Alan Bezerra
Mas também veio o descenso. Hora de pagar tudo o que Palmeiras havia feito por mim.
2003 e 2004. Os melhores anos da minha vida. Palmeiras de volta. Cavaleiros de volta.
2005. Colapso.
Minha vida fica de ponta cabeça. Precisei lidar com o descaso, com a desconfiança. E tive que me superar, aprender a viver sem ânimo e respirar sem fôlego algum.
26/11. Não preciso falar mais nada. Mas faltava a redenção
2006. Quase perco o meu pai. E por pouco não chego no fundo do posso, no final do caminho.
2007. O Estádio de Espírito Imortal me renova. Me dá forças, me dá motivos, me dá um caminho.
2008. Ano maravilhoso. Inesquecível. Palmeiras campeão. A redenção.
2009. Problemas.
Em casa, com meu pai, comigo mesmo, com minha vida sentimental.
Perco o emprego. Perco a base, perco o alicerce.
Ganho insegurança. Receio de ter errado o caminho, ter errado nas escolhas. Ter errado comigo mesmo.
Estou triste. Estou deprimido. E não sabia. Descobri agora.
Ao mesmo tempo, me lembro que o Palmeiras está novamente na Libertadores.
Marcos repete os feito de dez anos atrás.
O Palmeiras nos faz sofrer. E também gritar, chorar, pular, torcer. Heroicamente. Imponentemente. Palestrinamente.
Me lembra que o Palmeiras é começo, meio, fim, metáfora, sobrenome, caricatura, tudo que eu sou.
Me lembra que já são tantos anos, e tantos sonhos.
O sonho de ser pai - e o sonho novo, de agora, instantâneo, de batizar meus filhinhos com os nomes dos meus dois maiores exemplo.
O Palmeiras me redime. Me absolve de meus maiores equívocos.
Reescreve minha história, me levanta.
O Palmeiras sabe quando é aquele jogo em que eu mais preciso ganhar.
Aqueles jogos que, de dez em dez anos, ou de quatro em quatro anos, nossa vida precisa ganhar.
E que nosso time consegue dar o caminho. E a base. E a transpiração necessária para manter a conduta e as metas.
Eu sempre estarei de pé. E mais que nunca de verde.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
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