltou sangue nas pernas e oxigênio no cérebro das duas equipes.

Era na base do sacrifício.

Em cinco minutos, o Inter jogou e criou mais que o segundo tempo todo. Sem Verón, coube aos visitantes se defenderem e contarem com os milagres de Andújar.

Mas aos oito minutos do último tempo da Sulamericana, o Inter mostrou porque é Tri Brasileiro, 38 vezes gaúcho, campeão da América e do Mundo.

Danny Morais e Gustavo Nery tentaram, Andújar defendeu como pôde, só não conteve a vontade de Nilmar e do Inter de pintar a América novamente de vermelho e ser o único clube brasileiro a ter conquistado todos os títulos internacionais possíveis.

Internacional - Campeão da Copa Sulamericana 2008

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Quem canta vitória antes da hora...

Torcedor é um ser exigente, chato, irracional, exagerado, extremista e muitas vezes injusto em relação ao julgamento que fazem às atitudes de dirigentes e técnicos. Mas acima de tudo, o torcedor é sempre apaixonado e fiel, sim, fiel mesmo, e não estou me referindo apenas a torcida do Corinthians, que se considera a mais fiel de todas.
A paritda entre São Paulo e Fluminense, realizada no último domingo, teve uma carga imensa de expectativa, a qual o competente Muricy Ramalho tentou evitar no CCT do tricolor paulista durante toda a semana que antecedeu o jogo.
A caminho do estádio do Morumbi ouvi comentários no mínimo cômicos e exagerados: “Eu já estou cansado de ficar gritando todo ano 'È Campeão!!!', minha garganta já não aguenta mais e já esta ficando sem graça”, outro disse “Eu vou ver se eu consigo encontrar uma faixa escrito Heptacampeão porque o Hexacampeonato já era” e para finalizar “Aí caramba! O meu Lance estragou. Mas não tem problema, o de amanhã será melhor ainda” depoimento de um torcedor que no tromba-tromba teve seu jornal arremessado em uma poça d'água.
O entusiasmo da torcida parece ter tido efeito (negativo) sobre os jogadores do São Paulo e não é por menos. Os depoimentos citados acima dão uma noção da pressão que o time sofreu para que o título fosse conquistado antecipadamente.
Se o São Paulo estava com vontade de vencer, o Fluminense estava com com vontade em dobro. Parecia até que era final de Copa do Mundo e bola afastada ou qualquer defesa eram comemoradas como se fosse gol do tricolor das Laranjeiras.
Houve uma mescla de competência por parte de René Simões e seus comandados com o nervosismo e ansiedade de Rogério Ceni e compania. Resultado: o gol do Flu marcado por Tartá aos quatro minutos do segundo tempo deram tons dramáticos ao jogo e o que era para ser festa começou a se tornar pesadelo. As bolas alçadas na área passaram a ser o recurso ofensivo único do líder do campeonato e foi de onde surgiu o gol de Borges, para aliviar as quase 70 mil almas presentes no estádio.
Só conheceremos o campeão no próximo domingo e ao São Paulo basta empatar contra o Goias, que cumpre punição do STJD devido a invasão de campo de um torcedor no jogo do dia 22 de outubro contra o Vasco no Serra Dourada. Já o Grêmio precisa vencer o Atlético-MG no Olímpico e torcer por derrota do atual campeão brasileiro.
Os são-paulinos terão de esperar mais uma semana para comemorar, ou não, o tricampeonato. Na saída todos demonstravam feições desapontadas com o empate. Porém, quem criou a ilusão de que a vitória era certa foram os próprios torcedores.
Muricy estava certo: “Não tem nada ganho aqui não meu filho.”.