Por Alan Bezerra
Lyon 1 x 1 Barcelona
Henry e Juninho Pernambucano foram os nomes do jogo. Resta saber agora que jogará mais na volta, no Camp Nou. Por ser em casa, sou mais Barcelona. Pelo futebol que vem jogando, continuou Barcelona. Pelo Messi, sou catalão desde criancinha.
Atlético de Madrid 2 x 2 Porto
Como eu espera, o equilíbrio foi a marca e o placa desse confronto. Lisandro Lopéz jogou muito bem, mostrando que pode decidir para o tricampeã luso. Mas o Atlético provavelmente contará com a volta de Aguerro. Esse pode, estando inspirado, levar o Atlético mais longe do que todos pensam. No fringir das bolas, igualdade para o jogo no Estádio do Dragão.
Arsenal 1 x 0 Roma
Os garotos dos Gunners fizeram seu papel no Emirates. Mesmo sendo o mínimo necessário para garantir uma mínima vantagem no jogo de volta. A Roma tem time para vencer o jovem Arsenal de Wenger, principalmente se Totti estiver em uma ótima jornada. Caso contrário, sou mais os Gunners.
Internazionale 0 x 0 Manchester United
A culpa por não ter saído gols nessa partida é toda de Julio César. O que goleiro da Seleção jogou no Guiseppe Meazza foi brincadeira. A Inter ainda está viva na Champions graças a ele. O United está na dele, já que vai decidir a vaga no Old Trafford. Com um Cristiano Ronaldo voltando a forma ideal. Resta saber se Ibracadabra conseguirá levar a Inter mais longe no torneio.
Villareal 2 x 2 Panathinaikos
Sem querer ser chato e sem querer desprezar essas duas equipes. Ambas são as que tem menos chances de serem campeões da Champions 08/09. Não faz muita diferença quem vai passar. Por decidir na Grécia, as chances do Panathinaikos são maiores, mas não tão maiores a ponto de considerar o time do El Madrigal morto.
Sporting 0 x 5 Bayern de Munique
Na minha modesta, humilde e simples opinião, o problema dos times portugueses na Champions é o mesmo da França: a liga não é tãõ forte assim, deixando a impressão que os grandes possuem equipes maravilhosas. O que não é bem a verdade, basta ver as participações do hepta francês Lyon na últimas UCL.
Ah sim, sobre a vitória do Bayern. Foi um massacre. Os torcedores do Sporting devem estar envergonhados. Agora é sair de cabeça erguida na Allianz Arena.
Chelsea 1 x 0 Juventus
É muito difícil que a Juve (com sua maravilhosa camisa dourada) jogue tão defensivamente quanto atuou, especialmente na primeira etapa, no Stamford Brigde. O Chelsea fez o que conseguiu fazer, e evitou, com uma ótima atuação da sua zaga, que Del Pierro, Nedved e Amauri garantissem um resultado melhor. Como a volta é em Turim, a Juventus passa. Sofrendo, mas passa.
Real Madrid 0 x 1 Liverpool
A síndrome das oitavas continua assolando o Madrid. A equipe merengue tentou, bateu, cruzou, chutou de fora da área e nada. O desespero do Real ficou vísivel após o gol dos Reds, que atuou de forma muito inteligente. Na volta, em Anfield Road, com a vantagem e com Gerrard, escutaremos You'll Never Walk Alone pelo menos mais duas vezes nessa Champions.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Vamos de Coração!!!
Por Alan Bezerra
Começou a Libertadores.
Que bom, já estávamos com saudade.
E logo no primeiro jogo do São Paulo (a versão brasileira do todo-poderoso Boca Juniors), fomos presenteados com uma partidaça, tipicamente copeira.
Os números foram assustadores: 63 jogadas de linha de fundo, 18 escanteios, 17 chutes de fora da área, 28 finalizações. E um gol.
Aos 48 minutos do segundo tempo.
Nada mais Libertadores do que isso.
Sobre os times brasileiros, creio que todos passarão para os mata-matas. Alguns de forma mais fácil, outros de modo normal e alguns na bacia das almas.
O Sport vai até onde a Ilha do Retiro conseguir levá-lo, aliado a alguns empates fora de casa. Isso sem contar o promissor Ciro, que foi até Santiago e derrubou o tradicional Colo-Colo.
O Cruzeiro, com o todocampo Ramires e Kléber Gladiador, tem bola e tem peito para passar em primeiro na chave, principalmente depois do 3 x 0 em cima do adversário mais forte do grupo, o Estudiantes.
O São Paulo vai na últimas. É preciso aprender a jogar contra oponentes que praticam o anti-jogo. Furar defesas compactas é trabalho de poucos. A já tradicional chuveirada de Jorge Wagner é forte arma (ainda mais agora, com a ponte aérea São Paulo-Washington). Hernanes e suas passadas largas e seus arremates de longa distância podem colocar o São Paulo onde o São Paulo é ainda mais São Paulo. Mesmo que isso se torne um teste psicocardíaco a seus torcedores.
O Palmeiras perdeu na altitude. Vai perder na Ilha. Só não pode perder no país do Andes. Um empate já está ótimo. Agora, é só ganhar todas em casa. E rezar para não enfrentar o São Paulo logo nas oitavas. De novo. E de novo ser eliminado pelo 6-3-3.
O Grêmio vai daquele jeito gremista. Com gol no final. De canela. Daquele zagueiro grosso e cabeça de bagre. E com o apoio daquela avalanche preta-azul-e-branca, que faz o Imortal Tricolor jogar mais do que pode e sabe. E tem o dom de fazer os adversários jogar menos do que sabem quando vão ao Olímpico Monumental.
Das oitavas em diante, ninguém sabe.
Só o Boca. Esse todos sabem onde pode chegar.
Começou a Libertadores.
Que bom, já estávamos com saudade.
E logo no primeiro jogo do São Paulo (a versão brasileira do todo-poderoso Boca Juniors), fomos presenteados com uma partidaça, tipicamente copeira.
Os números foram assustadores: 63 jogadas de linha de fundo, 18 escanteios, 17 chutes de fora da área, 28 finalizações. E um gol.
Aos 48 minutos do segundo tempo.
Nada mais Libertadores do que isso.
Sobre os times brasileiros, creio que todos passarão para os mata-matas. Alguns de forma mais fácil, outros de modo normal e alguns na bacia das almas.
O Sport vai até onde a Ilha do Retiro conseguir levá-lo, aliado a alguns empates fora de casa. Isso sem contar o promissor Ciro, que foi até Santiago e derrubou o tradicional Colo-Colo.
O Cruzeiro, com o todocampo Ramires e Kléber Gladiador, tem bola e tem peito para passar em primeiro na chave, principalmente depois do 3 x 0 em cima do adversário mais forte do grupo, o Estudiantes.
O São Paulo vai na últimas. É preciso aprender a jogar contra oponentes que praticam o anti-jogo. Furar defesas compactas é trabalho de poucos. A já tradicional chuveirada de Jorge Wagner é forte arma (ainda mais agora, com a ponte aérea São Paulo-Washington). Hernanes e suas passadas largas e seus arremates de longa distância podem colocar o São Paulo onde o São Paulo é ainda mais São Paulo. Mesmo que isso se torne um teste psicocardíaco a seus torcedores.
O Palmeiras perdeu na altitude. Vai perder na Ilha. Só não pode perder no país do Andes. Um empate já está ótimo. Agora, é só ganhar todas em casa. E rezar para não enfrentar o São Paulo logo nas oitavas. De novo. E de novo ser eliminado pelo 6-3-3.
O Grêmio vai daquele jeito gremista. Com gol no final. De canela. Daquele zagueiro grosso e cabeça de bagre. E com o apoio daquela avalanche preta-azul-e-branca, que faz o Imortal Tricolor jogar mais do que pode e sabe. E tem o dom de fazer os adversários jogar menos do que sabem quando vão ao Olímpico Monumental.
Das oitavas em diante, ninguém sabe.
Só o Boca. Esse todos sabem onde pode chegar.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Defensores del Dunga
Por Alan Bezerra
Os jogadores da nossa seleção devem ter feito algum pacto com o técnico Dunga, não é possível.
Sempre que a partida envolve muitos fatores extra-campo (no caso, a presença de Felipão no Emirates Stadium), ou quando o adversário é uma seleção de prestígio e tradição no futebol mundial, o Brasil joga bem. Isso já aconteceu contra a Argentina (mais de uma vez), contra Portugal e Inglaterra.
Esse comportamento da Seleção não pode ser só coincidência. É só compararmos a forma com que o time postou-se em campo contra a Itália com aquela sem-vergonhice que foram os dois últimos jogos do Brasil em casa pelas Eliminatórias, contra Equador e Bolívia. Não tem comparação. É verdadeiramente outro time.
Sem me estender muito, ficando somente com os casos de Robinho e Ronaldinho Gaúcho.
O que ambos fizeram contra a defesa da Azurra foi brincadeira. De ótimo gosto. Aquela roubada de bola do Gaúcho em cima do Camoranesi foi coisa de cinema, típica dos tempos do Showman da Catalunia. Robinho, por sua vez, deixou Pirlo falando (e gesticulando) sozinho, quando roubou a bola que originou o primeiro gol do jogo, marcado por Elano. Além do golaço que o camisa 10 do Manchester City fez, após entortar a zaga italiana.
Parece que Dunga tem uma das coisas mais importantes para um treinador (ou para um treinee, no caso): os jogadores estão com ele. Se eles quisessem, nosso capitão do Tetra já estaria fora do posto mais importante do nosso país (ao lado do Presidente da República) a muito tempo.
Concordo com a opinião da maioria da imprensa esportiva: Dunga (ainda) não tem o preparo e a rodagem para ser técnico da Seleção. Se ele está lá até agora, e pelo andar da carruagem vai ficar pelo menos até a Copa de 2010, é graças ao empenho dos jogadores, que compraram a briga junto com seu comandante.
Só falta o Brasil ganhar o Hexa na África do Sul. Caso isso aconteça, Ricardo Teixeira vai querer ser beatificado.
Os jogadores da nossa seleção devem ter feito algum pacto com o técnico Dunga, não é possível.
Sempre que a partida envolve muitos fatores extra-campo (no caso, a presença de Felipão no Emirates Stadium), ou quando o adversário é uma seleção de prestígio e tradição no futebol mundial, o Brasil joga bem. Isso já aconteceu contra a Argentina (mais de uma vez), contra Portugal e Inglaterra.
Esse comportamento da Seleção não pode ser só coincidência. É só compararmos a forma com que o time postou-se em campo contra a Itália com aquela sem-vergonhice que foram os dois últimos jogos do Brasil em casa pelas Eliminatórias, contra Equador e Bolívia. Não tem comparação. É verdadeiramente outro time.
Sem me estender muito, ficando somente com os casos de Robinho e Ronaldinho Gaúcho.
O que ambos fizeram contra a defesa da Azurra foi brincadeira. De ótimo gosto. Aquela roubada de bola do Gaúcho em cima do Camoranesi foi coisa de cinema, típica dos tempos do Showman da Catalunia. Robinho, por sua vez, deixou Pirlo falando (e gesticulando) sozinho, quando roubou a bola que originou o primeiro gol do jogo, marcado por Elano. Além do golaço que o camisa 10 do Manchester City fez, após entortar a zaga italiana.
Parece que Dunga tem uma das coisas mais importantes para um treinador (ou para um treinee, no caso): os jogadores estão com ele. Se eles quisessem, nosso capitão do Tetra já estaria fora do posto mais importante do nosso país (ao lado do Presidente da República) a muito tempo.
Concordo com a opinião da maioria da imprensa esportiva: Dunga (ainda) não tem o preparo e a rodagem para ser técnico da Seleção. Se ele está lá até agora, e pelo andar da carruagem vai ficar pelo menos até a Copa de 2010, é graças ao empenho dos jogadores, que compraram a briga junto com seu comandante.
Só falta o Brasil ganhar o Hexa na África do Sul. Caso isso aconteça, Ricardo Teixeira vai querer ser beatificado.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Versão 2009
Por Alan Bezerra
Eu me surpreendi com o Palmeiras versão 2009.
Nem digo isso como jornalista, mas como palmeirense mesmo.
Seis vitórias em seis jogos, 17 gols marcados e apenas 4 sofridos são números de respeito. Pode até ser que as equipes que o time de Luxemburgo enfrentou não são lá muito fortes, mas isso é história. Imaginem se o contrário ocoresse? Enfrentar equipes consideradas mais fracas e mesmo assim não conseguir ganhar e muito menos convencer?
Pois este é outro fator que eu estou adorando ver no Palestra esse ano: além de ganhar bem, o time convence.
Todas as contratações caíram muito bem no esquema tático de Luxemburgo. E até mesmo alguns veteranos de Palestra Itália ganharam sangue novo nessa temporada, como é o caso de Lenny.
Até mesmo um dos nossos maiores pesadelos no ano passado, a zaga, melhorou substancialmente com a chegada dos ótimos reforços Danilo, Maurício Ramos e, claro, Edmílson.
O penta campeão trouxe muita qualidade e tranquilidade a retaguarda alviverde, garantindo saídas de bola com precisão e maior segurança a meta de Marcos (ou de Bruno, Deola...).
O meio campo e o ataque do Palmeiras há muito tempo não me deixava tão animado e esperançoso.
Cleiton Xavier, Armero, Willians, Marquinhos (que ainda não jogou, devido a lesão) e Keirrison tornaram o ataque alviverde ainda mais forte do que já era no ano passado, com Alex Mineiro e Kléber Gladiador.
Nem parece que todos esses nomes chegaram agora, devido ao enorme entrosamento entre eles.
Talvez devido a esse upgrade no ataque, até mesmo o sempre contestado Lenny começou a jogar seu futebol dos tempos do Fluminense.
Aquele hat-trick contra a Ponte foi demais.
Luxemburgo tem a faca, o queijo, o presunto e o requeijão para montar um senhor time no ano de 2009. Que pode sim disputar tudo o que vier pela frente e garantir mais títulos para o Campeão do Século XX.
Eu me surpreendi com o Palmeiras versão 2009.
Nem digo isso como jornalista, mas como palmeirense mesmo.
Seis vitórias em seis jogos, 17 gols marcados e apenas 4 sofridos são números de respeito. Pode até ser que as equipes que o time de Luxemburgo enfrentou não são lá muito fortes, mas isso é história. Imaginem se o contrário ocoresse? Enfrentar equipes consideradas mais fracas e mesmo assim não conseguir ganhar e muito menos convencer?
Pois este é outro fator que eu estou adorando ver no Palestra esse ano: além de ganhar bem, o time convence.
Todas as contratações caíram muito bem no esquema tático de Luxemburgo. E até mesmo alguns veteranos de Palestra Itália ganharam sangue novo nessa temporada, como é o caso de Lenny.
Até mesmo um dos nossos maiores pesadelos no ano passado, a zaga, melhorou substancialmente com a chegada dos ótimos reforços Danilo, Maurício Ramos e, claro, Edmílson.
O penta campeão trouxe muita qualidade e tranquilidade a retaguarda alviverde, garantindo saídas de bola com precisão e maior segurança a meta de Marcos (ou de Bruno, Deola...).
O meio campo e o ataque do Palmeiras há muito tempo não me deixava tão animado e esperançoso.
Cleiton Xavier, Armero, Willians, Marquinhos (que ainda não jogou, devido a lesão) e Keirrison tornaram o ataque alviverde ainda mais forte do que já era no ano passado, com Alex Mineiro e Kléber Gladiador.
Nem parece que todos esses nomes chegaram agora, devido ao enorme entrosamento entre eles.
Talvez devido a esse upgrade no ataque, até mesmo o sempre contestado Lenny começou a jogar seu futebol dos tempos do Fluminense.
Aquele hat-trick contra a Ponte foi demais.
Luxemburgo tem a faca, o queijo, o presunto e o requeijão para montar um senhor time no ano de 2009. Que pode sim disputar tudo o que vier pela frente e garantir mais títulos para o Campeão do Século XX.
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