segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Sempre Flamengo!

Alan Bezerra

Antes de tudo:

Palmas, rojões, fogos, tapete vermelho, estátua, Oscar, Nobel ao Fluminense.

Depois de ter 99% de chance de ser rebaixado, o Fluzão não caiu. Com uma recuperação metoricamente milagrosa, Cuca, seus jogares e torcida fizeram o impossível ao longo do segundo turno.

Parabéns


Agora sim:




Uma vez Flamengo em 80

Duas vezes em 81

Três vezes em 83

Quatro em 87

Cinco em 92


O penta veio em 13 anos. O sexto demorou 17 anos.

É tempo demais para uma nação tão grande. É espera demais para a maior torcida do mundo, que escreveu com todas as placas em um lindo mosaico no dia do empate contra o Goiás: "A Maior Torcida do Mundo Faz a Diferença."

E fez.

O time do Penta-Tri (a quinta vez que o Flamengo conquista três vezes seguidas o RJ),precisava de uma conquista de âmbito nacional.

Do tamanho da nação rubronegra, a maior do planeta.

Não começou bem, foi fazendo uma campanha mediana. Estava em décimo na virada no turno. E conseguiu a dar a virada rumo ao Hexa nos jogos restantes. Peças importantíssimas entraram no transcorrer do campeonato.

O técnico Andrade era interino e assumiu o comando (presidência?) do Mengão. O Imperador Adriano foi se encontrando em campo e parou de se perder fora de dele - apesar de algumas bobeadas da corte morro à cima. Mas o principal, o regente, o maestro do meio-campo é um velho conhecido idolatrado desde muito tempo.

Petkovic. Que entrou no time para saldar dívidas antigas com a diretoria do clube (não podemos esquecer que o Flamengo é o clube que mais deve no país, com um débito de mais de R$ 400 milhões) e foi considerado um veterano brincando de jogar futebol.

A brincadeira que comandou uma arrancada espetacular na reta final, com vitórias gigantescas contra o Botafogo, São Paulo, Palmeiras, Náutico, Atlético/MG e Corinthians, que deixaram o Flamengo à uma vitória do título.

Junto com os jogadores que estavam a mais tempo na Gávea, como o goleiro-bandeira Bruno, os zagueiros Ronaldo Angelim e David, os laterais Juan e Léo Moura, os volantes Airton, Toró, os meias Zé Roberto e Willians, e aqueles que não puderam jogar, como o lesionado Maldonado e o suspenso Álvaro.

E foi duro. A molecada do Grêmio vendeu caro a derrota, e quase deu o título ao arquirrival Internacional. Que assim como o São Paulo e o Cruzeiro, fizeram sua parte e estão na Libertadores 10. O que não fez o Palmeiras. A decepção palestrina é gigantesca. Do tamanho da Copa do Brasil do ano que vem.

Mas no Maraca, tudo foi festa após o gol de virada de Ronaldo Angelim, que colocou 85 mil no estádio mais de 35 milhões pelo mundo em êxtase para conquista que não vinha há tanto tempo.

Já era hora para ser campeão. Sempre é hora para dar alegria a uma torcida que é alma do Rio. E a cara do Brasil.

Sempre Flamengo!

Clube de Regatas Flamengo - Hexacampeão Brasileiro

Fluminense 3 x 0 LDU - LDU Campeã

Alan Bezerra

Não deu título.

Mas o Fluminense deu outra lição importantíssima para todos.

O mosaico feito pela torcida do Fluzão na entrada do time em campo para a final da Sulamericana com os dizeres "Eles tem a altitude. Vocês tem a gente", somado com a faixa que os atletas que o Tricolor das Laranjeiras trouxe na subida do vestiário: "Obrigado, torcida Tricolor. Por vocês, lutaremos até o fim", já vale um troféu a parte.

A força que o Fluminense demostrou e vem demonstrando nesse final de ano é algo inexplicável. Acho que só a frase "Eu acredito" pode tentar explicar o que é isso.

Na primeira partida da final, a LDU marcou o exorbitante placar de 5 x 1, obrigando o Fluzão fazer quatro gols para levar a final para a prorrogação. O que, convenhamos, não é tarefa das mais fáceis, principalmente quando o time adversário vai para o jogo sabendo que tem tamanha vantagem.

Ainda sim, o Fluminense conseguiu fazer 3 x 0. Muito em parte responsável pela festa e pelo apoio espetacular da torcida, que apoiou o guerreiro time de Cuca do começo ao término da final.

Como era de se esperar, a pressão do Fluminense começou logo no início, de uma forma um tando afoita e nervosa, é verdade, mas em situações como essa, não tem problema algum nisso.

A LDU veio como uma postura extremamente defensiva, bloqueando as decidas pelas laterais do gramado e povoando a grande área. Restava ao Fluminense os tiros de longa distância, e foi com um deles que Diguinho abriu o placar e incendiou ainda mais o Macaranã.

O nervossismo e a empolgação andaram lado a lado do time da Laranjeiras na decisão. E isso tanto atrapalhou como ajudou a equipe. A pressão era muito grande e o Fluminense vinha jogando muito bem, só que o excesso de nervos não permitiu algumas jogadas melhor trabalhadas. Mesmo jogando com um homem a mais, já que De La Cruz foi expulso, após entrada feia em Diguinho.

Em uma das raras vezes que não estava marcado, Fred recebeu passe sozinho na área e bateu na saída do goleiro. 2 x 0 ainda na primeiro tempo.

Na volta do intervalo, o clima era de total confiança na goleada do Fluzão.

Só que diferente do que ocorreu no primeiro tempo, a qualidade de jogo do Fluminense decaiu, na medida que a catimba por parte da LDU foi subindo. Bem marcado, o meio-campo Conca mal conseguia tocar na bola, e as principais jogadas de ataque do Tricolor eram feitas por homens que chegavam de trás, como Ruy, que entrou no segundo tempo.

Com um pouco mais de tranquilidade, o Fluminense conseguiu enfim dar trabalho ao goleiro da LDU. Ruy e Conca quase marcaram, mas foram parados pela trave e por uma ótima defesa, respectivamente.

Aos 27, depois de muita pressão, Gum aproveitou cobrança de escanteio e marcou de cabeça, dando ainda mais esperanças para torcida tricolor.

Só que logo nesse momento favorável, Fred reclamou de forma muito acintosa com o árbitro Carlos Amarilla e foi merecidamente expulso, igualando o número de jogadores em campo.

Restava avisar ao atleta da LDU Campos, que também foi expulso.

Sem seu principal homem de referência, restou ao Fluminense a vontade incessante de seus jogadores, empurrados e motivados pela torcida que sempre acreditou até o fim. O nervossismo já tomava conta de todos, inclusive de Cuca, que se desentendeu com Amarilla e também recebeu cartão vermelho.

Nessa hora, a experiência de alguns jogadores da LDU pesaram. Mesmo jogando sozinho no ataque, Bieler conseguia prender a bola, arrumando preciosos segundos.

Nos minutos finais, até o goleiro Rafael foi para a área tentar o quarto gol, mas isso não aconteceu.

A LDU ficou com o título.

Palmas para o Fluminense, que lutou até o fim com todas as forças. Palmas para a torcida do Fluminense, que empurrou o time e quase conseguiu um resultado histórico.

E palmas também para o bom time da LDU, que conseguiu segurar (de novo) uma pressão de Maracanã cheio.


LDU - Campeã da Copa Sulamericana 2009

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Super Dynamo

Alan Bezerra

"Bem, vocês praticam um excelente futebol e nós apreciamos. Só que, agora, no segundo tempo, vocês devem perder. Saibam que a equipe da Luftwaffe jamais foi derrotada, especialmente em território ocupado. Isto é uma ordem. Se vocês não perderem serão mortos". (General Major Erberhardt, das Forças Nazistas de Ocupação)

No primeiro ano da Segunda Guerra Mundial (1939), o governo nazista de Hitler fez um acordo de não-agressão com o líder soviético Stálin. Esse acordo ficou conhecido como Pacto Ribbentrop-Molotov (nome dos representantes alemães e soviéticos que assinaram o acordo em nome de seus países).

Pelas regras do tratado, os alemães se comprometeriam a não invadir as terras da URSS e os soviéticos teriam de não reagir a invasão da Polônia pelas tropas germânicas.

No papel, tudo bonitinho. Mas como na prática a teoria é outra, as tropas nazistas invadiram o que hoje é a Ucrânia (na época território pertencente a União Soviética), em 1941.

A ocupação de Kiev, hoje capital da Ucrânia e na época a terceira maior cidade do estado soviético (só ficando atrás de Moscou e de Petrogrado - hoje São Petersburgo). As terras ucranianas eram o celeiro da União Soviética, devido a imensa qualidade do solo, o mais fértil do mundo. Kiev foi praticamente destruída na invasão.

Graças a essa característa geográfica, o objetivo de Hitler era fazer da Ucrânia o celeiro do império alemão e fazer dos ucranianos (povo de origem eslava) seus escravos.

Fundado no início do século passado, o Dynamo de Kiev era e é o principal time de futebol da Ucrânia, sendo praticamente uma bandeira do país e disparado a equipe que possui a maior torcida. Após o surgimento da URSS, em 1922, o time de Kiev passou a integrar a liga de futebol soviética.

O Dynamo era um dos poucos times fora do hoje é a Rússia que conseguia fazer frente
aos grandes times da época, como o Spartak Moscou e o Torpedo Moscou, conquistando alguns títulos nacionais e várias copas da URSS.

Um dos melhores times da história da URSS (o time campeão da Eurocopa de 60) tiveram por base o time multicampeão do Dynamo de Kiev. Liderados pelo lendário Lev Yashin, o Aranha-Negra, considerado por muitos um dos melhores goleiros de todos os tempos - ao lado do compatriota mais jovem Rinat Daseav e do atual goleiro da Squadra Azzurra Gianluigi Buffon - a União Soviética tinha um baita seleção, mas que sempre levou muito azar nas Copas do Mundo e nunca conquistou um título mundial.


Depois da invasão da União Soviética pela Alemanha, as tropas nazistas decidiram fundar uma liga de futebol para mostrar a supremacia racial e ideológica também nos gramados.

Mais um erro dos nazistas. Eles se esqueceram que em 36, durante as Olimpíadas de Berlim, Hitler colocou quase 200 mil pessoas no imenso estádio Olímpico de Berlim para mostrar que os brancos de olhos azuis eram mais rápidos e mais fortes e que as outras pessoas.

Só que se esqueceram de avisar o americano Jesse Owens. Negro descendente de escravos, Jesse Owens calou o Führer, presente no estádio, ao vencer as provas de 100 e 200 metros da Olimpíada de Berlim.

Com a invasão, as atividades do Dynamo de Kiev foram interrompidas, o mesmo tendo acontecido com outros times soviéticos, já que tudo e todos estavam voltados à Guerra.

Nicolai Trusevich, antigo goleiro do Dynamo e um dono de padaria de Kiev (cujo nome eu não consegui encontrar, Desculpem), decidiram formar um time de futebol e para isso chamaram os jogadores de uma equipe de Moscou, o Lokomotiv que, juntos de outros ex-atletas do Dynamo de Kiev, dão origem a uma nova equipe.

Surge então o FC Start.


A Luftwaffe, o exército nazista, desafiou o Start para uma confronto, que aconteceu no dia 9 de agosto de 1942, em Kiev.

Jamais, em toda a história do futebol, uma partida significou tanto para um povo. Não era só a vitória que estava em jogo, era a resistência de toda uma nação representada pelos jogadores do Start, principalmente para os habitantes de Kiev, que se viam nos jogadores do Dynamo.

Mesmo em condições totalmente desiguais (os jogadores da Luftwaffe estavam em condições físicas muito melhores que os do Start), o desafio foi aceito.

Na virada do intervalo, o Start já vencia o Luftwaffe por 2 x 1, quando o General Major Erberhardt foi no vestiário e fez o discurso citado no primeiro parágrafo.

Mas o jogadores do Start tinham consciência do que representava para o ucranianos aquela vitória. Sabiam que aquele poderia ser o maior símbolo de resistência para toda uma nação, assolada pela barbárie de guerra. Apesar das ameaças de morte, o Start voltou a campo para o segundo tempo.

O resultado?

Caso algum de vocês forem à Kiev algum dia, dêem uma passada em frente ao estádio Lobanovsky, pertencente ao Dynamo de Kiev, e olhem o monumento que existe lá.

A estátua é uma homenagem aos herois do Start que foram mortos após a goleada por 5 x 1 sobre o Luftwaffe.


O torcedores do Dynamo de Kiev tem um orgulho enorme desses jogadores. E não é para menos.

A palavra Dynamo deriva do latim dynamos, que significa força, poder. E nunca uma equipe mostrou tanta força e tanto poder, a ponto de lutar no campo e vencer na bola um exército invasor, mesmo sob ameaça de morte que foi concretizada.

Super Dynamo!!!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Faltam 40 jogos para o Penta

Alan Bezerra

18/11

23h02

1 x 0 para o Grêmio, gol marcado por Rafael Carioca. Obina e Maurício brigaram entre si na saída do intervalo. Expulsão corretíssima

O Palmeiras está com dois homens a menos

Faltam 45 minutos para o Palestra jogar a vida na disputa pelo título do Campeonato Brasileiro.

Tem que virar o jogo. Contra um time que não perde em casa há 36 partidas, desde setembro do ano passado o Grêmio não é derrotado no Olímpico.

Oremos


23h05

Recomeçou


23h10

O Grêmio domina a partida, joga com tranquilidade e vai enervando o já nervoso Palmeiras

23h15

Idem e vide post acima. Com a diferança de que o time da casa começa a tirar o pé.

23h16

O narrador Téo José recorda a Batalha dos Aflitos. É a esperança que me faz acreditar que ainda tem como virar.

23h20

A valentia dos jogadores alviverdes é impressionante. Diego Souza criou uma ótima chance de gol.

23h25

Pressão gremista. Salvai-nos de uma tragédia ainda maior, São Marcos. Mas o Grêmio não consegue finalizar, só vai chuveirando e beirando perigosamente a defesa verde.

23h30

Máxi Lópes.
Driblou Marcos e rolou para o gol.

2 x 0 para o Grêmio

Vinte minutos para fazermos três gols, com dois a menos e fora de casa. Ainda tem como.

23h35

O Palmeiras está de branco. Mas dói muito ver o verde em campo.

23h40

O Diego Souza joga praticamente sozinho, contando com o apoio heroico de Sandro Silva e a eterna e infindável entrega de Pierre. Ainda bem que temos jogadores assim no time, que estão fazendo o que eu faria se estivesse em campo.

Faltam dez minutos.

23h45

O Grêmio sufoca o Palmeiras na defesa. O time do Palestra Itália não se entrega.

23h49

Acabou


O volante Pierre, uma das maiores bandeiras desse time, saiu chorando do gramado.

A expressão do Marcos na entrevista dentro do campo é desoladora.



O Palmeiras não será mais Campeão Brasileiro. E machuca demais assumir isso. O clima de melancolia é intragável.


Agora é juntar os incontáveis pedaços e garantir a vaga para a Libertadores 10.


O título fica para o ano que vem.

Não foi dessa vez.


Faltam 40 jogos para o Penta



00h00

Outro dia.

O Fluminense virou a semifinal da Sulamericana diante do Cerro Porteño, com dois gols nos acréscimos.

De vergonha no Brasileiro, a um time que não perde há onze jogos, com nove vitórias nesse período e está de volta a uma final de torneio continental. E com grandes chances de não cair para a Série B.

E naquelas coisas inexplicáveis e maravilhosa do mundo, o Fluminense pode vir a enfrentar a LDU na final.

A mesma LDU que tirou o título da Libertadores do Fluminense, em 2008, na derrota mais doída de um time brasileiro na história do torneio.


Apesar de estar vivendo agora uma das maiores decepções que tive como palmeirense em minha vida, quando deixamos o título que estava em nossos pés escapar, ver um time dar essa volta por cima é algo fabuloso.



O Fluminense calou minha boca e mudou minha opinião.


Agora eu também acredito


Obrigado, Fluminense







02h01

Milton Neves e Mauro Beting discutem em alto e bobo som a sonoridade das palavras remela, ranho e chorrilho (coletivo de grãos) no Terceiro Tempo da Rádio Bandeirantes, disparado o melhor programa de rádio de São Paulo.

hehehehe

Eles são geniais.

E tem Rádio Camanducaia daqui a pouco


02h22.

Começou a Camanducaia

"Falando para a cidade, cochichando para o interior..."

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Que Vasco!

Alan Bezerra

Vasco da Gama...

Tua fama assim se fez

Tua imensa torcida é bem feliz

Norte sul, Norte sul

Deste Brasil

Tua estrela

Na terra a brilhar

Ilumina o mar

No atletismo és um braço

No remo és imortal

No futebol és um traço

De união

Brasil-Portugal

E o Gigante da Colina voltou da mais longa viagem de sua mais que centenária história.

Com as portas da Primeira Divisão escancaradas por 80 mil vascaínos no Maracanã.

Que seguraram o leme e o prumo do time quando este passava por sua perdição das Tormentas da segunda dos infernos, a transformando no rumo da Boa Esperança. Que saí da rota mas que jamais perde o destino da frota daqueles que compõem a caravela cruz-maltina. Que já tem no uniforme a faixa de campeão. Que vai e volta. Que conquista. Que virada. Que exemplo.

Que Vasco!


Bem-vindo de volta,

Clube de Regatas Vasco da Gama

Os dias em que meu mundo acabou

Alan Bezerra

Por algumas pesadas e doídas razões, essa semana ficará para sempre marcada em minha vida.

Não vou dizer os motivos, claro, mas o que ambas as coisas que aconteceram me fizeram lidar novamente com a pior sensação que uma pessoa pode ter: frustração e imobilidade.

Se eu não tivesse que fazer avaliação de faixa e pudesse estourar em faltas na facul, eu pegaria meu bonézinho da BubbaGump e saíria por aí, andando.
Se eu bebesse, estava perdido.

Nunca teria imaginado que voltaria a sentir essas coisas, não em menor ou maior escala, mas de forma diferente.

Por isso mandei os vídeos de manhã.

O que eu estou passando agora é bem parecido com o que aconteceu comigo nos dois casos.

A perda do Mundial de Clubes e o Rebaixamento.

Ah, lá vem o Alan envolver o Palmeiras nas coisas.

Desculpe, gente.

Não dá. O Palmeiras não é só o time para qual eu torço, assim como minha mãe não é só a mulher que me pôs no mundo, ou os meus amigos não são apenas pessoas que me aguentam durante todos esses anos.

Eu mereço todos os parabéns do mundo no meu aniversário, já que, podem ter certeza, não é nada fácil conviver comigo mesmo.

Mas eu sei que sair andando não vai resolver nada. Nem ficar reclamando.

O calor te faz mal porque você desiste de lutar contra ele. Devemos lutar contra o calor!!!

Assim, você vive mais feliz.

Vamos do começo.

Porque o Palmeiras:

Porque o Palmeiras é início, meio, fim, sobrenome, metáfora, caricatura, tudo o que sou.

O Palmeiras me acolhe, me levanta.

O Palmeiras me dá a rumo a ser seguido. Me dá a bandeira chamada São Marcos para usar de exemplo. Que joga de peito e de punho aberto, com força e com placa no braço, iluminando a meta e o meu caminho verde. Me dá um torcedor-exemplo-ídolo Mauro Beting, que me fez me seguir por um caminho longo e tortuoso, mas extremamente recompensador e divertido. Me dá um exemplo supremo, o objetivo e exemplo final, Joelmir Beting, o maior jornalista do Brasil.

O Palmeiras é tudo o que sou a mais tempo. O Palmeiras foi tudo o que tive durante um certo tempo. Quando pareceu que o mundo me virou as costas, me deixando para trás. Mas era só ver o Palmeiras me carregando para torcer por ele, mostrando que, apesar de tudo e todos, eu ainda era um daqueles que cantam e vibram por nosso alviverde inteio.

E nada mais Alan que usar o Palmeiras como exemplo. Se bem que nada é mais Palmeiras que acolher um torcedor em um momento de dificuldade, sabendo quando é o melhor momento para vencer.

Em 1999, o maior sonho da história da Sociedade Esportiva Palmeiras se concretizou. Ganhamos a Libertadores da América e fomos para o Mundial de Clubes, em dezembro.

Era a realização do Projeto Tokyo. O Palestra estava rumo a tokyo (daí vem o nome do blog).

Meu time do coração, que eu cresci vendo jogando no interior de São Paulo e no Brasil, aos domingos e sábados e quartas e quintas, iria jogar de manhã. Do outro lado do mundo. Contra um time inglês, o Manchester United.

Em um campeonato, a chance mais provável é que o time perca. Sem levar em consideração a força de cada equipe, as chances de cada time ser campeão são de 1 em 32, na Copa, e em 20, no Brasileirão.

Mas no Mundial de Clubes, não. Na época, era jogo único.

Era meio-a-meio. 50% de chance de ganharmos a Terra.

O Palmeiras se preparou da melhor forma que pôde para o jogo mais importante de sua história, chegando com cinco dias de antecedência no Japão. O United chegou na véspera do confronto.

Os europeus não valorizavam muito essa conquista. Bem diferente de nós, que considera a conquista do Mundial de Clubes algo tão importante quanto a conquista do Mundial de Clubes.

Era o jogo para o meu Palmeiras ser o melhor e maior do Mundo.

E foi o jogo para o Palmeiras ser o maior e melhor do mundo. Mandamos na partida, e em muito mais.

Não acompanhei pela tv a final do Mundial de Clubes de 1999, disputada no Estádio Nacional, em Tokyo, às 08h45 do dia 30/11.

Eu estava na quarta série. Estudava de manhã, e tinha prova de ciências no dia. Minha mãe teve que me ameaçar de espancamento em via pública com cabo de vassoura para que eu pudesse ir para a escola.

Tive que ir, na maior má vontade do mundo.

Escutei os fogos do gol do jogo, ainda no primeiro tempo. Rezando para ser do Palmeiras. Aquela foi a única vez que eu atrapalhei uma aula de propósito, implorando para a professora me deixar sair da sala para saber quanto estava a partida.

Consegui ser liberado quinze minutos antes da hora do recreio e fui atrás de alguém para saber qual era o resultado. Por sorte, a tia da merenda estava com o rádio ligado na Jovem Pan AM. Quem narrava era José Silvério.

O Manchester estava ganhando o jogo por 1 x 0.

Mas quem estava jogando para ganhar era o Palmeiras. Muito superior em campo e nas arquibancadas. O recreio só durou quinze minutos, o tempo do intervalo. Tinha que subir para a aula.

Mas não tinha como. O Palmeiras estava perdendo a final do Mundial de Clubes. Meu time precisava de mim. Existem momentos que o bom senso deve ser mandado para o espaço. Naquela hora, torcer para o Palmeiras era a coisa mais importante da minha vida, eu tinha que ficar ali. E fiquei.

Me recusei a sair de frente da cozinha. Bati de frente com a inspetora, a professora e a diretora, querendo saber o motivo da paralização da escola.

Graças a minha decisão, mais de 300 alunos ficaram no pátio, os que estavam ao meu redor calados, escutando a narração.

O Palmeiras era muito melhor, merecia fazer o gol. E fez.

Alex marcou de cabeça, mas o bandeirinha anulou o gol legal do camisa 10 palestrino. A explosão no pátio transformou-se em xingos dos mais diversos.

O medo de ser derrotado foi sendo repelido pelo desespero de escutar cada gol que insistiu em não entrar naquele dia.

Até o instante que o juiz apontou o centro do gramado e decretou o fim da partida.

O Manchester United era Campeão do Mundo.

A tia da merenda pegou o rádio, desligou e levou para dentro da cozinha. Eu fiquei meia hora sentado, no mesmo lugar, imóvel, sem ação. Tive que ser praticamente carregado pela professora e por alguns colegas de turma.

Fui fazer a prova. Eram quatro questões. Só consegui responder uma.

Tinha que voltar para casa.

Vi pela tv os melhores momentos da partida. E vi o lance mais dolorido de ver e lembrar de todos.

A única chance de gol do Manchester, quando Ryan Giggs cruzou a bola, e ela passou a meros três, dois centímetros da mão direita de nosso goleiro-pavilhão, e Roy Keane fez o único gol da partida.

Marcos havia falhado. No jogo mais importante da história da Sociedade Palmeiras.
Poderíamos sim ter ficado com raiva dele, mas não dava.

Se estávamos ali, era por causa dele. Ele podia errar a hora que quisesse e acontecesse o erro. Uma pessoa como o Marcos, que fez e faz e vai fazer e representar tanto para nós para sempre, podia errar. A culpa não foi dele, por mais que ele, São Marcantemente, admitesse a culpa inexistente da perda do Mundial de Clubes.

Olhando os melhores momentos, dava desespero ver que todas as melhores chances de gol foram do Palmeiras. A bola, por alguma razão desconhecida, não quis entrar.

Mesmo jogando melhor, fazendo tudo certo, se preparando desde muito tempo, considerando a partida como a mais importante da história, o que de fato era, não
conseguimos ser Campeões do Mundo.

Aquilo doeu demais. O Projeto Tokyo havia chegado ao fim. E meu time havia parado na última etapa.

Até hoje, quando vejo o gol de Roy Keane, aquela imagem do fim da partida na escola volta a cabeça, junto com aquele vazio que foi o restante daquela semana.
Eu não conseguia nem comer, muito menos dormir.


Três anos depois:

Desde o dia 06/06/00, a perda do Mundial de Clubes foi superada.

Em 2002, o Palmeiras passou por algo que eu nunca havia presenciado: eu cresci vendo meu time ser multicampeão, com a gloriosa Era Parmalat, e os títulos Brasileiros de 93/94, o Rio São Paulo de 93 e 00, os Paulistas de 93/94 e o trem-bola de 96, a Copa do Brasil em 98, a Libertadores em 99, a Copa do Campeões em 00 e a Mercosul em 98.

Nunca havia presenciado o sofrimento do rebaixamento.

Enquanto a perda de título e eliminação acontece de uma vez, o descenso é algo longo, dolorido, doído. Se arrasta por longos meses, em um processo assassino.

A campanha do Palmeiras era horrível. Éramos alvos de piada, de chacota.

No primeiro momento, a minha tônica era de incredulidade: não íamos cair, claro que não. Ainda faltam muitos jogos, o Palmeiras não vai ser rebaixado.

O tempo e os meses foram passando, se prolongando, os jogos passando e nada de saírmos daquela situação insuportável.

Depois, veio a revolta. A torcida mingou do Palestra, graças aos vários vexames e derrotas seguidas.

Por fim, veio aquilo que me tornou um palmeirense de verdade.

A quatro jogos do fim, o Palmeiras precisava de 11 pontos em 12 disputados. Três vitórias em quatro jogos e dois empates. Para um time que havia ganho cinco jogos em vinte cinco disputados.

Mas ainda dava. Iríamos conseguir as vitórias para não depender de ninguém na luta contra o rebaixamento.

Perdemos no Rio, 1 x 0 para o Vasco. Ganhamos no Rio, 0 x 3 contra o Fluminense.

Agora, era o Flamengo em casa.

A torcida lotou o Palestra para acompanhar o jogo mais importante da história do Palmeiras. Uma vitória nos tiraria da zona de rebaixamento, faltando uma rodada para o término da competição.

Poucas vezes eu vi a torcida palestrina empurrar tanto o Palmeiras. A festa foi grande no Palestra Itália lindo e tomado pela esperança vestindo verde e branco.

Principalmente quando conseguimos fazer 1 x 0. Estávamos nos livrando da segunda dos infernos.
Para tudo havia um jeito, assim como deu em 93, na lua cheia do Dia dos Namorados, quando Evair fez José Silvério soltar a frase que está para sempre marcado no coração do Palestra e nos muros do Palestra: "E agora, eu vou soltar a minha voz!!!", para narrar do gol de pênalti que tirou o Palmeiras dos Anos de Chumbo, pôs um fim na ditadura do vice e do quase, acabou com o jejum de 17 anos sem título em verde-e-branco. E fez o meu pai, chorando demais, me pegar no colo para comemorar o gol do título do Palmeiras. E me mostrou o quão é bom ser Palestra, e pintou minha vida para sempre de verde.

Assim como deu em 99, quando estávamos todos na meta iluminada de São Marcos, orando para que ele nos agraciasse com mais um milagre, defendendo o pênalti de Zapata. Ali deu certo, quando todos, aos gritos "de fora, de fora, de fora" jogaram para a fora a cobrança adversária e deixou no Palestra a Libertadores de 99.

Assim como deu em 00, quando, de punho aberto, São Marcos defendeu a cobrança de Marcelinho Carioca, ídolo do Corinthians, e protagonizou o maior momento da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Para tudo havia dando um jeito até os 33 do segundo tempo.
Algum jogador do Flamengo deu passe perfeito para Liédson. O rubronegro ficou na cara do gol, e deixou o Palmeiras na beira do precipício.

O goleiro Sérgio (Marcos estava machucado. Tinha se estourado, como sempre faz, tentando salvar o Palmeiras do rebaixamento) saiu do gol de forma desesperada tentando parar o adversário. Como todos os seres humanos fariam quando uma tragédia estava prestes a acontecer. Liédson passou por Sérgio e marcou o gol de misericórdia.

Eu estava em casa, sofrendo pelo rádio, quando percebi que tudo estava quieto.

Os repórteres de campo (futuros colegas de profissão, se Deus quiser) começaram a falar que nunca haviam presenciado algo assim.

Quase 30 mil pessoas em silêncio. A torcida do Palmeiras, conhecida por ser muito corneteira e insuportável e exigente estava calada. Nós xingamos e elogiamos com a mesma força ao mesmo tempo. Não é algo que se pode explicar. Quem não é Palmeiras jamais saberá o que é isso.

O Flamengo passou a dominar o jogo. E, ou por pena ou por respeito, parou de atacar e começou a tocar a bola.

O Palmeiras parou. Entrou em parafuso, em desespero, estava mal. Em casa, começei a chorar o descenso que se mostrava irremediável e incomprensível.

Até aos 43, a torcida presente no Palestra representou os 14 milhões espalhados pelo mundo. E cantaram, todos, em uma só voz:

Quando surge o alviverde imponente
No gramado em que a luta o aguarda

Sabe bem o que vem pela frente
Que a dureza do prélio não tarda

E o Palmeiras no ardor da partida
Transformando a lealdade em padrão

Sabe sempre levar de vencida e provar
Que de fato é campeão

Defesa que ninguém passa
Linha atacante de raça

Torcida que canta e vibra
Por nosso alviverde inteio

Que sabe ser brasileiro
Ostentando a sua fibra


Amém.

Ninguém arredou o pé do Palestra. E demos as mãos para erguer o Palmeiras no momento que ele mais precisou.

Tinhámos que ganhar do Vitória, em Salvador, e torcer para a Portuguesa, o Sport e o Internacional perdessem seus jogos.

As chances disso acontecer eram de 3%.
O Palmeiras tinha 97% de chance de ser rebaixado.

"Número para mim é papo furado. Não tem essa de número, estatística.
Quando perdi do Grêmio, no ano passado, me deram 1% de chance de ser campeão. E eu fui campeão mesmo assim.
Essa coisa de número, estatística, é tudo conversinha.
Meu número é o Náutico na segunda-feira.

Isso aqui é trabalho, meu filho"

Estava na casa do meu tio, em Osasco. Acho que não tinha lugar menos pior para estar, já que Osasco é minha segunda casa. E por motivos diversos e indigestos, o meu primeiro e único lar.

Perdemos de 4 x 3 para o Vitória.

Sofremos a derrota mais vergonhosa da nossa história.

O tetracampeão Palmeiras não disputaria a Série A em 2003, a primeira dos pontos corridos, com 46 rodadas.
Estaríamos na Segunda Divisão, com vinte times. Turno único, depois os dois quadrangulares estranguladores para decidir que eram os dois times que subiriam.

Foi terrível ver o Palmeiras naquela situação. E foi pior quando, em maio do ano seguinte, liguei o rádio de casa em um badalado e festivo sábado a noite, para escutar o primeiro jogo da nossa via crucis Brasil à dentro, Brasilense 2 x 2 Palmeiras.

Que terminou na redentora vitória de virada e da vida sobre o Sport por 2 x 1, no histórico jogo da libertação disputado no Gigante do Agreste, em Garanhús, interior do Pernambuco.


O que estou passando e sentindo agora eu só tinha passado nessas duas situações.


Está difícil.


Mas vou me erguer.
E iluminar de verde o meu caminho.

Para que, futuramente, possa relatar a vocês a minha vitória da virada e da vida.

E sempre, como sempre, e para sempre:


De pé. E de verde.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Parabéns para nós!!!

Alan Bezerra

Um rapaz palmeirense encontrou um amigo que não via a um certo tempo. Eles começaram a conversar:

- Fala, cara. Beleza?
- Nossa, meu. Há quanto tempo. Tudo bem?

- Tudo, tudo. E você?
- Tudo tranquilo.

- E a patroa, como está?
- Está bem.

- Mas me responde ai, cara: como é estar casado com uma corinthiana? Ainda mais você, palmeirense até a última gota de sangue...
- Ah, cara. É normal. Eu sempre torço contra o Corinthians e ela sempre torce contra o Palmeiras.

- Mas e quando um joga contra o outro? Como é que fica?
- Bem, é a mesma coisa. Quando o jogo termina empatado, ninguém fala nada com ninguém. Quando o Palmeiras ganha, ela fica emburrada e eu nem chego a falar nada.

- E quando o Corinthians ganha?
- Então, não sei. Só faz três anos que estamos casados

hahahahahahaha

Parabéns para nós
Nessa data querida!!!

Três anos de freguesia
E o azar é só deles!!!

AEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEENo domingo completou-se três anos da nossa última derrota para o Corinthians.

Desde o jogo do returno do BR 06, com o gol de cabeça marcado por Marcelo Mattos, o Palmeiras mantém a hegemonia diante do time da marginal sem número, sem estádio e sem Libertadores!!!

Obrigado Edmundo (2 vezes), Osmar, Dininho, Nen, El Mago Valdívia, Diego Souza e Obina (3 vezes), autores dos gols que garantiram as cinco vitórias nesses três anos: 3 x 0 no SP 07, 1 x 0 no turno do BR 07, 1 x 0 no returno do mesmo ano, 1 x 0 no SP 08 e o 3 x 0 no turno do BR 09. E também teve o empate válido pelo SP 09.

Seis jogos sem derrota no jogo mais importante de todo o Universo, que serviram para ampliar nossa superioridade na História: 121 vitórias contra 114 deles, e 91 empates, totalizando 323 partidas do Derbi paulista.

Que essa data tão especial sirva de exemplo para o time de Muricy Ramalho, que está atravessando seu pior momento no BR 09: nos últimos doze pontos disputados, um ponto ganho. Três derrotas e apenas um empate.

Um aproveitamento Fluminense de 8.33 %

Mesmo assim:


Forza Palestra!!!

Vamo ganha Porco!!!!


Faltam sete jogos para o Penta!!!

Adendo do dia 05/11, data de repuplicação:

Agora só faltam cinco!!!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Quartas Sulamericanas

Alan Bezerra

Prólogos da Quartas Sulamericanas

Botafogo x Cerro Porteño

É complicado analisar as chances do Botafogo na Sulamericana. Creio eu que a vaga nas semifinais não é mais importante que a permanência na Série A do Brasileirão. Mas, caso o Fogão avance no torneio continental, pode dar um ânimo a mais no BR 09. Veremos

Universidad do Chile x Fluminense

Copie e cole o que o que está escrito acima e adiocione mais dramaticidade no caso. A situação do Fluminense é ainda pior. E uma vitória na Sulamericana pode dar ainda mais fôlego para o Fluzão, que conta as horas e os jogos para o rebaixamento.

Vélez Sarsfield x LDU

Eis o grande favorito, ao meu ver, para a conquista da Sulamericana. O atual campeão do Clausura pode conquistar o Cone Sul, se conseguir passar pela altitude e pelo LDU.

River Plate x San Lorenzo

Os dois times se equivalem. Não sei que é o mais capacitado para conseguir a vaga para a semifinal. Mesmo assim, não vejo nenhum dos dois como candidatos ao título.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

BR 09 - Count Down Start

Alan Bezerra

Faltam nove rodadas para o término do Campeonato Brasileiro.

E falta muita, muita, muita coisa para acontecer. Muita água vai passar por baixo da ponte até o dia 06/12, data da última rodada do Brasileirão mais disputado dos últimos tempos.

Nas últimas rodadas, todos os times que estão no topo da tabela tropeçaram. Palmeiras, São Paulo, Internacional, Atlético/MG e Goiás não conseguiram vencer na Rodada 29 e deixaram tudo ainda mais embolado.

Até no fim da tabela as coisas começaram a mudar. O Fluminense ganhou quatro dos últimos seis pontos disputados e já não é mais o último colocado, posto este que o Sport ocupa. O mesmo Sport que empatou com o Goiás em pleno Serra Dourada com um gol no últmo minuto.

O Palmeiras ganhou um ponto contra o Avaí jogando no Palestra Itália, já que o time de Paulo Silas foi umas duzentas vezes mais perigoso que o líder do Brasileirão e mereceu sair com a vitória, mas mesmo assim o Palmeiras buscou o empate. Essa força de recuperação faltou ao time no confronto com o Náutico, quando a equipe de Muricy Ramalho foi trucidada por um dos últimos colocados da competição.

Tudo bem que o Palmeiras estava repleto de desfalques, mas levar um 3 x 0 do jeito como tomou não é coisa que a ausências de titulares justifique.

A sorte do alviverde é que os outros times estão fazendo de tudo para dar o título ao Palmeiras: o São Paulo empatou em casa contra o Coritiba, e olha que isso acabou sendo um bom resultado, já que era para o mais novo clube centenário brasileiro (parabéns, Coxa!!!) ter ganho e, contra o Flamengo, bem, perder do Flamengo no Rio não é nenhum demérito. Principalmente na fase maravilhosa que o Mengão se encontra.

O Goiás, desde a ótima vitória contra o Corinthians no Pacaembu, parou de jogar bola. Só isso justifica a pancada sofrida para o Botafogo, jogando em Goiânia. No Sul, o Internacional trocou de técnico mas continuou na mesma, empatando em casa com o Atlético/PR e continua devendo muita bola.

Já o Galo sentiu o baque de uma competição tão longa e parece que perdeu o ritmo. Na última rodada, perdeu o clássico contra o Cruzeiro, mesmo jogando melhor. Sentiremos o tamanho do efeitos catastróficos de perder do arquirrival no próximo jogo atleticano, logo contra o São Paulo no Morumbi.

Quem vem arrebentando é o Flamengo, com bons resultados nas últimas rodadas, que o colocaram entre os seis melhores da competição. Se continuar assim, o Mengão vai dar trabalho à turma do G5 e pode brigar por uma vaga na Libertadores.

Outro que surpreendeu foi o Cruzeiro. Dono da melhor campanha no returno, a Raposa já aparece em sétimo e, se deixarem, pintará novamente na Libertadores, tentando conquistar o caneco que escapou nessa temporada.

Não faço ideia do vai acontecer até o término do BR 09. Mas ainda assim aposto em uma coisa:

Faltam nove jogos para o Penta

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Oitavas Sulamericanas

Alan Bezerra

De uma tacada só, as oitavas da Sulamericana.

River Plate (URU) x Vitória

Ida 4 x 1
Volta 1 x 1

Eu pensava que o bom time de Vagner Mancini fosse conseguir a vaga diante do River uruguaio. Mas, não foi dessa vez. Talvez a falta de rodagem do Vitória em torneio continentais tenha pesado, principalmente no jogo de ida. Quem sabe na próxima.

Vélez Sarsfield x Unión Española

Ida 3 x 2
Volta 2 x 2

Apesar do sofrimento que foi para o atual campeão do Clausura conseguir a vitória no jogo de ida, a vaga foi conquistada em Santiago. Mesmo sem brilhantismo, considero o Vélez o maior candidato ao título da Sulamericana.

Alianza Atlético x Fluminense

Ida 2 x 2
Volta 4 x 1

Quem pensou que a Sulamericana serviria para ressuscitar o Fluminense pode ter se enganado. A vaga veio, é verdade, mas contra o penúltimo colocado do Campeonato Peruano, era obrigação, até mesmo para o último do Brasileiro.

Internacional x Universidade do Chile

Ida 1 x 1
Volta 0 x 1

A maior decepção do torneio até agora, junto com a eliminação do Boca Juniors na fase preliminar.
Logo no ano do centenário, jogando para defender o título conquistado magistralmente no ano passado, e veio outra eliminação em mata-mata. Não bastava a Copa do Brasil e a Recopa. Resta o Brasileiro para o Inter não ficar com o centenário marcado por um título gaúcho e a conquista da Suruga Bank.

Botafogo x Emelec

Ida 2 x 0
Volta 1 x 2

A mesma coisa que eu escrevi sobre o Fluminense se aplica ao Botafogo. Com a diferença de que o Fogão é um pouco menos pior que o time das Laranjeiras e até pode brigar por alguma coisa melhor na Sulamericana.

LDU x Lanús

Ida 4 x 0
Volta 1 x 1

É a volta dos bons tempos da LDU no cenário continental? Quem sabe, e olha que o Lanús é um dos times mais regulares da Argentina nos últimos anos, sempre ficando entre os primeiros nos campeonatos dos hermanos. Quanto a LDU, jogando em Quito os equatorianos são sempre favoritos.

San Lorenzo x Cienciano

Ida 3 x 0
Volta 0 x 2

5 x 0 no placar agregado dispensa comentários. Pode ser que o time do Nuevo Gasómetro chegue forte na reta de chegada da Sulamericana. Resta saber o que vai acontecer quando o San Lorenzo enfrentar adversários melhores.

Cerro Porteño x Goiás

Ida 2 x 0
Volta 3 x 1

Foi um por um gol que o Goiás não avançou na Sulamericana. Que pena. Mas mesmo com a eliminação, o time esmeraldino val ganhando experiência e bagagem, que já está fazendo a diferença. Vide a ótima campanha no Campeonato Brasileiro.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Ressurreição à la Sulamericana

Alan Bezerra

Reza a lenda que a Sulamericana não serve para nada, que só atrapalha a disputa do Campeonato Brasileiro, já que obrigatóriamente (ou não) os times tem que se dividir em dois par dar conta (ou não, na maior parte das vezes) das duas competições.

Mas é um título.
É uma conquista internacional.
E isso conta muito.

Claro, nunca vai contar tanto quanto uma Libertadores da América, mas a tendência é a de que os times passem a dar mais valor para a Copa Sulamericana com o passar dos anos e dos títulos. Dos rivais.

Na edição de 2009, o que mais chama a atenção é que os dois times brasileiros que mais dispontam como favoritos ao título são as mesmas duas equipes que mais decepcionam no Brasileirão.

Botafogo e principalmente o Fluminense

O Tricolor das Laranjeiras, que vem fazendo uma campanha ridícula no Nacional vai decidir uma vaga nas quartas-de-final hoje, no Maracanã, contra o Alianza Atlético. Com o empate por 2 x 2 no Peru, as chances do Fluzão conquistar se classificar são grandes.

Não é possível que o Fluminense perca em casa do penúltimo colocado do Campeonato Peruano.

Já o Botafogo conseguiu avançar na Sulamericana. Mesmo com a derrota para o Emelec por 2 x 1, o placar do primeiro jogo (2 x 0 no Engenhão), o time de General Severiano conseguiu dar uma alegria a sua torcida depois de muito tempo.

Vitórias são sempre importantes. Sempre dão moral, um alento nas horas difícies.

E pode ser que a Sulamericana ressuscite os dois gigantes cariocas no Campeonato Brasileiro e evitem o catastrófico rebaixamento dos dois times para Série B.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Eu não sei se acredito

Alan Bezerra

Eu acredito:

Em milagre
Em causas impossíveis
Que para tudo há um jeito

(mais sobre isso no final do ano)

Mas não dá para acreditar que o Fluminense vai escapar do rebaixamento.

É forçar demais a barra, o blog, a boa vontade, a bola.

Apelemos para os inconstantes e inconstestáveis números: o Fluminense está em vigésimo lugar no Campeonato Brasileiro. É o último colocado, com míseros 18 pontos.

Em 72 disputados.

Um aproveitamento de 25%

Para escapar da Série B, o Fluzão precisa fazer 27 pontos nos próximos 39 jogados.

Um milagre de 69.23%.

Na boa, não dá.


Claro, tem que dá.

Na raça. na garra, na unha, no grito, no osso. Não no nada.
No nada não dá.

Não da graça. não da motivo, não da ânimo.

Só dá pena, medo, nojo, repulsa, asco.

Como um time pode jogar tão mal?

Como que as coisas mudam tão rápido para uma equipe, um grupo, uma entidade, um clube que já foi 31 vezes campeão carioca em um espaço tão curto de tempo?

Não faz nem dois anos que o Fluminense fez uma campanha inesquecível na Libertadores, depois de ficar 23 anos longe do principal torneio de clubes do lado de cá do Atlântico.

Ninguém conhecia o Tricolor do Rio. Tudo bem. "Muito prazer, Fluminense"

E que belo cartão de visitas, fazendo a melhor campanha da primeira fase, ganhando do Atlético Nacional na Colômbia (o que é sempre muito difícil) e derrubando o São Paulo com um gol aos 46 do segundo tempo no jogo de volta das quartas de final.

Mas a partida que ficou na história estava por vir. Um clube que tem pouca tradição na Libertadores tinha enfrentar logo o todo-poderoso Boca Juniors na semifinal.

E teve que empatar em 2 x 2 o jogo de ida, em Buenos Aires. E teve que sair perdendo no jogo da volta e da vida Maracanã lotadaço no segundo tempo.

E teve que ver o Boca Juniors mantendo a fama de Judas brasileiro na Libertadores. E todo mundo (praticamente o mundo todo) que já perdeu título para os xeneizes se lembraram das quintas-feiras de vazio-sem-taça: o Cruzeiro-77, o Grêmio-84, o Palmeiras-00 e 01 (bem no dia de Porcus Thristes), o Santos-03 e o novamente o Grêmio, em 07). Sem contar as eliminações do Corinthians-91, Paysandu-03, São Caetano-04 e o Cruzeiro-08.

E em todas essas vezes, tirando o Cruzeiro em 77, o Boca fez a festa aqui no Brasil, sem precisar dedicir a vaga ou o titulo na mítica e temida La Bombonera, o estádio mais fantástico do mundo.

Mesmo com todo esse retrospecto desfavorável, o Fluminense jogou por ele e por nós que já choramos por causa do Boca. E virou no Maracanã com 86400 e muitas pessoas cantando:

Eu acredito!!!

E agora o mesmo time capenga Série B abaixo.

De novo.

O Fluminense já caiu uma vez, em 97. E não aprendeu naquela época. No mesmo ano, foi rebaixado para a Série C do Brasileirão.

O único time do Top 12 que possui uma passagem por essa série.

E só de ver e ler o futebol do Fluminense, é fácil visualizá-lo jogando terça, sexta e sábado.

É triste ver a mesma torcida que comemorou como nunca uma classificação para a final da Libertadores com uma vitória história de 3 x 1 sobre o Boca Juniors sofrendo com esse time horrível.

O problema não é só falta de talento, técnica e tática.

Falta tudo. Não há aquela entrega irreal em campo, falta aquela força incomum para se reverter situações muito adversas, falta aquele espírito de buscar o impossível e fazer o que parece inacreditável.

E o que sobra está a mercê dos coliformes orais e textuais da imprensa e dos torcedores de outros times.

Eu acredito que o trabalho duro supera a talento nato, que a determinação iguala nível técnico, que a superação em campo e fora dele supre falta de tática. Exemplos existem aos montes, poderia ficar até amanhã escrevendo sobre eles.

Mas não dá. Desse jeito não tem como.

É melhor cair logo e cessar o sofrimento dos torcedores. Eu sei o que é isso. O Palmeiras se arrastou até a última rodada do BR 02 tentando se livrar do rebaixamento e não conseguiu. Caiu após perder do Vitória no Barradão, em Salvador, por 4 x 3.

Na sala, fizemos um bolão para apontar em qual rodada o Fluminense vai ser rebaixado. Para mim, ele cai na 34º rodada, quatro antes do término do campeonato.

Não gosto da ideia de que às vezes vale a pena dar um passo para trás para depois dar dois para a frente. Para mim, é muito melhor ficar parado o tempo que for necessário e dar um passo, meio passo adiante.

Só que para o Fluminense, eles terão que percorrer uma longa maratona Brasil a fora de volta à Série A em 2010.

E, com certeza, veremos no Maracanã uma festa linda não como aquela que foi feita contra o Boca, numa semifinal de Libertadores da América, mas igual àquela ocorrida em 98, na estreia do Fluzão na Série C.

Uma terça-feira à noite, 125 mil pessoas no Maracanã para empurrar o Fluminense contra o candango Dom Bosco.

Pode até ser que o Fluminense não caia, e é bom que não caia mesmo, mas o time e a diretoria do Tricolor das Laranjeiras precisam melhorar muito. E muito rápido.

E eu não sei se acredito nisso

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Libertadores delas

Alan Bezerra

Na última quinta-feira, a jogadora Marta, eleita a melhor do mundo nas últimas três eleições (06, 07, 08), foi apresentada no Santos, para reforçar o time na disputa da primeira edição da Libertadores feminina.

Desde as Olimpíadas de 96, o futebol feminino vem ganhando destaque no Brasil. Principalmente nos últimos dois jogos, quando acabamos perdendo para o bom time dos EUA. Sem jamais esquecer que em Atenas, em 2004, o Brasil foi roubado descaradamente e acabou perdendo no finado e maldito Golden Goal. E também teve o vice campeonato mundial em 07, quando o Brasil perdeu da Alemanha na final.

Mas o principal chamariz para o futebol feminino no Brasil foram os Jogos Panamericanos de 07, disputados no Rio, Na final, a seleção brasileira aplicou uma sonora goleada no Maracanã sobre os EUA (tudo bem que era contra o time de juniores, mas ainda eram os EUA), um 5 x 0 para oitenta mil pessoas presentes no estádio.

Além da festa merecida após essa conquista, ficou aquele clima de que a hora do futebol feminino finalmente chegara. Bem, como todos sabem, não foi isso que aconteceu, As condições do esporte continuaram as mesmas no Brasil, com nossas principais jogadoras indo parar nas ligas europeias ou nos Estados Unidos.

A CBF, que na ocasião do ouro panamericano falou que ia fazer e acontecer, ficou com o rabo entre as pernas e não se mexeu. A situação só começou a melhorar agora, em 2009, com a realização da Copa do Brasil feminina, que terminou com o Santos campeão e fazendo uma campanha surreal.

Agora, com a Conmebol decidiu que ia fazer uma Libertadores da América para alavancar o futebol feminino aqui na América do Sul.

Apesar do nome famosíssimo, o torneio delas é bem diferente daquele disputado pelos homens desde 1959: são dez times, um de cada país, divididos em dois grupos. Os dois melhores classificados de cada grupo na primeira fase estarão classificados para as semifinais. Todos os jogos serão disputados aqui no Brasil, na Vila Belmiro e no Guarujá.

O Santos é o cabeça de chave do grupo que jogará na Vila Belmiro, enquanto o San Lorenzo representará o futebol argentino, tentando repetir o feito do Estudiantes, que jogará no Guarujá.

Será um torneio rápido, simples, sem nenhuma pompa. A cobertura da Band sera quase um presente para as meninas.

E que bom que isso aconteceu. A Libertadores feminina tem tudo para ser o primeiro de muitos e melhores campeonatos que virão no futuro.

Demorou, mas parece que o futebol feminino começou a ser levado a sério no Brasil.

Na Copa

Alan Bezerra

Pela décima nona vez, a principal Seleção de Futebol do planeta está classificada para a Copa do Mundo.

E dessa vez, graças a Deus, sem sofrimento.

Mas nem eu, você, eles mesmos esperavam isso com tamanha facilidade. Com três rodadas de antecipação a vaga para a Copa está assegurada.

Ah, mas o Brasil na Copa é certeza.

Quase certeza. Não é bem assim. O feito dos comandados de Dunga deve ser louvado e muito valorizado.

Eu era muito pequeno, tinha cinco anos, mas me lembro bem do sufoco terrível que nós passamos em 93, quando deixamos para decidir a classificação para o Mundial 94 no último jogo, contra o Uruguai.

Algumas partidas antes, o Brasil perdeu o seu primeiro jogo na história das Eliminatórias, 1 x 0 para a Bolívia, em La Paz. A geração marcada pela derrota para a Argentina, em Turim, nas oitavas em 90 entrou com as mãos dadas para golear a Bolívia em Recife e respirar no torneio.

Veio o último jogo, e um certo baixinho estava comendo a bola no Barcelona. E não era convocado por Parreira. O Brasil praticamente exigiu a convocação de Romário para o duelo final diante do Uruguai. Era vencer ou vencer no Maracanã.

Em uma atuação de gala, Romário marcou dois gols, o segundo deles um dos mais inesquecíveis para mim que garantiu o Brasil no Mundial 94, a Copa do Tetra.

Ou mesmo em 2002, quando o Brasil descambou de perder jogos (Paraguai, Bolívia, Argentina, Chile, Equador) e, de novo, ficou para o último jogo a decisão da vaga. Depois de três técnicos (Luxemburgo, Émerson Leão, Candinho), Felipão - que saudades - apostou em Luisão e ele correspondeu. Dois gols contra a Venezuela na vitória por 3 x 0 em São Luís do Maranhão.

Agora, não.

3 x 1 na sempre fortíssima Argentina, em Rosário. A última vez que eles perderam algum jogo pelas eliminatórias foram em 93, na história derrota por 5 x 0 em pelo Monumental del Nuñes para a melhor seleção colombiana de todos os tempos.

Em Rosário, o último revéz portenho tinha sido em 75, vitória nossa na Copa América. Eram 11 jogos de invencibilidade na terra natal do Rosario Cental, do Newell´s Old Boys, de Lionel Messi e também de Ernesto Che Guevara.

Eu não esperava tanto do time de Dunga.

Não por falta de confiança no time verde e amarelo. Potencial temos de sobra, talento também, mas faltava algo.

Na verdade, faltou tudo na (des)concentração para o Mundial 06.O bumba meu boi que foram os treinamentos resultaram na vexatória eliminação para a França (como sempre), em Frankfurt, pelas quartas de final.

E sem jamais esquecer da aula de futebol arte do melhor jogador que eu tive o prazer de ver, o genial Zinedine Zidane (porque não maior? O maior é o nosso São Marcos do Palestra)

Qualquer um que assumisse o Brasil poderia fazer algum trabalho melhor que aquele feito na Copa da Alemanha. Se é que aquilo pode ser considerado um trabalho, né.

Mas o Dunga?

Um treinador-trainee na Seleção?

Tudo bem que isso já tinha dado certo duas vezes com a Alemanha, em 90 com Franz "Kaiser" Beckenbauer, que conduziu os Panzers para o título na Itália, e em 06, com Jugen Klismann, quando a Alemanha ficou em terceiro jogando a Copa em casa.

Mas no Brasil? Com tantos técnicos de renome (Luxemburgo, Muricy Ramalho, Felipão) a melhor aposta a ser feita era no Dunga?

O Brasil era um lugar para ser fazer apostas?

O time de futebol mais importante de todo o planeta precisaria mesmo passar por isso?

Mérito para Ricardo Teixeira (que já era para ser saído da presidência da CBF há no mínimo 20 anos) quando segurou a bronca e o rojão para manter nosso capitão do Tetra no comando do Brasil.

Os recentes títulos conquistados pela geração Dunga (Copa América e a Copa das Confederações) só deram ainda mais moral para a nossa Seleção. Eu sei que perdemos o ouro olímpico - de novo - mas, sinceramente, isso não pesa tanto.

Eu não sei porque o COI ainda insiste em colocar o futebol masculino nas Olimpíadas. Não faz sentido algum isso. O feminino sim, mas o futebol masculino, sozinho, possuí um evento maior que os Jogos Olímpicos, que é a Copa do Mundo.

O melhor dessa Seleção é que da gosto de torcer por ela. Esse time tem uma característica peculiar de sempre jogar muito bem nos jogos mais importantes, contra uma Itália, Alemanha, Inglaterra, Uruguai da vida. Mas contra uma seleção de menor expressão, a coisa complica. (não) Vai entender.

Torço para que o Brasil só pegue pedreiras nos matas-matas na África do Sul. Assim, a chance de tentarmos o Hepta aqui em 2014 aumenta exponencialmente.

Esse Brasil vai dar Hexa? Não sei, Tem grandes chances. Mas outras seleções vem muito fortes, como a Holanda, Espanha. Alemanha. A Itália não está tão bem assim, mas quanto pior estiver, mais longe a Azzurra vai na Copa. E eles não são Tetra a toa.

E a Argentina que vai para a Copa, claro. Nem que seja na repescagem, mas eles vão sim.

Veremos e com certeza torceremos que nem loucos no ano que vem.

Dia 11 de julho. Estádio Soccer City, Johannesburgo.

Quem sabe o dia e o local do Hexa.

Já que, no final das contas,

FIFA World Cup South Africa 2010.

Já estamos lá.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

UEFA Champions League - Fase de Grupos

Alan Bezerra

Não colocarei qual equipe eu acho que será a campeã, ou ao menos quais times chegarão a final que será jogada no Santiago Bernabéu porque ainda é muito cedo. E como nas oitavas e nas quartas a ordem dos confrontos é decidida no sorteio, qualquer previsão para a fase dos mata-matas tem 130% de chance de dar errado.


Grupo A

Bayern de Munique, Juventus, Bordeaux, Maccabi Haifa

Se o Bayern não se classificar, Franz "Kaiser" Beckenbauer tem que pegar seu chapéu e deixar a Allianz Arena só para o München 1860 jogar. A outra vaga tem tudo para ficar com a Juventus.

Mas como o Bourdeaux é o atual campeão francês, surpresas podem ocorrer nesse grupo. Só que apostar no Maccabi Haifa é forçar a barra demais.


Grupo B

Manchester United, CSKA Moscou, Besiktas, Wolfsburg

Gruposinho chato esse.

O Wolfsburg ganhou a Alemanha com méritos, mas não sei se aguenta o altíssimo nível da Champions. Sem Vagner Love, não sei o que sobrou do CSKA. Espero que o Besiktas faça, ao menos, uma campanha decente e não sirva como saco de pancada dos gigantes.

Ah, sim. E tem o United também, que certamente vai se classificar. Com mais sofrimento que o normal, mas os Red Devils passam de fase.

Grupo C

Milan, Real Madrid, Olympique de Marselha, Zürich

É muita coincidência, não é possível. Logo no primeiro torneio depois da transferência, o Kaká vai reecontrar o Milan. Isso deve ser coisa da UEFA, sei lá.

Será uma catástrofe se o Milan e principalmente o Real Madrid não passar de fase, mas não ficaria tão surpreso assim se o Olympique abocanhasse a vaga da equipe rossoneri. O Zürich será um figurante de alto luxo.

Grupo D

Chelsea, Porto, Atlético de Madrid, APOEL

É muito pouco provável que o Chelsea fique de fora dos mata-matas. A segunda vaga será uma guerra entre Porto e Atlético de Madrid. A situação do APOEL é parecida com a do Zürich

Grupo E

Liverpool, Lyon, Fiorentina, Debrecen

Um dos grupos mais equilibrados da UCL 09/10.

Pelo time, pela camisa e principalmente pela belíssima história no torneio, o Liverpool é sempre candidato ao título e deve ser classificar. O Lyon vem bem, como sempre vinha nos últimos sete anos e sempre acabava eliminado. A Fiorentina pode surpreende ganhando seus jogos em Florença e tentando não perder fora. O Debrecen pode endurer as coisas na Hungria.

Grupo F

Barcelona, Internazionale, Dynamo Kiev, Rubin Kazan

A mesma coisa do grupo do Real Madrid e Milan: depois de trocarem Ibrahimovic e Eto'o, os dois voltam a encontrar seus ex-clubes logo tão rápido. Deve ser dedo da UEFA para chamar mais atenção ainda para a Champions.

Barça e Inter devem passar de fase. Apesar de que podem dar trabalho jogando em casa, os ucranianos do Dynamo e os russos do Rubin Kazan serão figurantes.

Grupo G

Sevilla, Rangers, Stuttgart, Unirea Urziceni

Esse é o grupo mais equilibrado da Champions.

Eu não conheço nada a respeito do Unirea Urziceni, então não posso fazer nenhuma projeção. Agora, Sevilla, Rangers e Sttugart vão se matar para conseguir as duas vagas no grupo.

Grupo H

Arsenal, AZ, Olympiacos, Standard

O Arsenal tem que ir a sede da UEFA para agradecer aos organizadores do sorteio. É quase certo que o bom time dos Gunners estará nas oitavas da UCL devido a fraqueza de seus adversários de grupo. A outra vaga será decidida bravamente pelos outros três times.

BR 09 - Primeiro Turno

Alan Bezerra

Eu sei que quando esse texto for publicado o campeonato estará com a sua vigésima segunda rodada encerrada, mas mesmo assim, considero algo válido fazer uma pequena projeção para o segundo turno.

As chances de erros são 1000 para cada 100 chutes.


Palmeiras - 1 - 37 pontos

Liderando a competição, o time de Muricy Ramalho é, hoje, o maior canditado ao título simplesmente por que está em primeiro e essa vantagem pode fazer muita diferença no final do BR 09.

Perspectiva: título
Quase certeza: G4

Goiás - 2 - 35 pontos

O surpreendente time de Hélio dos Anjos faz uma campanha muito acima do esperado. Com um desempenho espetacular dentro do Serra Dourada e um belo aproveitamento fora, a equipe esmeraldina pode, com uma dose extra de sorte, dar título. mas o G4 parece ser o destino provável do Goiás.

Perspectiva: título
Quase certeza: G4

Internacional - 3 - 33 pontos

O apelido Titenic é uma baita sacanagem. O Internacional oscila muito, é verdade, mas também não é para tanto. Só que tamanha variação de desempenho pode atrapalhar o Colorado na briga pelo título. Se as oscilações pararem, o grande time do Beira-Rio pode conquistar o Brasil depois de 30 anos.

Perspectiva: título
Quase certeza: G4

São Paulo - 4 - 33 pontos

O time de Ricardo Gomes emplacou uma recuperação assustadora. De décimo terceiro agora já está no G4, que, verdade seja dita, é a verdadeira posição do Tri-Hexa. É muito difícil manter essa campanha irreal, claro, mas o Jason certamente brigará pelo Tetra-Hepta
até o final do campeonato.

Perspectiva: título
Quase certeza: G4

Atlético/MG - 5 - 32 pontos

De sensação do campeonato à queda livre. O Atlético/MG decaiu muito na competição, tanto que nem está mais entre os líderes. Com a saída de Diego Tardelli, o Galo perdeu muito potencial de título, mas ainda pode conquistar uma vaga para a Libertadores depois de muitos anos.

Perspectiva: G4
Quase certeza: Sulamericana

Avaí - 6 - 30 pontos

Da zona de rebaixamento até a parte de cima da tabela. A maior surpresa do Brasileirão é o time de Paulo Silas. A força que o Avaí mostrou é impressionante. Agora, a meta é manter essa altíssima média de pontos ganhos. Se conseguir isso, a equipe da Ressacada almeja sim uma vaga na Libertadores pela primeira vez na sua história.

Perspectiva: G4
Quase certeza: Sulamericana

Grêmio - 7 - 28 pontos

A campanha em casa do time gaúcho é surprendente. Mas a campanha fora de casa do Imortal Tricolor é preocupante. Conquistando metade do pontos que sempre perde fora do Olímpico, o Grêmio entra não na briga pelo G4, mas pelo título. Veremos o que vai acontecer com o oscilante time de Paulo Autuori.

Perspectiva: G4
Quase certeza: Sulamericana

Corinthians - 8 - 28 pontos

O Corinthians está no Brasileirão para cumprir tabela, verdade seja reiterada, já que até mesmo o técnico Mano Menezes falou isso. Não adianta tentarmos ver o que não existe: título e a consequente Tríplice Coroa. O G4 para o Corinthians não serve para nada, e como quem está classificado para a Libertadores não pode disputar a Sulamericana, o Brasileirão virou treino de luxo.

Perspectiva: ficar entre os oito melhores
Quase certeza: idem

Barueri - 9 - 28 pontos

Apesar da enorme crise que o time da Grande São Paulo está passando fora de campo, com o racha entre a prefeitura e os dirigentes, o Barueri mantém sua ótima campanha dentro das quatro linhas. Principalmente quando joga em casa, a belíssima Arena Barueri. O G4 é um sonho possível.

Perspectiva: G4
Quase certeza: Sulamericana

Flamengo - 10 - 27 pontos

Enquanto que a situação fora de campo só piora, mesmo que isso seja algo impensável, o Flamengo vai fazendo a campanha que dá para fazer no BR 09. Mesmo com Adriano, o Mengão não vai fazer nada melhor e nem muito pior que isso.

Perspectiva: Sulamericana
Quase certeza: Sulamericana

Vitória - 11 - 25 pontos

A maior queda livre da competição é do Vitória. O na época time dirigido por Paulo César Carpeghiani chegou a figurar entre os líderes da competição, mas depois veio a má-fase e estupidez da diretoria só piorou as coisas, mandando o técnico embora no meio da competição. A situação do Vitória é a mesma do Flamengo.

Perspectiva: Sulamericana
Quase certeza: Sulamericana

Santos - 12 - 25 pontos

Do pelotão de baixo, o único que eu vejo com um grande potencial de ascensão é o Santos. O técnico Luxemburgo chegou a falar em vaga na Libertadores, mas isso é bem difícil. Chega a ser um pouco forçado até. Mas dá para chegar em sexto, sétimo sim.

Perspectiva: Sulamericana
Quase certeza: Sulamericana

Atlético/PR - 13 - 24 pontos

No começo da competição, parecia o Furacão iria brigar para não cair, mas o time se recuperou bem. E vai ficar nisso e sabe disso. Não sofrer para ficar na Série A já está de ótimo tamanho, não pela grandeza do Atlético/PR, mas pelo elenco limitado e não tão esforçado assim que possui.

Perspectiva: Sulamerica
Quase certeza; permanecer na Série A

Cruzeiro - 14 - 21 pontos

Até quando o coma do Cruzeiro irá durar? Tudo bem, perder a Libertadores é sempre difícil, dói, machuca, traumatiza. Mas a vida segue. Outras Libertadores virão. Ainda bem o time do Cruzeiro, mesmo depois do desmanche da janela europeia, é bom e vai segurar as pontas até o término da competição.

Perspectiva: Sulamericana
Quase certeza: permanecer na Série A

Botafogo - 15 - 20 pontos

Daqui para baixo, a briga é para não cair. E a luta será incrível, já que um time consegue ser pior que o outro. O melhor da parte de baixo da tabela é o Botafogo (junto do Coritiba) que já chegou a jogar de igual para igual contra o São Paulo, Palmeiras, Corinthians. Tem grandes chances de não cair, mas se vacilar só um pouquinho pode chegar no G-4.

Perspectiva: permanecer na Série A
Quase certeza: permanecer na Série A

Coritiba - 16 - 19 pontos

No ano do centenário, o Coxa briga para não cair. Situação triste do time do Couto Pereira. Ao lado do Botafogo, é o melhor da zona de baixo e conta com bons jogadores, como Marcelinho Paraíba, Pedro Ken, Carlinhos Paraíba. Acho dificil que o Coxa caia.

Perspectiva: permanecer na Série A
Quase certeza: permanecer na Série A

Santo André - 17 - 18 pontos

O Ramalhão até que começou bem a competição, mas não conseguiu acompanhar o ritmo da Série A. Isso acontece. O time não é tão ruim assim, mas falta alguma coisa para se manter na primeira divisão.

Perspectiva: permanecer na Série A
Quase certeza: rebaixamento

Náutico - 18 - 18 pontos

A única coisa que pode tirar o Timbu da Segunda Divisão em 2010 é a torcida. O time é esforçado e tudo o mais, mas os resultados não aparecem. É complicado, mas parece que o Pernambuco não terá nenhum representante no BR 10. Ainda sim, dá para se manter na Série A, contando com a pressão dos Aflitos.

Perspectiva: permanecer na Série A
Quase certeza: rebaixamento

Fluminense - 19 - 15 pontos

O time do Fluminense é ridículo, horrível, péssimo, medonho, sem perspectiva de melhora. O pior da competição. Só um milagre tira o Fluzão da Série B no ano que vem. Acompanhar um jogo do Fluminense dá pena. Situação terrível.

Perspectiva: rebaixamento
Quase certeza: rebaixamento

Sport - 20 - 13 pontos

2009 tinha tudo para ser o maior ano da história do time da Ilha do Retiro: começou com mais um titulo do estadual e continou com a ótima campanha na Libertadores. Mas no clássico contra o Palmeiras, Sua Santidade Marcos fez toda a diferença e eliminou o Sport nos pênaltis.

Depois disso, o time entrou em parafuso: o técnico Nelsinho Baptista, a espinha dorsal do Leão da Ilha, foi demitido e a situação só piorou desde então. A Série B parece ser o caminho certo do Sport em 2010.

Perspectiva: rebaixamento
Quase certeza: rebaixamento

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Euroligas 09/10 - Parte I

Alan Bezerra

Quando terminar o primeiro turno, voltarei para ver se eu errei muito ou errei tudo

Premier League

Espero que o United não seja campeão novamente, sinceramente. Ano passado o time de Sir Alex Ferguson levou mas não encantou, longe disso. O Liverpool tinha mais jeito de campeão mas perdeu pontos importantes e não conseguiu o título.

Agora, com o Manchester sem Cristiano Ronaldo e por essa mesma razão tendo que encontrar outra forma deu jogar, o Inglês estará mais aberto que as outras vezes.

O Chelsea de Carlo Ancelotti, com seus dez volantes, não tem cara de time que poderá ser campeão. Mas vai saber, ou entender o esquema terrivelmente defensivo do treinador italiano.

Os Young Gunners de Arsene Wenger finalmente podem demostrar todo o astronômico potencial deles. Já deu time na temporada passada. E eles podem dar um título ao Arsenal agora.

O Manchester City, com todos os seus inúmeros e poderosos reforços, talvez brigue por uma vaga na Champions League. E olhe lá.

20 anos é tempo demais sem ser campeão. Ainda mais sendo o Liverpool. Gerrard, Torres e cia merecem ser campeões ingleses depois de duas décadas na fila. Essa é minha aposta para a temporada 09/10. O tabu dos Reds cairá. Escutaremos You'll Never Walk Alone várias e lindas vezes.


Calcio

O novo campeonato francês? Não vejo nenhum time mais preparado para ser campeão que a Internacionale, pela trocentésima vez seguida.

A atual tetra Internazionale foi a que menos sofreu mudanças. E por essa mesma razão pode ser campeã de novo. Ah, sim. Não esqueci que o Ibrahimovic saiu. Mas mesmo com essa perda irreparável, o time de José Mourinho pode ser penta sim.

Kaká foi embora. O que será do Milan? Com Leonardo no banco, não sei. Tem tudo para dar certo, mas não agora. Ou sim, como aconteceu com o Guardiola no Barcelona. Isso se os jogadores jogarem. Pato e Ronaldinho terão a chance para quebrar a sequencia de títulos da arquirrival.

A Vecchia Senhora não me parece pronta para conquistar o vigésimo oitavo título do Calcio. Acho que essa temporada servirá para amadurecer o bom elenco da Juve e, principalmente, para firmar Diego no meio campo do time de Turim.

E tem a Roma também. Chegando na Champions sem sofrer já é bom demais. Acho muito improvável que os gialorossi cheguem ao título.


La Liga

A principal competição de todo o Universo nessa temporada. Real Madrid x Barcelona.

Meu Deus.

Será de parar a Terra o confronto entre os times, que praticamente monopolizaram a mídia global nos últimos três meses, graças a Tríplice Coroa catalã e a Explosão Galáctica merengue.

Messi, Henry e Ibrahimovic x Kaká, Cristiano Ronaldo e Benzema

Nossa senhora

Obviamente que um dos dois será campeão espanhol. E quem sabe da Europa também.


Bundesliga

No nacional mais competivo da europa, tudo aberto. Várias equipes brigam pelo título. O Wolfsburg, depois de conquistar seu primeiro alemão da história, terá mais trabalho para brigar pelo bi.

O surpreendente Hoffenhein, no seu segundo ano de primeira divisão, parece mais maduro e pronto para o arranca-ponto dos jogos decisivos contra o gigantes. Hertha Berlim e Hamburgo, se mantiverem o ritmo e força impressionantes do último campeonato, podem voltar a colocar fogo no torneio. O Sttugart é sempre uma incógnita, o mesmo vale para o Bayern Leverkusen, Werder Bremen e o Borussia Dortmund

O maior candidato, como sempre, é o Bayern de Munique. Mesmo assim, o todo-poderoso alemão terá trabalho para chegar a mais um título.


Português

O Benfica parece ser o time que tentará tirar do Porto mais um título português. Com os reforços de Keirrison e Ramires, o time do Estádio da Luz pode quebrar a sequência do Porto. O Sporting corre por fora.

Francês

Aleluia!!!

O Lyon não foi campeão francês.

Depois de sete anos seguidos no primeiro lugar, o ex-time de Juninho Pernambucano não chegou em primeiro e quase ficou fora da Champions. O Bourdeaux conseguiu ser campeão. Já era hora, estava ficando muito chato. Com novo ares, o campeonato francês tem tudo para ser mais forte e mais equilibrado do que já foi na temporada passada.

O Lyon, dessa vez, não será o time a ser batido e isso pode favorecê-lo. O campeão Bourdeaux tentará o bi, enquanto o Olympique de Marseille, que chegou tão perto no ano passado, parece vir forte novamente. Já o outrora fortíssimo PSG hoje sequer parece uma mera sombra do que já foi. Quem sabe esse seja o ano da recuperação da equipe parisiense. O mesmo vale para o Monaco.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O campeão chegou

Deu time. Deu liga. Deu certo.

Será que vai dar título, opa, tetra, opa, hepta?

Se deixarem, sim.

O São Paulo melhorou a olhos, jogos e pontos vistos. Não é a toa que o time de Ricardo Gomes já está enconstado no G4 do BR 09, com sério potencial de ascensão.

A torcida mais inútil do estado já criou uma nova musiquinha para conduzir o Tri-Hexa rumo ao Tetra-Hepta:

O campeão voltou!!!
O campeão voltou!!!
O campeão voltou!!!

Tirando o lado torcedor, essa é de fato a nova realidade do time do Morumbi. Depois da assombrosa e preocupante apresentação patética diante do na época líder Atlético/MG, derrota no Mineirão por 2 x 0, o São Paulo voltou a jogar um pouco melhor e começou a encaixar os resultados.

Triunfo no clássico contra o Santos e as quatro vitórias seguidas deram moral ao elenco até então em coma e em choque graças a eliminação na Libertadores e a conturbada e até hoje mal explicada saída de Muricy Ramalho.

Mesmo sob dúvidas e um certo descrédito, Ricardo Gomes assumiu o time e aos poucos foi colocando em prática o seu São Paulo. Miranda passou a atuar com mais liberdade, o chuveirinho deixou de ser o golpe básico para se tornar um especial, e Dagoberto ganhou a vaga e a confiança dos tempos do Atlético/PR, junto com seu companheiro de ataque de 04, Washington.

Se o São Paulo virar o turno entre os quatro primeiros a briga será incrível na segunda metade do campeonato. Um jogo em especial parece ser decisivo para o Tricolor: o Choque-Rei contra o Palmeiras, dia 30/08.

A primeiras das várias finais antecipadas desse que parece ser o Brasileirão mais equilibrado desde o início da era dos pontos corridos. Isso se um certo time não vier arrebentando tudo e todos aqueles que encontrarem no caminho para mais um título e outra façanha histórica.

Com a volta do capitão Rogério Ceni, o São Paulo é um dos maiores candidatos ao titulo do Brasileirão. O sinal de alerta dos times à frente já está ligado. O papão de títulos nacionais começou mais uma arrancada.

Será que veremos a camisa 7-3-3 nas lojas no final do ano?

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A Copa do Mundo é nossa

Alan Bezerra

A Copa das Confederações me surpreendeu em muitos aspectos. E me deixou, digamos, receoso em um.

Os pontos positivos foram a infra-estrutura apresentada na África do Sul, que superou as expectativas de muita gente, a receptividade dos torcedores sul-africanos, com suas barulhentas vuvuzelas (aquelas cornetas que existiam aos montes nos estádios) e a participação de duas seleções.

A África do Sul de Joel Santana, que deu muito trabalho para o Brasil nas semifinais. Se não fosse aquela patada de Daniel Alves aos 42 do segundo tempo...

E os EUA, que passaram pela favorita Espanha nas semis e abriu 2 x 0 no Brasil na final, apresentando um futebol muito melhor do que aquele que costumeiramente o pessoal do Soccer traz à campo

Mas

A próxima Copa da Confederações já tem data e local definido.

Brasil, 2013.

Falta pouquíssimo tempo.

O que era para ser algo bom, tornou-se algo a ser pensado com maior seriedade. Já estamos muito atrasados para as obras da Copa 2014. Claro, vai dar tempo, vai dar tudo certo. Aos trancos e barrancos, na manha e na marra. Mas vai.

No Brasil, assim como na África do Sul, a Copa do Mundo servirá para outros propósitos, muito além do esportivo.

Há cerca de 15 anos, a FIFA dediciu criar o rodízio de continentes, para tirar a Copa do Mundo do eixo Europa-América que predominou desde o primeiro Mundial, Uruguai-30.

É por essa razão que o mundial de 2010 vai acontecer na África do Sul (que sofreu concorrência de Marrocos-Tunísia e Egito) e em 2014 receberemos o maior evento socio-político-economico-cultural-esportivo-profissional-motivacional da humanidade. Um detalhe interessante é que o Brasil não sofreu concorrência de ninguém.

Ou seja, não fomos 'escolhidos' para recebermos a Copa. A Copa é que nos foi dada pela FIFA.

Depois de 2014, a eleição para o país-sede da Copa do Mundo volta ao modelo antigo: quem tiver mais infra-estrutura, leva. Tanto que as chances da Inglaterra sediar o mundial de 2018 são enormes. Eles poderiam sediar uma Copa do Mundo hoje, imaginem o que os ingleses podem fazer até lá.

Apesar de todos os quase infindáveis pesares e contras, eu sou sim favorável a realização da Copa do Mundo no Brasil. E posso explicar o porquê disso. Só com uma resalva, em relação as escolha das cidades-sedes e mais uma coisa que eu me lembrei agora.

Para realizar uma Copa do Mundo, é necessária uma infra-estrutura colossal. Rede hoteleira, meios de transporte, segurança. estádios, enfim. Pontos que precisam ser monumentalmente melhorados em nosso país.

Na Alemanha, sede da Copa 06, tudo estava pronto dois anos antes da Copa, exceto a reforma do Olímpico de Berlim, palco da grande final. A Copa das Confederações não serviu para testar nada, ao contrário do que aconteceu na África do Sul e certamente vai acontecer aqui.

É de conhecimento de todos que o Brasil está a anos-luz dos países desenvolvidos. E não digo isso pensando no que infelizmente acontece no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, e no Sertão do Piauí, por exemplo.

Não preciso ir muito longe.

Guarulhos, a segunda maior cidade do estado de São Paulo, que fica colada na zona leste paulistana, não possui rede de esgoto. Uma cidade de mais de 1 milhão de habitantes não possui rede de esgotos. Todo o dejeto dessas pessoas caem diretamente no Rio Tietê.

Só agora que as obras para a captação de esgoto terão início na terra natal dos Mamonas Assassinas.

Isso em São Paulo. Imaginem o restante do país.

E ainda querem gastar bilhões com uma Copa do Mundo.

Bem, essa é uma das razões (a maior delas) que eu aprovo a realização da Copa aqui.

O governo brasileiro terá que melhorar muita coisa no nosso país. E podem ter certeza, eles vão melhorar. Até mesmo o futurista trem-bala chegará por aqui. Existe um projeto estimado em 30 bilhões de reais para um trem-bala SP-Rio.

Só que, de acordo com um engenheiro do setor, essa obra não ficará pronta até 2014, devido ao tamanho da mesma. O que é compreensível.

Vocês se recordam do acidente ocorrido no dia 17 de junho de 2007, quando um avião da Tam não conseguiu parar na pista do aeroporto de Congonhas e bateu no prédio-estoque da mesma empresa, matando 199 pessoas?

Então, todas as melhorias possíveis e imagináveis no setor aéreo foram falados e divulgados depois da tragédia. Ampliação da pista de Congonhas, construção de outro aeroporto em São Paulo, mais precisamente em Itapecerica da Serra, maior uso do aeroporto de Campinas, o Viracorpos.

Quase dois anos depois, nada foi feito.

Será que a ANAC, a Infraero, o Ministério da Defesa, o Ministério dos Transportes precisam de outra carnificina para tomar alguma atitude? O número de voos que saem de Congonhas não diminuiu de 07 para cá. Só cresceu. E nada foi feito.

Mas calma, gente. A Copa vem ai e eles vão fazer alguma coisa. Não tenho nenhuma dúvida quanto a isso.

E tem aquela coisa: se uma Copa do Mundo não fizer o Brasil dar aquele up grade tão desejado por todos, mais nada é capaz de fazer. Lembremos de JK, só que ao invés de 50 anos em 5, serão uns 40 anos em 4, já que, no mínimo, 80% das obras terão de estar prontas para a realização da Copa das Confederações.

Junho passado, a FIFA, em um evento realizados nas Bahamas (!!!??), anunciou as cidades que receberão os jogos da Copa:

de baixo do mapa para cima, já que assim não esqueço de nenhuma:

Porto Alegre
Curitiba
São Paulo
Rio de Janeiro
Belo Horizonte
Brasília
Cuiabá
Salvador
Recife
Natal
Fortaleza
Manaus

Minha outra dúvida está nisso:

Cuiabá e Manaus. E até certo ponto, Brasília.

Apesar de ser o maior evento socio-político-economico-cultural-esportivo-profissional-motivacional da humanidade, a Copa do Mundo ainda é um torneio de futebol.

Uma coisa é o New York Yankees investir US$ 1,2 bi na construção de um novo e belíssimo e sensacional estádio de baseball, recém-inaugurado.

Outra coisa é construir em estádio em Cuiabá com capacidade de 45 mil pessoas para a realização de, no máximo, três jogos da Copa.

Enquanto os Yankees são quase que um patrimônio cultural e simbólico dos EUA, Cuiabá não possui nenhum time com grande tradição no futebol brasileiro. Segundo os próprios jornalistas do Mato Grosso, eles sequer possuem um campeonato estadual.

Com tudo isso, para quê construir em estádio de futebol onde praticamente não se pratica futebol?

E a ideia de promover a região não me agrada.

Eu não entendo nada de turismo, marketing, etc. Mas creio que não é necessário construir em estádio para aproveitar a profusão de turistas que virão para cá.

Essa história de Sede do Pantanal ficou muito mal contada. Eles usarão o estádio para fazer o que depois?

É só lembrarmos o que aconteceu com a maioria das obras do Pan 07, realizado no Rio.

Além dos metrôs prometidos que não foram construídos, o que saiu do papel não tem utilidade. Claro, excessões existem.

O estádio Engenhão, usado pelo Botafogo, a Arena Multiuso, onde o time de basquete do Flamengo manda seus jogos (e que fez muita diferença nos playoffs da NBB, diante do Universo Brasília - finalmente, o basquete masculino brasileiro começa a sair do coma oriundo da aposentadoria de Oscar Schmith), e o Complexo Aquático Maria Lenk, que recebe a competição de natação de mesmo nome, que é o antigo Troféu Brasil de Natação.

Mesmo nesses locais, os sinais do desuso começam a surgir.

Recentemente. o Harlem Gloobetroters (maior time de basquete-exibição do mundo), veio ao Brasil para uma turnê. Quando eles foram jogar "contra" o Flamengo, na Arena Multiuso, não havia tabela no ginásio.

O Panamericano estava estimado em 700 mi de reais, e foram gastos 3 bilhões. E não havia tabela no ginásio.

A Copa de 2014 está estimada em 30 bilhões. Seguindo a (i)lógica acima, serão gastos cerca de 130 bilhões de reais.

Não é necessário construir estádio para aproveitar a Copa do Mundo. O Espírito Santo, por exemplo, apresenta uma saída interessante. A prefeitura de Vitória já iniciou o lobby junto à CBF para ser a cidade onde ficará a concentração do Brasil.

Não precisa construir nenhum estádio em Vitória, Serra, Colatina para aproveitar a Copa. O futebol no ES está mal das pernas, literalmente. O campeonato capixaba está sendo (gerundio mesmo, essa é uma ação continuada) decidido nos tribunais. Uma hora a justiça dá o título para o São Mateus, ai o Serra entra com recurso e consegue o título de volta, ai o São Mateus se sente lesado e entra com outro recurso e a coisa continua indefinida.

Em Manaus, a desculpa e o absurdo é um pouco maior.

Manaus, para os olhos do mundo, é a capital da Amazônia (e não do Amazonas, vai entender) e, graças a isso, tem que ser sede da Copa.

Tá, e Belém?

Até onde eu sei, Belém também faz parte da Amazônia e também fica no Brasil.

Porque Manaus, para que Manaus?

Só para construir outro elefante branco que não será utilizado para nada depois?

O maior clássico manaura, Nacional x São Raimundo, levou 200 pessoas ao estádio no ano passado. E eles vão erguer um baita estádio de 55 mil lugares para três jogos.

Enquanto isso, em Belém, Remo x Paysandu arrasta 70 mil pessoas ao Mangueirão todas as vezes que se enfrentam. E eles não vão reformar o estádio para a Copa, em um lugar onde ele será utilizado depois do Mundial.

Brasília foi escolhida porque é a capital do Brasil. E só também.

Goiânia possui muito mais importância no cenário futebolísco brasileiro com seus três grandes clubes, o Goías, o Vila Nova e o Atlético/GO, enquanto Brasília conta com o Brasileirense (do corrupto Luís Estevão - ou ele pensa que nós esquemos disso?) e com o Gama.

Mas, como em Brasília sempre ocorrem convenções e eventos, o estádio será bem utilizado para esses fins.

As outras cidades não, todas possuem times com enorme ou grande ou média relevância no futebol brasileiro. Os estádios serão bem utilizados depois da Copa, além das melhorias que as cidades receberão.

Ah, não sei se todos vocês sabem, mas se a FIFA não aprovar as instalações brasileiras oito meses antes da Copa, ela pode mandar a competição para outro país. No caso, ou a Alemanha ou Inglaterra, certamente.

Esse ponto é pequeno, mas é legal.

O tamanho do Brasil pode atrapalhar e muito algumas seleções. Imaginem o país que for mandado para Manaus? Três dias depois, ele será obrigado a viajar no mínimo 1500 km para fazer o próximo jogo.

Isso vai dar muita discussão.

Uma coisa que estávamos pensando e durante as aulas é onde a Argentina mandará seus jogos.

Pela proximidade, Porto Alegre. Mas, eles são argentinos. E como o assunto é futebol, quanto pior eles estiverem, melhor para nós.

O primeiro jogo deles poderia ser em Manaus (inverno chuvoso e cerca de 27 graus), o segundo em Cuiabá (inverno seco e cerca de 32 graus) e o segundo em Porto Alegre (frio nórdico e úmido, cerca de 5 graus).

Claro, isso é exagero. Mas ilustra bem o trabalho que precisará ser bem pensado e bem feito para realizar uma competição rápida em um país continental como o Brasil.

Mas, no fringir das bolas, creio, torço e rezo para a Copa de 2014 ser um sucesso e conseguir, pelo menos um pouco, apagar a imagem estereotipada e feia que os estrangeiros possuem de nosso país.

Finalmente eles descobrirão que a capital do Brasil não é Buenos Aires...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

É Muricy!!!

Alan Bezerra

Ao término do Brasileirão do ano passado, quando o São Paulo sagrou Hexacampeão, todos ficaram admirados com o belíssimo trabalho realizado pelo técnico Muricy Ramalho.

E não é para menos. Era a primeira vez que o São Paulo ganhava um tricampeonato, era a primeira vez que algum time sagrava-se tricampeão brasileiro e, de quebra, era o primeiro hexa nacional.

Sem tirar o mérito dos jogadores, que compraram a briga e foram à luta pelo tricolor, mas o peso dessa conquista recai sobre Muricy Ramalho. Não deve ter sido nada fácil levantar os jogadores e fazê-los acreditar que dava para ser campeão, após estar 11 pontos atrás do primeiro colocado. Na época, o Grêmio.

Só que Muricy Ramalho é um trabalhador de primeira grandeza. Ainda não tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente, mas pelos discursos via imprensa, pelo jeitão com que ele falava após alguma vitória e pelos que os jornalistas da área e os jogadores falam sobre ele, o atual técnico do Palmeiras é alguém diferenciado.

Não digo só profissionalmente, mas também como pessoa. Quando ele foi mandado embora do São Paulo, coisa que não consegui entender até agora, Muricy recebeu inúmeras propostas para assumir times brasileiros e estrangeiros.

Ele as recusou, dizendo que precisava descansar. Realmente, precisava mesmo. Desde 04, quando dirigia o São Caetano, Muricy ganhou um título por ano. Em 2005 foi além e, no comando do Internacional, foi campeão gaúcho e brasileiro, mas a máfia da MSI e do apito conseguiram dar o título ao Corinthians.

Mas o mais bacana é que Muricy recusava as propostas de times que possuiam treinadores. Na visão dele, não era certo que os times procurassem técnicos quando já havia um profissional no clube. Só quando nenhum de seus colegas de trabalho estava no comando, ele aceitava conversar com os dirigentes.

Foi o que aconteceu com o Palmeiras. Jorginho vinha comandando o time maravilhosa e espantosamente bem. Ninguém esperava que um interino pudesse conquistar cinco vitórias, um empate e apenas uma derrota logo na primeira vez que estava à frente de um time profissional. E, claro, a grande goleada por 3 x 0 contra o maior e arqui e sumo e ultra rival, o Corinthians, com o show de Obina.

Não havia hora melhor para Muricy Ramalho assumir o comando do Palmeiras.

Depois da primeira rodada de negociações, parecia que não daria certo. Ainda mais quando Jorginho e os jogadores, que estavam visivelmente jogando pelo treinador, conseguiram emplacar uma ótima sequência e chegaram ao topo da tabela. Mas com calma e sem pressa, o presidente Belluzzo conseguiu convencer o melhor técnico brasileiro na atualidade para trabalhar na Sociedade Esportiva Palmeiras.

Só podemos agradecer.

"Isso aqui é trabalho, meu filho.". Frase já clássica de Muricy.

Só podemos responder de uma forma:

"Seja bem-vindo. Isso aqui é Palestra, Muricy"

quarta-feira, 22 de julho de 2009

La Plata que reluz a Ouro

Alan Bezerra

Quinto ano seguido que a Libertadores é decidida em território brasileiro.

Quinta vez seguida que brasileiros e argentinos decidem a Libertadores aqui. Quinta vez seguida que temos de assistir calados e quietos a festa que os argentinos sabem tão bem fazer nas arquibancadas brasileiras, mesmo em menor número. Mas com muito mais voz.

Terceira vez seguida que um time brasileiro perde a Libertadores decidindo em casa.

Não foi uma derrota tão incontestável quanto foi aquela do Boca Juniors sobre o Grêmio, em 2007, 2 x 0 no Olímpico. Mas que não conseguiu calar a torcida do Imortal Tricolor mais inacreditável da história, que saiu do último lugar da Série B e chegou ao vice da América.

Não foi uma derrota tão traumática e triste quanto foi aquela do Fluminense para a LDU, no ano passado. Uma das maiores injustiças do futebol, sem tirar o mérito do bom time da LDU, mas o Fluminense foi muito grande quando bateu o São Paulo nas quartas e fez o que só o Santos de Pelé havia feito: ganhar do todo-poderoso Boca Juniors, na semifinal. Só que havia os pênaltis entre o Fluminense e seu primeiro título da Libertadores.

No primeiro jogo da final, o Cruzeiro deu sinais de que chegaria ao tri. Depois do 0 x 0 no primeiro jogo da decisão, com o goleiro Fábio vivendo sua noite de defesas marcantes, era decidir e fazer a festa no Mineirão lindo e lotado, como prevíamos.

E como estava.

E como ficou ainda mais depois do gol de Henrique, já na segunda etapa. Eram seis do segundo tempo. Era o sonho do tri que chegava nas Minas Gerais.

Sonho que morreu em uma noite de Verón.

O veterano-craque-bandeira do Estudiantes jogou demais. Assim como fez seu pai, também chamado Verón, que tão bem jogou e tão mal fez ao Palmeiras em 68, ano do primeiro título deles na Libertadores e ano da nossa segunda doída perda de Libertadores.

O Cruzeiro poderia chegar ao título se mantivesse a calma. Se mantivesse o jeito de jogar que foi fundamental nas vitórias sobre o São Paulo, principalmente a segunda, no Morumbi, que custou caro e o cargo de Muricy Ramalho. Se mantivesse a precisão na hora de finalizar, assim como fez nas semis contra o Grêmio.

O melhor é que o Cruzeiro fez isso.

Só que quem viver, Verón.

O craque argentino só precisou de três segundos sem marcação para achar Boseli livre na esquerda, que cruzou para a área. A bola passou por Thiago Heleno e Fábio e encontrou Fernandéz, sozinho.

Jogo empatado.

Tudo bem.
Jogo duro. Jogo truncado. Jogo difícil. Jogo de guerra. Final de Libertadores.

Tudo mal.
Jogo duro. Jogo truncado. Jogo difícil. Jogo de guerra. Final de Libertadores. Justo nesse jogo.

O Cruzeiro se perde. Cede campo, não diminui espaços, sente o baque. O Mineirão fica apreensivo.

O Estudiantes se encontra. Verón comanda o time que passa a sufocar o Cruzeiro, criando chances uma depois da outra. Era questão de tempo.

Fernandéz cruza da direita. Boseli sobe, cabeceia para o chão. A melhor coisa a ser fazer, e o pior aconteceu para o Cruzeiro.

O Estudiantes começa a cozinhar a Raposa. Mas o Mineirão esfria e o time se enerva. Bate o desespero.

E naquelas coisas maldosas que ficam gravadas nas retinas e na memória (E, certamente, nas lágrimas dos cruzeirenses, os palestrinos mineiros), acontecem três chances de misercórdia.

Thiago Ribeiro acerta um chutaço espetacular, de fora da área. A bola passa por Andújar e bate na junção das traves e não entra. Pouco tempo depois, o mesmo Thiago recebe na pequena área, mas o nervossismo coloca o tornozelo na bola e a manda longe. Assim como fez Thiago Heleno, na última oportunidade celeste.

Com méritos, o Estudiantes de La Plata venceu o Cruzeiro e ficou com o título.
Sem deméritos, o Cruzeiro foi grande, celestial, mas caiu diante de Véron e cia.

Parabéns Estudiantes

Dez Libertadores disputadas
Cinco finais
Quatro títulos

Um tricampeonato seguido (68, 69, 70), comandados e conquistados por Verón pai. 39 anos depois, Verón filho ergue a taça da Libertadores.

Estudiantes de La Plata - Tetracampeão da Libertadores