sábado, 31 de janeiro de 2009

The Kaká in the City

Por Alan Bezerra

É de domínio público que o Kaká é um jogador diferenciado, não só pela sua postura dentro de campo, que abordarei mais adiante, mas principalmente pela forma com que se comporta fora das quatros linhas.

Não me refiro a vida pessoal do camisa 22 rossoneri, já que isso não vem ao caso, mas sim a forma como ele conduz sua brilhante carreira.

Todos os são paulinos devem se lembrar da enorme besteira que uma parte pequena da torcida fez quando a então promessa das categorias de base passou a jogar no time profissional. O começo de Kaká foi arrasador, naquele 2 x 0 contra o Botafogo válido pela final do Rio-São Paulo de 2001.

Depois do "amor a primeira vista", vieram as primeiras e derradeiras crises conjugais. Era visível que Kaká era diferenciado, jogava de uma forma refinada, com a cabeça erguida, com elegância.

Jogadores assim não precisam jogar de forma suja, feia. E Kaká não fazia isso.
Talvez por essa razão, ganhou a "carinhosa" alcunha de Barbie por parte da torcida do São Paulo. Somando isso ao fato de Kaká ter sido responsabilizado pela eliminação do time na semifinais do BR 01, onde foi literalmente caçado na Arena da Baixada, as portas para prematura saída dele do nosso futebol estavam escancaradas.

E lá se foi mais um talento nosso para o Velho Mundo, mais precisamente Milão.

Se tem uma coisa que essas superpotências européias sabem fazer é trabalhar um jovem atleta. É só vermos o que o Barcelona fez com Lionel Messi (hoje, para mim, o verdadeiro melhor do mundo) e que o próprio Milan está fazendo com Pato (que será o melhor do mundo com certeza).

Ao chegar no San Siro, Kaká (recém pentacampeão do mundo) ganhou tudo: a Copa da Itália, o Calcio, a Champions e o Mundo, caindo nas graças dos torcedores e da imprensa italiana e até mesmo do super retranqueiro Carlo Ancelotti - escalar um meio campo com Gattuso, Anbrossini, Jankulovski, Flamini e deixar Pirlo e Seedorf no banco é de se chiar. Nem o Celso Roth faz isso!

Com o sucesso rápido, Kaká começou a ser tratado com ídolo em Milão. E conseguiu esse posto ao não abandonar o time depois da histórica derrota para Liverpool naquela inesquecível final da Champions 04/05, em Istanbul, e quando o esquema de manipulação de resultados eclodiu na Itália, que culminou no rebaixamento da Juventus e severas punições ao Milan e a Lazio.


Kaká foi ganhando experiência e maturidade, ao ponto de ser considerado o maior exemplo de jogador moderno: força, velocidade, aplicação tática aliado a técnica natural dele.

Pularei a Copa 06, pois todos sabem que aquilo foi um verdadeiro Bumba meu Boi.

A consagração veio na Champions 06/07, onde Kaká brilhou, principalmente quando eliminou o Manchester United com uma atuação de gala no Old Trafford. Depois, veio a revanche e o título contra o Liverpool, em Atenas.

No Mundial de Clubes, Kaká foi fundamental para a conquista sobre o Boca Juniors. Dias depois, foi coroado o melhor jogador do mundo.

E aqui estamos nós.

Kaká é ídolo, exemplo dentro e fora de campo, adorado pela torcida e pelos dirigentes milanistas, tem o maior salário do futebol mundial, é (junto com a esposa) garoto propaganda da Armani.

Além disso, é uma bandeira do Milan e do futebol moderno mas bem jogado. Competitivo mas elegante.

Sejamos sinceros:

Você largaria tudo isso para tentar a sorte no Manchester City?
Trocar um dos maiores clubes do mundo pelo Juventus da Rua Javari, mas com muito dinheiro?
Fazer a mesma burrada que fez Robinho, ao trocar o Real Madrid pelo primo pobre do United?

Eu não.

E Kaká também não.

Com todo respeito a história e tradição do City, mas sair do Milan para um time menor é besteira.

É como se algum de nós deixássemos a Jovem Pan ou a Rádio Bandeirantes para trabalhar no Metro News ou no Destak.

Sou muito mais a favor de ser lembrado para sempre como um ídolo onde gosto e sempre quis trabalhar do que ser mais um multimilionário infeliz no mundo.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Para não esquecer

Por Alan Bezerra

Domingo passado, mais ou menos este horário, abri a homepage do Uol Esporte para dar aquela vasculhada de sempre, para saber quem joga, onde joga e que horas joga.

A Copa São Paulo estava na sua fase de quartas-de-final e a cidade onde moro, Taboão da Serra, foi uma das cidades sedes, fato que vem ocorrendo a alguns anos. Inclusive, em 2005, o time da cidade, o CATS (Clube Atlético Taboão da Serra), chegou às quartas-de-final, sendo eliminado pelo Coritiba. Pelo que me lembro, essa foi a melhor participação do clube na Copinha.

Vi a tabela dos confrontos que aconteceriam no domingo e, para minha enorme surpresa, Paraná x Atlético Sorocaba iria ser realizado aqui.

A sensação que eu tive na hora foi muito agradável.

Desde que começei a faculdade de Jornalismo, não fui a um estádio de futebol para ver algum jogo.

Esse é um defeito que eu tenho: não tenho o hábito de ir aos nossos estádios. Preciso corrigir isso futuramente.

Mesmo não sendo um jogo de equipes muito badaladas, mesmo sendo um jogo da Copinha - competição que acaba meio ofuscada no transcorrer da temporada, eu fiquei extremamente empolgado com o jogo.

E deu a hora de ir.

Cheguei ao acanhado mais aconchegante Estádio Vereador José Ferez, no bairro do Maria Rosa.
Como cheguei quase no horário de início da partida, na hora da execução do hino nacional estava me aproximando da arquibancada.

Nessa hora, só quem já foi a algum estádio para saber como é: vendedores de água, de amendoim, de salgadinhos, pão com pernil, calabreza, espetinhos tentavam chamar a atenção dos torcedores com seus produtos.

A partida teve início.

Perto de onde eu estava, um pequeno mais barulhento grupo de 30 torcedores do Paraná estavam fazendo uma festa enorme.
Faixas foram penduradas no alambrado, tambores e outros instrumentos musicais deram o tom da torcida paranista, que estava muito animada.

Do outro lado, o Atlético Sorocaba não contava com um torcedor sequer. Assim, como de costume, os torcedores locais passaram a apoiar o time da belíssima cidade do interior paulista, onde preciso ir mais vezes.

Na hora do intervalo, cerca de 10 pessoas com a camisa do Atlético chegaram ao estádio e engrossaram o coro da torcida.

Do meu lado, sentaram dois senhores. Comendo amendoim aos montes - a pilha de cascas perto do meu pé era de um tamanho considerável - eles debateram sobre cada lance, cada jogada (ou tentativa de) dos jovens atletas.

E eram comentários fundamentados com exemplos de outros times. Sentado naquela arquibancada, viajamos por Santos, Belo Horizonte, Madrid, Liverpool, Barcelona e por aí vamos.

Essa uma das coisas que me fascinam no futebol.

Todos os que gostam desse esporte conhecem muito do mesmo. Não são palpiteiros, que dão opinião sem fundamento. Muito pelo contrário.

Mesmo em um estádio acanhado, outra característica do futebol esteve presente diante de meus olhos.

Posso estar errado, exagerado e tudo o mais.

Mais não existe nada que misture pessoas de realidades tão distintas quanto um jogo de futebol.

No caminho do estádio, vi um desfile de carros: Gol batedeira, Kombi, Vectra GT - X, Pajero, Golf, Astra, Chevette, Fusca.

Uma verdadeira amostra da nossa realidade e sociedade.

E mesmo com essas diferenças, estavam todos ali. Sentados e se divertindo com um jogo de futebol.

Mais ou menos uns quatro metros de onde estava, alguns membros da comissão técnica do Paraná (equipados com notebook, iPod, câmera) acompanhavam atentamente cada jogada de sua equipe.

Ao lado de onde estavam, um senhor, vendedor de amendoim, parou e começou a assistir ao jogo. Depois de um lance, o membro da comissão técnica do Paraná e esse senhor começar a conversar sobre a partida.

Aquela foi uma imagem muito marcante para mim.

Para não esquecer.

Posso estar errado, e não ligo se estiver, mas só o futebol faz isso.

No fim, o Paraná bateu o Atlético Sorocaba por 2 x 1 (com dois gols do promissor camisa 10 Bruninho).

Os torcedores se levantaram, aplaudiram os jogadores de ambas as equipes e saíram felizes do estádio.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Enquanto isso, na Catalunha...

Por Alan Bezerra

Domingo passado, o Barcelona encerrou sua participação no primeiro turno do Espanhol vencendo o
Osasuna por 3 x 2, em Pamplona. Com mais essa vitória, o Barça simplesmente chegou 15 vitórias em 18 jogos.

A melhor campanha do Barcelona na história do Campeonato Espanhol. Um aproveitamento de 87%.

E aquela tese de que o campeonato espanhol resume-se a Real Madrid x Barcelona e Barcelona x Real Madrid, para mim não vale agora.

Na época dos galáticos madrilenhos, comandados por Zidade (que saudade...), ou com o Dream Team catalão de Stoichikov era diferente.

Hoje está bem mais nivelado.

O Atlético de Madri, com Aguero e Fórlan, possui um bom time o Valencia de David Villa também. Villareal e Sevilla não são "azarrões", chegando sempre nas Copas Européias.


Sobre o Real, bem.

Os merengues não atravessam uma boa fase, obviamente.

Mesmo assim, não considero o time de Juande Ramos fraco. Longe disso.

Quem dera meu Palmeiras tivesse a disposição jogadores como Robben, Sneijder, van der Vaart, Huntelaar, van Nistelrooy.

Não sei se é por acaso, mas a quantidade de holandeses no Real assusta. Todos os acima citados são do país que encantou o mundo em 74 com o Carrosel.

Será uma tentativa de copiar o Milan de 88/89, quando os rossoneri tinham um timaço comandados pelos holandeses van Basten (queria muito tê-lo visto em campo), Raica e Gulity?

Pelo bem do futebol, espero que dê certo. Na seleção holandesa já deu, mas as injustiças no futebol sempre ocorrem. E a Holanda não foi campeã da Euro 08.

Caso o Barcelona continue nesse ritmo avassalador ( e se Messi continuar jogando do jeito que está), esse título não deixará o Camp Nou.

Falando em Messi, já há algum tempo o argentino vem batendo na trave para ser o melhor do mundo. Se o Barcelona conseguir ganhar a Champions, Messi será o melhor jogador de 2009.

E será com folga, já que está jogando maravilhosamente bem e não é de hoje.

Sem tirar o mérito da conquista de Cristiano Ronaldo, que foi decisivo no primeiro semestre do ano passado, o gajo está na gaiola mais dourada do momento: jogando no Manchester United e na Premier League.

Bola por bola, sou mais Messi. O que o argentino jogou em Old Trafford na semi da Champions do ano passado foi brincadeira. O azar do Barcelona foi o canhão de Paul Scholes.

O Barcelona muito possivelmente será campeão espanhol. O que resta saber é se o time de Pep Guardiola quebrará todos os recordes da competição.

Além do gosto de tirar o tri do Madrid, claro.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Como é bom estar de volta...

Por Alan Bezerra

Ah, Libertadores...

No dia 28/01, o Palmeiras inicia sua décima quarta participação na Libertadores da América.
É, juntamente com o São Paulo, o time brasileiro que mais vezes participou da maior competição do nosso continente.

Eu já vi muitas Libertadores.
E também já vivi muitas Libertadores.

A histórica quartas-de-final de 95, entre Palmeiras x Grêmio

5 x 0 para os gaúchos no Olímpico Monumental. E um cruzamento preciso de Arce nos pés de Jardel bastou para o time de Felipão fazer seu golzinho salvador, naquela massacrante vitória no jogo de volta por 5 x 1 do Palmeiras, que deu a vaga e a chance para o Imortal Tricolor ser bi campeão continental.

O Cruzeiro foi campeão em 97, quando Elivélton quase fez o Mineirão vir abaixo contra o Sporting Crystal, com aquele
golaço salvador. Por mais que o mesmo Elivélton tirou o tri paulista das nossas mãos, em 95, naquele triste domingo de Ribeirão Preto e Branco.

O Gigante da Colina (que hoje amarga a Segunda Divisão), nos fez viajar em 98, naquela cobrança de falta inesquecível de Juninho Pernambucano, que parou no ângulo do River Plate, no Monumental del Nuñes lotado e perplexo, quando o Vasco viveu uma das mais belas noites de sua história. Depois foi só garantir a taça contra o Barcelona de Guayaquil.

Há dez anos, sentimos o gosto supremo de sermos os Reis da América. Depois da duríssima primeira fase, contra os paraguaios Olímpia e Cerro Porteño. E o nosso arquirrival Corinthians.

Derrubamos o então campeão Vasco, Marcos eliminou o Corinthians, Alex deu show contra o River Plate. Contra o Deportivo Cali, a cobrança para fora de Zapata colocou o dia 16/06/99 para sempre na memória e nos corações palestrinos.

O que posso falar sobre a Libertadores de 2000? Como posso escrever o que foi aquele pênalti defendido por São Marcos, eliminando o então Campeão do Mundo Corinthians?

É impossível representar com letras o maior momento da história da Sociedade Esportiva Palmeiras.

O título não veio, perdemos para os pênaltis e para o Boca. Mas não precisávamos do título. Ter eliminado o Corinthians já valeu por toda a eternidade.

Riquelme destruiu a defesa e o sonho do bi do Palmeiras em 2001, quando o grande Arce estourou na trave a última cobrança na semifinal contra os xeneizes, que foram bi contra o Cruz Azul.

O São Caetano surpreendeu a todos em 2002, passando por cima de clubes com muito mais história e peso de camisa que ele. Chegou na final. E só não pintou a América de azul porque parou nos malditos pênaltis contra o Olímpia no Pacaembu lotado.

Em 2003, os Meninos da Vila encantaram, deram show, trouxeram a alegria de ver uma partida de futebol de volta. Mas o Santos de Diego, Robinho e cia não conseguiram vencer o todo poderoso da Bombonera. Mais um título para o Boca.

Em 2004, a tragédia Once Caldas eliminou o São Paulo com um gol doido e doído no final do jogo, na semifinal. E deixou todos sem ação ao conseguir a feito de ser campeão da América em cima do Boca Juniors.

Cicinho ignorou as leis da lógica e da física ao marcar de pé esquerdo e quase do meio campo um golaço contra meu time, naquela eliminação amarga nas oitavas de 2005, ano em que o Brasil conheceu seu maior campeão da Libertadores, que deu toda a pinta que conquistaria o tri naquela espetacular vitória contra o River Plate em Buenos Aires, e fez a merecida festa no inesquecível 4 x 0 sobre o Atlético/PR no Morumbi tomado pelo torcedores do São Paulo.

A bola bateu no árbitro, ligou o contra ataque, nosso zagueiro derrubou Junior na área. Pênalti. Pela quarta vez, o São Paulo me fez chorar na sala de casa.
Mas os deuses da bola sabem o que fazem. Não era para ser nosso. E nem deles. Era para ser do Gigante Colorado.
Injustiçado em 2005, quando a máfia MSI tirou o tetra do Inter e deu para o Corinthians. Quando Tinga sofreu o maior pênalti (não dado) da história da humanidade, no Pacaembu.

Rafael Sóbis calou o Morumbi com uma apresentação de gala, no jogo de ida. E Tinga, justo ele, merecidamente ele, estava no lugar certo, na hora mais adequada para marcar de cabeça o gol do título do Internacional na Libertadores de 2006, na mais final bem jogada que eu já vi.

Até a pe eles foram. Carregaram o time nas costas. Fizeram o impossível nos Aflitos. Deram um exemplo de superação contra o São Paulo, naquele enorme 2 x 0 no Olímpico.
O time que mais soa do que joga fez uma campanha na Libertadores de 2007 de encher os olhos. De lágrimas. O Grêmio encantou não pela beleza de seu futebol. Mas pela dedicação com a qual entrava em campo, pelo espetaculo do Imortais das arquibancadas, transformando o Olímpico em um lindo Estádio de Espírito.

Mesmo após a derrota para o gênio e maestro Riquelme, garantindo o hexa campeonato da Libertadores para o Boca.

No ano passado, acompanhamoos o Fluminense fazer a melhor campanha da primeira fase.
Passou pelo Atlético Nacional, ganhando em Medelín e no Rio. Perdeu do São Paulo a primeira, mas ganhou a glória no jogo de volta, quando Washington marcou de cabeça aos 46 do segundo tempo.

Mostrou sua grandeza para o todo poderoso. O Fluzão não tremeu ante o Boca e, sob aquela melodia única de "Eu acredito", conseguiu marcar 3 x 1 naquela noite mágica para o futebol brasileiro no Maracanã.

Mas vieram os pênaltis. E o que era para ser a mais bela noite da história do Fluminense, tranformou-se na mais dolorida derrota de um time brasileiro na história da Libertadores, quando 90 mil tricolores saíram de cabeça baixa ao ver a LDU ser campeã.

É por essas e outras passagens que a Libertadores é algo especial. Essa competição não é um simples torneio de futebol. Ela mexe com os sonhos de milhões de torcedores. Coloca frente-a-frente times com muita tradição.
E nos surpreende, quando times de menos expressão fazem campanhas memoráveis.

É muito bom saber que dentro em breve vamos acompanhar mais uma Libertadores. E que meu Palmeiras estará nela, lutando para ser bi.

Como é bom estar de volta...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Mercado da Bola

Por Érico Oyama
A grande atração do ano será a presença de Ronaldo no Corinthians, o que fez com que as outras contratações no futebol fosem ofuscadas. No próprio Timão houveram outras boas novidades como as do volante Túlio(ex-Botafogo), os atacantes Souza(ex-Panathinaikos-GRE) e Jorge Henrique(ex-Botafogo), os zagueiros Jean(ex-Grêmio) e Segio Escudero(ex-Argentinos Jr.).
O mundo dá voltas, prova disso é que os ex-desafetos Túlio e Souza agora são companheiros de clube. Dez meses atrás eles protagoinazaram trocas de farpas na imprensa por causa da comemoração de choro que o centroavante fez ao marcar em cima do Botafogo de Túlio no Campeonato Carioca do ano passado. Segundo o matador não há nenhuma desavença entre os dois e o assunto já faz parte do passado.
Já os rivais paulistas do maior campeão paulista se reforçam sem mega contratações, mas com jogadores não menos competentes.
O São Paulo manteve sua política de não gastar muito, usou sua estrutura e bom elenco para atrair os atletas, que veêm no time chances reais de conquistar títulos e valorizar seu passe. As duas laterais terão novidade, pelo lado direito chegou Wagner Diniz(ex-Vasco) e pela esquerda Júnior Cesar(ex-Fluminense). O meio terá mais poder defensivo com Arouca(ex-Fluminense). A zaga, que provavelmente não contará mais com Rodrigo, irá contar com Renato Silva(ex-Botafogo). E se a Libertadores é uma competição em precisa-se de um atacante forte como referência, o tricolor trouxe o ex-carrasco Washington(ex-Fluminense).
Vizinho de CT do São Paulo, o Palmeiras pode até parecer que não se reforçou. Só parece mesmo, porque os nomes que chegam não possuem fama do grande público, mas qualquer um que acompanha um pouco mais de perto o futebol sabe a qualidade de Marquinhos(ex-Vitória), Cleiton Xavier(ex-Figueirense), Willians(ex-Vitória), Marurício(ex-Atlético-PR) e Pablo Armero(ex-América de Cáli).
Na baixada os principais nomes vem do futebol carioca. O meio, que estava carente de um bom armador, contará com o baixinho Madson(ex-Vasco), o competente Lúcio Flávio(ex-Botafogo) e Germano(ex-Cerezo Osaka). A lateral esquerda, que possivelmente perdará Kleber, irá ter Triguinho(ex-Botafogo) e talvez o retorno do ótimo Léo(atualmente no Benfica e que fez parte dos elencos de 2002 e 2004, que foram campeões brasileiro). Há ainda a possibilidade da vinda do atacante Roni, que está no Gamba Osaka e já jogou no Goias e no Cruzeiro.
Os nomes apresentados são reflexo do futebol nacional, que pode no máximo resgatar atletas que não foram bem no exterior e querem uma chance de se reerguer para quem sabe conseguir um melhor contrato internacional futuramente, caso do atacante Souza.
Ronaldo Fenômeno é um caso aparte, já conseguiu tudo o que queria na vida e não nada o que provar. Poderia jogar em qualquer clube do mundo e escolheu o Corinthiasn pelo bom projeto apresentado e pelo calor da Fiel que o recebeu de braços aberto com muito carinho, que é o que ele mais precisa no momento.
Sorte a nossa, pobres mortais que nunca tivemos a chance de vermos o maior artilheiros das Copas atuar ao vivo e a cores. Mesmo não sendo corintiano, mal posso esperar para vê-lo atuar nos gramados no Pacaembu. E acho uma tremenda falta de respeito o chamarem de gordo, mas infelizmente é esse o tratamento que o brasileiro dá aos seus ídolos.