Por Alan Bezerra
Juventus 2 x 2 Chelsea
Ele não é muito badalado, mas o que joga o Del Piero é um grandeza. Além de ser considerado o maior jogador da história da Juventus, e ser o maior artilheiro da Vecchia Senhora, o camisa 10 é um baita exemplo de profissional, pois não abandonou a Juve na disputa da série B do Calcio.
Pena que ele e seu time encontraram o Chelsea no retorno a UCL. E ficaram já nas oitavas.
Liverpool 4 x 0 Real Madrid
Que show no Anfield Road. O Liverpool arrebentou com a moral do Madrid, afundando ainda mais o time merengue na sua síndrome das oitavas, já que pela quinta vez seguida, o Real é eliminado nas oitavas da Champions. Gerrard e Torres foram decisivos novamente, e juntamente com a torcida e You'll Never Walk Alone, os Reds vão chegar longe uma vez mais.
Panathinaikos 1 x 2 Villareal
E deu a lógica. A minha, ao menos.
O time mais forte conseguiu a classificação para as quartas. O bom time do Él Madrigal chegou até onde podia. Agora, a história é outra. Não que surpresas não podem ocorrer, óbvio, e é sempre bom que ocorram, mas contra os gigantes europeus, o Villareal deverá jogar muito mais do que jogou contra o time grego para ter alguma chance de classificação.
Bayern de Munique 7 x 1 Sporting
Os torcedores do Sporting deveriam assinar um abaixo assinado para impedir a participação do time na fase mata-mata da UCL. 12 x 1 no placar agregado para o Bayern é demais. E eu que pensava que o Sporting iria para a Allianz Arena tentando lavar a honra da surra tomada em Lisboa, e vem outro estrondoso massacre. Para o Bayern, resta saber se essas recentes goleadas se devem a qualidade do time ou a fraqueza do Sporting. Eu aposto na primeira opção.
Manchester United 2 x 0 Internaziole
Na primeira final antecipada da UCL, o quase tricampeão da Premier eliminou o tri do Calcio. Derrubar o Manchester no Old Trafford é tarefa para poucos. E entre esses poucos não estava a atual equipe de José Mourinho. Ibracabra não conseguiu superar o time de Sir Alex Ferguson. Agora, veremos quem tem poderio para parar os Red Devils. Se nem um dos melhores times do mundo na atualidade conseguiu, veremos quem pode.
Porto 0 x 0 Atlético de Madrid
Surpresa. Eu pensava que o Atlético passaria. Eu sei que falei que caso a vaga fosse jogada no Estádio do Dragão, as chances do Porto passar seriam maiores. Mas o Atlético tem mais time que a equipe portuguesa. A vantagem do atual tricampeão português foi o empate conquistado no primeiro jogo. Para mim, o Porto chegou até onde era possível. Veremos se ele me surpreende e consegue repetir a ótima campanha da UCL de 2004.
Barcelona 5 x 2 Lyon
O time que joga o melhor futebol do mundo no presente momento deu sinais de que pode conquistar a Europa uma vez mais. Que baile do Barcelona. 4 x 0 sem muito esforço logo com vinte minutos de jogo. E mais outro espetáculo protagonizado por Messi. Esse argentino é simplesmente espetacular. Coitado do Lyon, que caiu outra vez ante um gigante europeu.
Roma 1 x 0 Arsenal (6 x 7 nos pênaltis)
Os Young Gunners de Arsene Wenger contaram com a sorte dessa vez. A Roma até que jogou bem e conseguiu reverter a derrota sofrida no Emirates Stadium, mas caiu nos pênaltis. Como essas duas equipes são muito instáveis (jogam bem, mas não com uma regularidade confiável) fica difícil prever o que vai acontecer com o Arsenal. Além de que mata-mata mata comentarista. Eu não duvido se os Gunners conquistarem a Europa pela primeira vez na história.
sexta-feira, 27 de março de 2009
quarta-feira, 18 de março de 2009
Ronaldo
Por Alan Bezerra
Domingo, 17:51, sofá da casa do meu pai, Osasco, São Paulo
-Só falta eles empaterem agora. Ninguém subiu. Não!!!!
Lista de palavrões dos mais variados gêneros e tipos que não vem ao caso colocar.
A minha primeira reação ao ver o gol de empate do Corinthians foi a de quase rasgar o sofá em um acesso de raiva. Faziam quase dois anos e meio que não tínhamos essa péssima sensação. Aquele gosto amargo, de ver aquele mundo alvinegro vibrando e pulando graças ao gol sofrido pelo meu querido Palestra.
Era o último lance do jogo, ganharíamos o quarto Derby seguido, sem sequer levar gols. Seria importantíssimo para a equipe, com a moral baixa devido a derrota catatrósfica para o Colo-Colo pela Libertadores. Tudo bem que não é possível ganhar sempre (e o futebol ficaria insurportável caso isso acontecesse).
Mas do Corinthians não. Deles tem que ganhar sempre. De preferência dando show. Dando baile. Dando massacre. De bola, não de violência.
Após a tsunami de água glacial, veio a volta a mundo real. Onde finalmente pude perceber o autor do gol de empate corinthiano. Gol que derrubou um tabu de quase dois anos e meio e evitou que nós conseguissemos igualar um recorde de 1935. Gol, daqueles maldosos, que nos fazem pensar porque isso aconteceu e desisitir logo em seguida.
Era o que certamente aconteceria. Certeza de quem já sofreu golpes amargos dos deuses da bola.
Isso tudo se o autor do gol não fosse ele.
Quando vi que o cara que foi o melhor do mundo em três oportunidades (96, 97 e 02), foi decisivo na conquista do nosso Penta, ganhou a Copa América em 97 e 99, me fazia ficar em casa assistindo aos seus espetáculos dos tempos de Barcelona, foi louvado e coroado como Fenômeno pela passagem fulminante pela Internazionale, foi o atacante do melhor time de futebol que esses olhos míopes tiveram a chance de se emocionar (o galáctico Real Madrid de 02/03, comandado por Zidane), jogou pouco mas jogou bem no Milan foi o autor do gol, sinceramente, fiquei parado, olhando.
E lembrei da primeira gravíssima contusão contra a Lazio, na final da Copa da Itália em 00, quando o mundo da bola e o planeta Terra se assustaram com o joelho estourado e desfigurado dele.
Recordei da desconfiança de todos (inclusive a minha, como fui tolo) em relação a volta aos gramados. Não daria tempo para ele voltar, era impossível ele ir para a Copa, em 02. Ele jamais seria capaz de jogar o mesmo que antes.
E não foi capaz mesmo.
Ele voltou melhor. E fez a História no Japão e na Coréia, com aquele gol de bico, bem devagar, tranquilo, naquela semifinal tensa e duríssima ante a Turquia. Oliver Kahn era o melhor do campeonato. Era. Até mesmo o goleiraço alemão se curvou e soltou a bola e o penta nos pés iluminados de nosso camisa 9.
Com a camisa merengue, espetáculos eram uma constante. Não havia ninguém que não se curvasse diante da majestade galática do Real Madrid. Vestindo o manto rossoneri do Milan, outro momento amargo.
Poderia vir aqui e falar muito e falar mal da Copa de 06. Mas ele é um dos menos culpados do Bumba-meu-boi que foi a (des)preparação do time.
Para os olhos e para os ouvidos e para os espanto de todos, o joelho explode de novo. E manda ladeira abaixo a carreira dele.
Mais uma vez, muita gente (e eu no meio) cogitava que não dava mais. Não por ele. Mas sim pela idade. Pela noite. Pelas companhias. Pelos Pops Drinks...
Tinha que ser contra o meu time. No jogo mais importante da eternidade. Quando estávamos ganhando, no último lance da partida.
Realmente, Deus olhou para ele e disse que ele também é um dos caras. Ele é um Fenômeno. Da natureza. Do marketing. De popularidade. De carisma. De dar a volta por cima. Sobrepujando seus joelhos e nossa desconfiança.
Não vou dizer que comemorei o gol de Ronaldo contra o Palmeiras. Mas fiquei menos triste pelo fato que foi o camisa 9 o autor dele.
E para terminar: somos tão superiores ao Corinthians que foi necessário vir um Fenomêno, comprovadamente um dos maiores de todos os tempos, o maior artilheiro da história das Copas, para quebrar o tabu e dar a eles o gostinho de fazer um gol em nós.
Domingo, 17:51, sofá da casa do meu pai, Osasco, São Paulo
-Só falta eles empaterem agora. Ninguém subiu. Não!!!!
Lista de palavrões dos mais variados gêneros e tipos que não vem ao caso colocar.
A minha primeira reação ao ver o gol de empate do Corinthians foi a de quase rasgar o sofá em um acesso de raiva. Faziam quase dois anos e meio que não tínhamos essa péssima sensação. Aquele gosto amargo, de ver aquele mundo alvinegro vibrando e pulando graças ao gol sofrido pelo meu querido Palestra.
Era o último lance do jogo, ganharíamos o quarto Derby seguido, sem sequer levar gols. Seria importantíssimo para a equipe, com a moral baixa devido a derrota catatrósfica para o Colo-Colo pela Libertadores. Tudo bem que não é possível ganhar sempre (e o futebol ficaria insurportável caso isso acontecesse).
Mas do Corinthians não. Deles tem que ganhar sempre. De preferência dando show. Dando baile. Dando massacre. De bola, não de violência.
Após a tsunami de água glacial, veio a volta a mundo real. Onde finalmente pude perceber o autor do gol de empate corinthiano. Gol que derrubou um tabu de quase dois anos e meio e evitou que nós conseguissemos igualar um recorde de 1935. Gol, daqueles maldosos, que nos fazem pensar porque isso aconteceu e desisitir logo em seguida.
Era o que certamente aconteceria. Certeza de quem já sofreu golpes amargos dos deuses da bola.
Isso tudo se o autor do gol não fosse ele.
Quando vi que o cara que foi o melhor do mundo em três oportunidades (96, 97 e 02), foi decisivo na conquista do nosso Penta, ganhou a Copa América em 97 e 99, me fazia ficar em casa assistindo aos seus espetáculos dos tempos de Barcelona, foi louvado e coroado como Fenômeno pela passagem fulminante pela Internazionale, foi o atacante do melhor time de futebol que esses olhos míopes tiveram a chance de se emocionar (o galáctico Real Madrid de 02/03, comandado por Zidane), jogou pouco mas jogou bem no Milan foi o autor do gol, sinceramente, fiquei parado, olhando.
E lembrei da primeira gravíssima contusão contra a Lazio, na final da Copa da Itália em 00, quando o mundo da bola e o planeta Terra se assustaram com o joelho estourado e desfigurado dele.
Recordei da desconfiança de todos (inclusive a minha, como fui tolo) em relação a volta aos gramados. Não daria tempo para ele voltar, era impossível ele ir para a Copa, em 02. Ele jamais seria capaz de jogar o mesmo que antes.
E não foi capaz mesmo.
Ele voltou melhor. E fez a História no Japão e na Coréia, com aquele gol de bico, bem devagar, tranquilo, naquela semifinal tensa e duríssima ante a Turquia. Oliver Kahn era o melhor do campeonato. Era. Até mesmo o goleiraço alemão se curvou e soltou a bola e o penta nos pés iluminados de nosso camisa 9.
Com a camisa merengue, espetáculos eram uma constante. Não havia ninguém que não se curvasse diante da majestade galática do Real Madrid. Vestindo o manto rossoneri do Milan, outro momento amargo.
Poderia vir aqui e falar muito e falar mal da Copa de 06. Mas ele é um dos menos culpados do Bumba-meu-boi que foi a (des)preparação do time.
Para os olhos e para os ouvidos e para os espanto de todos, o joelho explode de novo. E manda ladeira abaixo a carreira dele.
Mais uma vez, muita gente (e eu no meio) cogitava que não dava mais. Não por ele. Mas sim pela idade. Pela noite. Pelas companhias. Pelos Pops Drinks...
Tinha que ser contra o meu time. No jogo mais importante da eternidade. Quando estávamos ganhando, no último lance da partida.
Realmente, Deus olhou para ele e disse que ele também é um dos caras. Ele é um Fenômeno. Da natureza. Do marketing. De popularidade. De carisma. De dar a volta por cima. Sobrepujando seus joelhos e nossa desconfiança.
Não vou dizer que comemorei o gol de Ronaldo contra o Palmeiras. Mas fiquei menos triste pelo fato que foi o camisa 9 o autor dele.
E para terminar: somos tão superiores ao Corinthians que foi necessário vir um Fenomêno, comprovadamente um dos maiores de todos os tempos, o maior artilheiro da história das Copas, para quebrar o tabu e dar a eles o gostinho de fazer um gol em nós.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Palmeiras x Corinthians
Por Alan Bezerra
Domingo, 16:00hs, Estádio Prudentão, Presidente Prudente, São Paulo.
Nessa hora e nesse local, mais um capítulo de um dos maiores jogos existentes no mundo (ao lado de Brasil x Argentina e a final da Copa do Mundo - na vinha visão totalmente imparcial, subjetiva e opinitava, claro).
O Derbi Paulista, Palmeiras x Corinthians.
Esse jogo mexe comigo, e porque não com todos, de forma especial. É a nossa final de Copa de Mundo. É o jogo onde ficamos frente-a-frente com nossos arquirrivais (e não arquiinimigos, deixemos bem claro),
É aquela partida onde nossos onze soldados de verde e branco entram no campo para defender nossa nação de palmeirenses inteios que cantam e vibram, para ampliar nossa superiodade de 119 vitórias contra 112 dos alvinegros que representam aquele bando de loucos que cantam até ficar rouco pelo todo poderoso Corinthians.
Desculpe São Paulo, me perdôe Santos. É contra o Corinthians que a vitória não vale somente três pontos. Vale um ano inteiro de superioridade. Vale mais uma vitória que será para sempre motivo de nos consideramos melhores, maiores e mais fortes. Não ganhamos de qualquer um, ganhamos do nosso maior rival.
E quando a derrota acontece, são dias para se esquecer. Vê-los saindo vencedores de um jogo tão importante machuca. Não é fácil perder do Corinthians. É complicado perder de uma pátria de mais de 25 milhões corinthianos apostólicos romanos.
Não posso falar das outras torcidas, sobre como elas veem o Derbi, mas posso relatar sobre como é viver o Derbi. A ansiedade, a expectativa para chegar a data do confronto, os debates sobre a partida, as discussões acaloradas sobre quem vai vencer e como vai vencer (não chegamos a discutir sobre quem é o melhor, pois todos sabem que é o Palmeiras, dono do estádio Palestra Itália e Campeão da Libertadores de 99. Desculpe, Corinthians).
As lembranças de Palmeiras x Corinthians passados voltam a tona. Em 54, no quarto centenário, quando o time do Parque São Jorge ganhou um dos títulos mais importantes da sua história. Vinte anos depois, quando nosso volante Ronaldo manteve o Corinthians por mais um ano na fila sem títulos, ao calar o Morumbi com mais de 100 mil alvinegros em uma das nossas tardes mais lindas.
Em 93, quando Viola imitou o nosso querido mascote, me fez pegar uma aversão total a sua equipe e me tornou mais um palestrino. Na volta, na inesquecível lua cheia do Dia dos Namorados, um 4 x 0 acachapante e emocionante nos tiraram da dolorosa fila de 17 anos sem títulos.
Depois, só festa no chiqueiro. Veio o Paulista, o Rio-São Paulo e o Bi-Brasileiro, todos deliciosamente em cima do nosso freguês de preto-e-branco. Como estava Ribeirão Preto, em 95, quando a bola de Mancuso tinha que bater no travessão e em cima da linha, dar o contra-golpe de misercórdia quando Elivélton mandou no ângulo de Veloso e jogou para o espaço e para as lágrimas nosso sonho do tri-paulista.
Nem chegarei a falar das Libertadores.Só preciso dizer São Marcos.
2003 foi um ano duro para nós, quando jogamos e sofremos a Série B. Mesmo assim, foram 3 fora o baile, com um show de Vagner Love, no super timaço do Corinthians da época.
Como esquecer de Edmundo e Valdívia, que garantiram quase três anos sem sequer levar gol deles? Desde 2006, foram quatro títulos seguidos nos jogos contra o Corinthians. E que falta eles fizeram no ano passado, já que eles estavam pagando seus pecados e sua boca na Série B.
Mas o Coringão voltou. E Ronaldo também. Ótimo.
Nós temos Keirrison. Nós temos estádio. Nós temos Libertadores. Podemos não ser maiores, somente o Flamengo no mundo tem esse privilégio, mas somos melhores.
O Corinthians é o time do povo. Nós somos do time do povo que construiu e deu alma, deu sotaque, deu gestos, deu sangue e suor pela cidade de São Paulo. Ou San Paolo, dos nossos fundadores italianos das fábricas dos Matarazzo.
Apesar de tudo, o Corinthians é fundamental. Qualquer campeonato sem eles perde a graça. Qualquer torneio sem Derbi fica chato.
Já faz um ano da nossa última final de Copa do Mundo. Todos querem ver e viver a hora quando as duas seleções entrarem em campo para mais um capítulo da história tão grandiosa de Palmeiras x Corinthians.
Domingo, 16:00hs, Estádio Prudentão, Presidente Prudente, São Paulo.
Nessa hora e nesse local, mais um capítulo de um dos maiores jogos existentes no mundo (ao lado de Brasil x Argentina e a final da Copa do Mundo - na vinha visão totalmente imparcial, subjetiva e opinitava, claro).
O Derbi Paulista, Palmeiras x Corinthians.
Esse jogo mexe comigo, e porque não com todos, de forma especial. É a nossa final de Copa de Mundo. É o jogo onde ficamos frente-a-frente com nossos arquirrivais (e não arquiinimigos, deixemos bem claro),
É aquela partida onde nossos onze soldados de verde e branco entram no campo para defender nossa nação de palmeirenses inteios que cantam e vibram, para ampliar nossa superiodade de 119 vitórias contra 112 dos alvinegros que representam aquele bando de loucos que cantam até ficar rouco pelo todo poderoso Corinthians.
Desculpe São Paulo, me perdôe Santos. É contra o Corinthians que a vitória não vale somente três pontos. Vale um ano inteiro de superioridade. Vale mais uma vitória que será para sempre motivo de nos consideramos melhores, maiores e mais fortes. Não ganhamos de qualquer um, ganhamos do nosso maior rival.
E quando a derrota acontece, são dias para se esquecer. Vê-los saindo vencedores de um jogo tão importante machuca. Não é fácil perder do Corinthians. É complicado perder de uma pátria de mais de 25 milhões corinthianos apostólicos romanos.
Não posso falar das outras torcidas, sobre como elas veem o Derbi, mas posso relatar sobre como é viver o Derbi. A ansiedade, a expectativa para chegar a data do confronto, os debates sobre a partida, as discussões acaloradas sobre quem vai vencer e como vai vencer (não chegamos a discutir sobre quem é o melhor, pois todos sabem que é o Palmeiras, dono do estádio Palestra Itália e Campeão da Libertadores de 99. Desculpe, Corinthians).
As lembranças de Palmeiras x Corinthians passados voltam a tona. Em 54, no quarto centenário, quando o time do Parque São Jorge ganhou um dos títulos mais importantes da sua história. Vinte anos depois, quando nosso volante Ronaldo manteve o Corinthians por mais um ano na fila sem títulos, ao calar o Morumbi com mais de 100 mil alvinegros em uma das nossas tardes mais lindas.
Em 93, quando Viola imitou o nosso querido mascote, me fez pegar uma aversão total a sua equipe e me tornou mais um palestrino. Na volta, na inesquecível lua cheia do Dia dos Namorados, um 4 x 0 acachapante e emocionante nos tiraram da dolorosa fila de 17 anos sem títulos.
Depois, só festa no chiqueiro. Veio o Paulista, o Rio-São Paulo e o Bi-Brasileiro, todos deliciosamente em cima do nosso freguês de preto-e-branco. Como estava Ribeirão Preto, em 95, quando a bola de Mancuso tinha que bater no travessão e em cima da linha, dar o contra-golpe de misercórdia quando Elivélton mandou no ângulo de Veloso e jogou para o espaço e para as lágrimas nosso sonho do tri-paulista.
Nem chegarei a falar das Libertadores.Só preciso dizer São Marcos.
2003 foi um ano duro para nós, quando jogamos e sofremos a Série B. Mesmo assim, foram 3 fora o baile, com um show de Vagner Love, no super timaço do Corinthians da época.
Como esquecer de Edmundo e Valdívia, que garantiram quase três anos sem sequer levar gol deles? Desde 2006, foram quatro títulos seguidos nos jogos contra o Corinthians. E que falta eles fizeram no ano passado, já que eles estavam pagando seus pecados e sua boca na Série B.
Mas o Coringão voltou. E Ronaldo também. Ótimo.
Nós temos Keirrison. Nós temos estádio. Nós temos Libertadores. Podemos não ser maiores, somente o Flamengo no mundo tem esse privilégio, mas somos melhores.
O Corinthians é o time do povo. Nós somos do time do povo que construiu e deu alma, deu sotaque, deu gestos, deu sangue e suor pela cidade de São Paulo. Ou San Paolo, dos nossos fundadores italianos das fábricas dos Matarazzo.
Apesar de tudo, o Corinthians é fundamental. Qualquer campeonato sem eles perde a graça. Qualquer torneio sem Derbi fica chato.
Já faz um ano da nossa última final de Copa do Mundo. Todos querem ver e viver a hora quando as duas seleções entrarem em campo para mais um capítulo da história tão grandiosa de Palmeiras x Corinthians.
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