Por Alan Bezerra
De uma tacada só, as quartas de final da UEFA Champions League
Barcelona 4 x 0 Bayern de Munique
Grande vitória do melhor time do mundo. O Barcelona está jogando um futebol envolvente, bonito e espetacular. Esse time merece conquistar a Europa, graças ao talento astronômico de Lionel Messi. O argentino está comendo a bola, literalmente.
Sobrou para o poderoso Bayern pagar pelo que não fez.
Liverpool 1 x 3 Chelsea
Os Blues conseguiram bater o Liverpool jogando no Anfield Road. A vantagem obtida é enorme, mas não estamos falando do Liverpool. E, para eles, o impossível simplesmente não existe. Veremos o que vai acontecer na volta.
Villarreal 1 x 1 Arsenal
Coitado do Almunia. Nem se ele tentasse, conseguiria defender a paulada de Marcos Senna. Quanto ao levantamento feito por Fábregas, não preciso falar nada. Só que o espanhol joga muita bola e pode conduzir o Arsenal ao seu primeiro título da UCL.
Manchester United 2 x 2 Porto
Que façanha do Futebol Clube do Porto. Empatar em pleno Old Trafford contra o todo-poderoso do momento é tarefa para poucos. E olha que o Porto jogou melhor, e quase saiu com a vitória. Mas a sorte ainda está do lado dos Red Devils, junto com a competência de seus jogadores.
Agora, a volta.
Bayern de Munique 1 x 1 Barcelona
Os jogadores do Bayern não conseguiram reverter a derrota sofrida no Camp Nou, mas pelo menos horaram o time e a torcida presente na Allianz Arena. O Barcelona mostrou muita força jogando fora de casa, o que prova que ele é um dos maiores favoritos ao título dessa edição da Champions League.
Chelsea 4 x 4 Liverpool
Inesquecível. Histórico. Antológico.
Um dos melhores jogos de futebol que eu tive o privilégio de acompanhar. O sensacional 4 x 4 deu a vaga para o Chelsea, mas foi mais uma prova de que o Liverpool e sua torcida são casos a parte no futebol mundial.
Escutar You'll Never Walk Alone é sempre maravilhoso.
Porto 0 x 1 Manchester United
Faltou sorte ao Porto, e sobrou competência para Cristiano Ronaldo. Seu golaço de fora da área deu a vaga para o United. Está sendo aos trancos e barrancos, mas o time de Sir Alex Ferguson está chegando novamente.
Arsenal 3 x 0 Villarreal
Não deu para o time espanhol. Bater os Gunners no Emirates é difícil. Ainda mais quando os jogadores de Arsene Wenger estão inspirados. O passe de letra de Adebayot para o gol de Walcott foi maravilhoso. Assim como a jogada para o belo gol de van Persie.
Ninguém está falando muito do Arsenal, mas creio na força dos Young Gunners.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
terça-feira, 14 de abril de 2009
Vivos
Por Alan Bezerra
Para tentar contar e passar para vocês o peso e a importância que a vitória de quarta-feira teve na minha e na vida de todos os outros 15 milhões de palestrinos, preciso recordar de fatos passados.
Na última rodada do Campeonato Brasileiro do ano passado, o Palmeiras precisava apenas de um empate para terminar em terceiro na competição nacional e garantir a vaga para a Libertadores. Por jogar em casa, contra o Botafogo, a vitória era praticamente assegurada.
Era. Logo no começo do jogo, Wellington Paulista marcou para o time da Estrela Solitária. O Palmeiras perdeu do Botafogo, jogando no Palestra Itália lotado. Como foi sofrido torcer para o Atlético/PR derrotar o Flamengo. Ainda bem que o Furacão, ameaçadíssimo pelo rebaixamento, ganhou do time carioca por 5 x 3.
Flamengo fora da Libertadores. Palmeiras, classificado.
O "problema" foi a forma que o meu time conseguiu a vaga. Não estávamos classificados para a fase de grupos da Libertadores, e sim para a chamada pré-Libertadores. Um mata-mata simples, dois jogos, quem fizesse mais pontos, estava classificado.
No primeiro jogo, disputado em São Paulo, Palmeiras 5 x 1 Real Potosí. Ótimo placar, já que o jogo de volta iria ser disputado a mais de 4000m, em Potosí. Mesmo assim, o Palestra subiu o montanha e ganhou dos donos da casa por 2 x 0.
Vaga garantida. Para o Grupo da Morte.
Grupo da Morte é a terminologia que utilizamos para designar o grupo mais forte de um torneio. Normalmente, na fase de grupos ocorre um balanceamento o nível das equipes. Mas sempre um grupo acaba recebendo equipes fortíssimas. E o grupo da vez foi o 1, grupo no qual o Palmeiras está inserido.
Colo-Colo, campeão da Libertadores em 91 e tetracampeão chileno seguido, LDU, atual campeão da América, Sport, campeão da Copa do Brasil e nós, quarto lugar no campeonato brasileiro. Disparado esse é o grupo mais forte da Libertadores.
Quando eu vi a tabela, escrevi um texto para o Direita Esporte Clube sobre as minhas projeções para a Libertadores desse ano. Me recordo perfeitamente do que escrevi sobre o Palmeiras (tentei ser o menos torcedor possível): "provavelmente, e espero que isso não aconteça, vamos perder na montanha, na partida contra a LDU, perderemos na Ilha, contra o Sport, empateremos no Chile, diante do Colo-Colo, e vamos ganhar todas em casa.
Seguindo essa lógica, dez pontos já estavam garantidos. Era só arrumar um empate ou uma vitória na Ilha ou em Quito para conquistarmos 11 ou 13 pontos.
A primeira "previsão" foi correta: perdemos da LDU em Quito. 3 x 2 em uma partida equilibradíssima. O Manso precisava mesmo cobrar aquela falta no ângulo? Poxa vida, eu acho que não.
Ai veio a catástrofe. No dia 3 de março, uma terça-feira, o Palestra Itália lotado. O Colo-Colo vem aqui, em crise, com o treinador prestes a ser mandado embora, e ganha o jogo por 3 x 1. Praticamente tudo deu errado naquela noite. Até o Keirrison perdeu um gol debaixo da trave. E seria o empate. Após o final da partida, peguei a tabela e vi o próximo jogo
Sport. Na Ilha do Retiro.
Na hora, deu medo.
O retrospecto recente contra os pernambucanos não é nada favorável. Nos últimos seis jogos, cinco vitórias do Leão da Ilha, e um empate. Nosso último triunfo foi em 2003. 2 x 1 no Gigante do Agreste, em Garanhus, interior do Pernambuco.
O jogo da libertação alviverde da jornada da Série B.
Desde então, só paulada. 3 x 0 no Palestra, 4 x 1, 2 x 0, 3 x 1 na Ilha.
O Palmerias tinha tudo para ser eliminado na primeira fase da Libertadores.
Foi um mês complicado.
Graças a estranha tabela da Conmebol, Sport x Palmeiras só seria realizado no dia 8 de abril. Um mês depois do último jogo de ambos os times na Libertadores. O Sport vinha embalado, ganhou do Colo-Colo em Santiago e da LDU no Recife. Para eles, tudo bem.
Já nós não. Perdemos em Quito e em casa. Caso perdessemos novamente, adeus Libertadores.
Esse intervalo de um mês só ajudou para potencializar a dramaticidade desse jogo. E me fez ficar algumas boas horas sem dormir, principalmente na última semana.
Na sala, a maioria dos comentários da semana eram a respeito desse jogo:"O Palmeiras vai perder na Ilha, Alan, não dá. Vocês são fregueses deles. Na hora do vamo ver, seu time dá pra trás".Eu até tentava colocar um contraponto, o problema é que eu não tinha argumento, já que a última vez que precisávamos do resultado, não conseguimos.
Palmeiras 0 x 1 Grêmio
A derrota mais dolorida dos últimos tempos para o Palmeiras. E especialmente lacinante para mim, que tinha convicção que seríamos penta no ano passado.
Todas as vezes que eu lembrava de Sport x Palmeiras, recordava do tapa na cara que os gaúchos nos deram, naquela tarde ensolarada de novembro. Ou lembrava de outro jogo que também levou um tempo enorme para acontecer.
A final do Mundial de Clubes de 1999.
Manchester United 1 x 0 Palmeiras.
Buraco (negro) aberto na alma e nos corações de todos nós.
Ou seja, razões não faltavam para eu temer o confronto de quarta-feira passada.
Depois de muita angústia, expectativa, receio, medo, pavor de outra eliminação doída, o dia chegou.
Durante a manhã, fui a Rádio Bandeirantes para fazer uma entrevista com Mauro Beting sobre o seu livro, Os Dez Mais do Palmeiras. O pai dele, Joelmir Beting (uns dos maiores palmeirenses do universo) estava presente também. E todos estavam nervosos para essa partida.
Na classe, também. Meus colegas e meus professores palestrinos não conseguiam esconder o nervossimo e a tensão. Minhas unhas e meu dedos começaram a pagar o preço.
Depois de dilacerar a ponta dos dedos da minha mão direita (e após sentir gosto de sangue algumas vezes) o jogo começou.
E que jogo.
A muito eu não via meu time se aplicar tanto. Todas as bolas eram disputadas arduamente. Não havia bola perdida. A defesa estava compactada. O meio-campo sólido.
Calamos a Ilha do Retiro.
O Sport sucumbiu com a nossa forma de jogar.
E meu coração deu sinais de que funciona muito bem, já que não infartei, E olha que tive chances. Foi duro. Foi um jogo nervoso, tenso, sufocante. Minhas expectativas para a partida se cumpriram. O que me surpreendeu foi a forma do Palmeiras jogar. Não esperava tanto.
Logo no primeiro tempo, Cleiton Xavier cobrou falta na área, Diego Souza resvalou de cabeça e Maurício Ramos voleiou para dentro da pequena área.
E lá estava Keirrison. Poderia ser eu, meu pai, os meus amigos, meus ex-companheiros de mercado, meus colegas, os palmeirenses jornalistas, o governador José Serra, o Luiz Gonzaga Beluzzo, qualquer um.
Nos atiraríamos de cabeça na trave e boca no chão para empurrarmos a bola para dentro. Mas Keirrison só deu um toquinho.
1 x 0
Estávamos ganhando do Sport na Ilha do Retiro. Voltamos a respirar na Libertadores.
A partida continou. Só meus dedos pediram tempo. Comecei a quase mastigar minha mão de ansiedade. Por muito pouco não rasguei o colchão da minha cama em cada ataque do Sport.
No intervalo, não conseguia ficar parado. Fiquei mais de dez minutos andando pela casa, tentando abaixar meu nível de adrenalina.
A segunda etapa foi martirizante. Logo com cinco minutos, Diego Souza quase marcou um golaço, ao driblar meio time do Sport.
Os donos da casa melhoraram. Nosso São Marcos precisou operar alguns milagres nos chutes de Paulo Baier. O tempo não passava
Com quase trinta minutos que pareceram trinta sei lá o quê, o camisa 7 do Palmeiras, Diego Souza, pegou a bola. Nessa hora, José Silvério, narrador da Rádio Bandeirantes (em jogos especiais, eu deixo a tv ligada no jogo e escuto a narração pelo rádio), elevou o tom de voz.
Diego Souza tinha uma avenida a sua frente. Era só passar pelos dois zagueiros. E foi isso que ele fez, empurrado por todos nós. Na frente do goleiro Magrão, um toquinho por cobertura.
Começei a tremer na hora. A bola ainda bateu na travessão (o desespero de pensar que ela poderia cair fora do gol foi assustadora) e foi além da linha.
Fiquei praticamente atônito. Até José Silvério soltar a voz e nos libertar dos grilhões daquela angústia agonizante. Escuto fogos de artíficio perto de casa, vejo a torcida presente na Ilha do Retiro pulando e Diego Souza correndo emocionado em direção a ela.
Gol do Palmeiras
A minha reação foi sair correndo. A segunda foi a de socar o ar, tentando não quebrar nada. Quase rasguei minha camisa (ela estava presa na boca - não aguentava mais morder minha mão), além da vontade de jogar o meu rádio-celular longe, contida quando me apoie na parede e comecei a chorar.
Estávamos vivos
Foram alguns segundos inesquecíveis. Pouquíssimas vezes um gol me deixou dessa forma. A última foi na final do Paulistão de 2008, no terceiro gol, marcado por Valdívia. Quando finalmente fomos campeões após cinco anos de espera (ou nove anos, para os - insira qualquer palavrão - que não consideram a Série B).
A aplicação do time foi comovente. Todos se empanharam ao máximo.
Aos 44, estava em pé na sala de casa, implorando para que o árbitro encerrar a partida. Faltavam ainda 4 minutos de bola rolando, mas quem se importava? Depois de 35 dias de sofrimento e espera, quatro minutos tornaram-se gigantes.
Mas não maior que o Gigante do Palestra Itália. Nada comparável com a nossa força, que soube se levantar após o baque que o Grêmio nos impôs no ano passado,
Mas que também precisava de uma vitória nesses moldes heroicos. Tínhamos o direito de chorar de felicidade também.
E foi o que aconteceu comigo e com muita gente que eu conheço.
Sport 0 x 2 Palmeiras
Arrebentamos a invencibilidade de oito meses do Sport na Ilha do Retiro, além de quebrarmos a sequência de 25 jogos invictos do time pernambucano. Além de calarmos a torcida deles. Além de mostrarmos para todos que os Campeões da América de 99 também está na competição.
Essa foi uma das maiores vitórias que tive como palestrino.
Nem sei como terminar o texto agora, mas não interessa.
O que importa é que ganhamos a Batalha da Ilha do Retiro e continuamos bem vivos na guerra Libertadores da América.
Para tentar contar e passar para vocês o peso e a importância que a vitória de quarta-feira teve na minha e na vida de todos os outros 15 milhões de palestrinos, preciso recordar de fatos passados.
Na última rodada do Campeonato Brasileiro do ano passado, o Palmeiras precisava apenas de um empate para terminar em terceiro na competição nacional e garantir a vaga para a Libertadores. Por jogar em casa, contra o Botafogo, a vitória era praticamente assegurada.
Era. Logo no começo do jogo, Wellington Paulista marcou para o time da Estrela Solitária. O Palmeiras perdeu do Botafogo, jogando no Palestra Itália lotado. Como foi sofrido torcer para o Atlético/PR derrotar o Flamengo. Ainda bem que o Furacão, ameaçadíssimo pelo rebaixamento, ganhou do time carioca por 5 x 3.
Flamengo fora da Libertadores. Palmeiras, classificado.
O "problema" foi a forma que o meu time conseguiu a vaga. Não estávamos classificados para a fase de grupos da Libertadores, e sim para a chamada pré-Libertadores. Um mata-mata simples, dois jogos, quem fizesse mais pontos, estava classificado.
No primeiro jogo, disputado em São Paulo, Palmeiras 5 x 1 Real Potosí. Ótimo placar, já que o jogo de volta iria ser disputado a mais de 4000m, em Potosí. Mesmo assim, o Palestra subiu o montanha e ganhou dos donos da casa por 2 x 0.
Vaga garantida. Para o Grupo da Morte.
Grupo da Morte é a terminologia que utilizamos para designar o grupo mais forte de um torneio. Normalmente, na fase de grupos ocorre um balanceamento o nível das equipes. Mas sempre um grupo acaba recebendo equipes fortíssimas. E o grupo da vez foi o 1, grupo no qual o Palmeiras está inserido.
Colo-Colo, campeão da Libertadores em 91 e tetracampeão chileno seguido, LDU, atual campeão da América, Sport, campeão da Copa do Brasil e nós, quarto lugar no campeonato brasileiro. Disparado esse é o grupo mais forte da Libertadores.
Quando eu vi a tabela, escrevi um texto para o Direita Esporte Clube sobre as minhas projeções para a Libertadores desse ano. Me recordo perfeitamente do que escrevi sobre o Palmeiras (tentei ser o menos torcedor possível): "provavelmente, e espero que isso não aconteça, vamos perder na montanha, na partida contra a LDU, perderemos na Ilha, contra o Sport, empateremos no Chile, diante do Colo-Colo, e vamos ganhar todas em casa.
Seguindo essa lógica, dez pontos já estavam garantidos. Era só arrumar um empate ou uma vitória na Ilha ou em Quito para conquistarmos 11 ou 13 pontos.
A primeira "previsão" foi correta: perdemos da LDU em Quito. 3 x 2 em uma partida equilibradíssima. O Manso precisava mesmo cobrar aquela falta no ângulo? Poxa vida, eu acho que não.
Ai veio a catástrofe. No dia 3 de março, uma terça-feira, o Palestra Itália lotado. O Colo-Colo vem aqui, em crise, com o treinador prestes a ser mandado embora, e ganha o jogo por 3 x 1. Praticamente tudo deu errado naquela noite. Até o Keirrison perdeu um gol debaixo da trave. E seria o empate. Após o final da partida, peguei a tabela e vi o próximo jogo
Sport. Na Ilha do Retiro.
Na hora, deu medo.
O retrospecto recente contra os pernambucanos não é nada favorável. Nos últimos seis jogos, cinco vitórias do Leão da Ilha, e um empate. Nosso último triunfo foi em 2003. 2 x 1 no Gigante do Agreste, em Garanhus, interior do Pernambuco.
O jogo da libertação alviverde da jornada da Série B.
Desde então, só paulada. 3 x 0 no Palestra, 4 x 1, 2 x 0, 3 x 1 na Ilha.
O Palmerias tinha tudo para ser eliminado na primeira fase da Libertadores.
Foi um mês complicado.
Graças a estranha tabela da Conmebol, Sport x Palmeiras só seria realizado no dia 8 de abril. Um mês depois do último jogo de ambos os times na Libertadores. O Sport vinha embalado, ganhou do Colo-Colo em Santiago e da LDU no Recife. Para eles, tudo bem.
Já nós não. Perdemos em Quito e em casa. Caso perdessemos novamente, adeus Libertadores.
Esse intervalo de um mês só ajudou para potencializar a dramaticidade desse jogo. E me fez ficar algumas boas horas sem dormir, principalmente na última semana.
Na sala, a maioria dos comentários da semana eram a respeito desse jogo:"O Palmeiras vai perder na Ilha, Alan, não dá. Vocês são fregueses deles. Na hora do vamo ver, seu time dá pra trás".Eu até tentava colocar um contraponto, o problema é que eu não tinha argumento, já que a última vez que precisávamos do resultado, não conseguimos.
Palmeiras 0 x 1 Grêmio
A derrota mais dolorida dos últimos tempos para o Palmeiras. E especialmente lacinante para mim, que tinha convicção que seríamos penta no ano passado.
Todas as vezes que eu lembrava de Sport x Palmeiras, recordava do tapa na cara que os gaúchos nos deram, naquela tarde ensolarada de novembro. Ou lembrava de outro jogo que também levou um tempo enorme para acontecer.
A final do Mundial de Clubes de 1999.
Manchester United 1 x 0 Palmeiras.
Buraco (negro) aberto na alma e nos corações de todos nós.
Ou seja, razões não faltavam para eu temer o confronto de quarta-feira passada.
Depois de muita angústia, expectativa, receio, medo, pavor de outra eliminação doída, o dia chegou.
Durante a manhã, fui a Rádio Bandeirantes para fazer uma entrevista com Mauro Beting sobre o seu livro, Os Dez Mais do Palmeiras. O pai dele, Joelmir Beting (uns dos maiores palmeirenses do universo) estava presente também. E todos estavam nervosos para essa partida.
Na classe, também. Meus colegas e meus professores palestrinos não conseguiam esconder o nervossimo e a tensão. Minhas unhas e meu dedos começaram a pagar o preço.
Depois de dilacerar a ponta dos dedos da minha mão direita (e após sentir gosto de sangue algumas vezes) o jogo começou.
E que jogo.
A muito eu não via meu time se aplicar tanto. Todas as bolas eram disputadas arduamente. Não havia bola perdida. A defesa estava compactada. O meio-campo sólido.
Calamos a Ilha do Retiro.
O Sport sucumbiu com a nossa forma de jogar.
E meu coração deu sinais de que funciona muito bem, já que não infartei, E olha que tive chances. Foi duro. Foi um jogo nervoso, tenso, sufocante. Minhas expectativas para a partida se cumpriram. O que me surpreendeu foi a forma do Palmeiras jogar. Não esperava tanto.
Logo no primeiro tempo, Cleiton Xavier cobrou falta na área, Diego Souza resvalou de cabeça e Maurício Ramos voleiou para dentro da pequena área.
E lá estava Keirrison. Poderia ser eu, meu pai, os meus amigos, meus ex-companheiros de mercado, meus colegas, os palmeirenses jornalistas, o governador José Serra, o Luiz Gonzaga Beluzzo, qualquer um.
Nos atiraríamos de cabeça na trave e boca no chão para empurrarmos a bola para dentro. Mas Keirrison só deu um toquinho.
1 x 0
Estávamos ganhando do Sport na Ilha do Retiro. Voltamos a respirar na Libertadores.
A partida continou. Só meus dedos pediram tempo. Comecei a quase mastigar minha mão de ansiedade. Por muito pouco não rasguei o colchão da minha cama em cada ataque do Sport.
No intervalo, não conseguia ficar parado. Fiquei mais de dez minutos andando pela casa, tentando abaixar meu nível de adrenalina.
A segunda etapa foi martirizante. Logo com cinco minutos, Diego Souza quase marcou um golaço, ao driblar meio time do Sport.
Os donos da casa melhoraram. Nosso São Marcos precisou operar alguns milagres nos chutes de Paulo Baier. O tempo não passava
Com quase trinta minutos que pareceram trinta sei lá o quê, o camisa 7 do Palmeiras, Diego Souza, pegou a bola. Nessa hora, José Silvério, narrador da Rádio Bandeirantes (em jogos especiais, eu deixo a tv ligada no jogo e escuto a narração pelo rádio), elevou o tom de voz.
Diego Souza tinha uma avenida a sua frente. Era só passar pelos dois zagueiros. E foi isso que ele fez, empurrado por todos nós. Na frente do goleiro Magrão, um toquinho por cobertura.
Começei a tremer na hora. A bola ainda bateu na travessão (o desespero de pensar que ela poderia cair fora do gol foi assustadora) e foi além da linha.
Fiquei praticamente atônito. Até José Silvério soltar a voz e nos libertar dos grilhões daquela angústia agonizante. Escuto fogos de artíficio perto de casa, vejo a torcida presente na Ilha do Retiro pulando e Diego Souza correndo emocionado em direção a ela.
Gol do Palmeiras
A minha reação foi sair correndo. A segunda foi a de socar o ar, tentando não quebrar nada. Quase rasguei minha camisa (ela estava presa na boca - não aguentava mais morder minha mão), além da vontade de jogar o meu rádio-celular longe, contida quando me apoie na parede e comecei a chorar.
Estávamos vivos
Foram alguns segundos inesquecíveis. Pouquíssimas vezes um gol me deixou dessa forma. A última foi na final do Paulistão de 2008, no terceiro gol, marcado por Valdívia. Quando finalmente fomos campeões após cinco anos de espera (ou nove anos, para os - insira qualquer palavrão - que não consideram a Série B).
A aplicação do time foi comovente. Todos se empanharam ao máximo.
Aos 44, estava em pé na sala de casa, implorando para que o árbitro encerrar a partida. Faltavam ainda 4 minutos de bola rolando, mas quem se importava? Depois de 35 dias de sofrimento e espera, quatro minutos tornaram-se gigantes.
Mas não maior que o Gigante do Palestra Itália. Nada comparável com a nossa força, que soube se levantar após o baque que o Grêmio nos impôs no ano passado,
Mas que também precisava de uma vitória nesses moldes heroicos. Tínhamos o direito de chorar de felicidade também.
E foi o que aconteceu comigo e com muita gente que eu conheço.
Sport 0 x 2 Palmeiras
Arrebentamos a invencibilidade de oito meses do Sport na Ilha do Retiro, além de quebrarmos a sequência de 25 jogos invictos do time pernambucano. Além de calarmos a torcida deles. Além de mostrarmos para todos que os Campeões da América de 99 também está na competição.
Essa foi uma das maiores vitórias que tive como palestrino.
Nem sei como terminar o texto agora, mas não interessa.
O que importa é que ganhamos a Batalha da Ilha do Retiro e continuamos bem vivos na guerra Libertadores da América.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Bolívia 6 x 1 Argentina
Por Alan Bezerra
Desde que eu acompanho jogos de futebol (a lembrança mais antiga que eu tenho data da final da Copa de 90. Eu me recordo de um gol de pênalti e, na sequência, um festival de flashs ao fundo. Por via das dúvidas, eu perguntei ao meu pai se eu realmente tinha assistido àquela final. e ele confirmou que sim. Eu tinha apenas 1 ano e 11 meses na época, e meu pai assistiu a final da Copa disputada na Itália, Alemanha 1 x 0 Argentina, comigo no colo), já tive oportunidade de assisitir alguns jogos que marcaram época não pelo jogo em si, mas pelo os fatores que estavam envolvidos nele. O chamado extra-campo.
Uma das primeiras vezes que eu percebi que o futebol detinha um poder acima dos normal foi na Copa de 98, disputada na França. Na primeira fase, EUA x Irã jogaram em Lyonnais. Antes do jogo, os atletas dos EUA deram flores para os iranianos. No primeiro momento, não entendi o porquê daquilo. Mas a trasmissão informou que desde a Guerra do Golfo, e a lendária operação Tempestade no Deserto, EUA e Irã praticamemente cortaram todo o tipo de relação. E só o futebol pôde juntar, ao menos naqueles 90 minutos, os dois países quase antagônicos.
Normalmente, esse tipo de coisa ocorre em Copas do Mundo. E isso é um dos fatores que fazem com que ela seja o maior evento criado pela humanidade. No entanto, como a Copa acontece a cada quatro anos, ás vezes em outros campeonatos também ocorrem jogos que extrapolam os limites praticamente infinitos do futebol.
Em 2001, na Copa América disputada na Colômbia, o Brasil, que vinha de um período difícil (em apenas um ano, quatro treinadores ocuparam o segundo cargo mais importante e contestado do nosso país: Vanderlei Luxemburgo, que saiu após a trágica eliminação nas quartas de final das Olimpíadas de 2000 para Camarões; Candinho, que comandou a Seleção em apenas uma oportunidade, Brasil 5 x 0 Bolívia, no Maracanã, com um show de Romário, pelas Eliminatórias; Émerson Leão, treinador do horripilante Brasil do empate de 3 x 3 contra o Peru, em São Paulo, dia do bandeiraço, e a da Copa das Confederações de 2001, quando perdemos de novo para a França de Zidane e fomos surpreendidos pela Austrália na semifinal; e, finalmente, Luís Felipe Scolari, o Felipão, técnico que levou o Criciúma ao seu título mais importante, a Copa do Brasil em 91, e conduziu o Grêmio e o Palmeiras, em 95 e 99, respectivamente, para a conquista da Libertadores.
Em uma Copa América conturbada pela suposta ameaça por parte das FARC (por jogar em casa, a Colômbia tinha que ser campeã de qualquer forma. De fato, ela foi. Mas tinha sim futebol para isso.), a Argentina boicotou a competição. A única superpotência que participou foi o Brasil. Pensando agora, era melhor não ter ido.
Quem viu não se esquece. Até tenta, mas não esquece. Honduras 2 x 1 Brasil.
Foi a maior vitória da história do futebol hondurenho. E do esporte do país como um todo. Na sequência, Honduras perdeu do Paraguai nas semis, que caiu ante a Colômbia na final. Os atletas hondurenhos foram recebidos como heróis nacionais. O governo de Honduras condeceu medalhas de honra militar para os jogadores e, daquele ano em diante, o dia em que Honduras ganhou do Brasil virou feriado nacional.
Em 2002, outro jogo para ficar na memória e no calendário histórico. Na primeira partida da Copa, a superfavorita França jogou contra Senegal. O país africano, que foi colônia francesa na época da partilha da África, derrotou por 1 x 0 os, na época, campeões do Mundo, da Euro e das Confederações e, disparado, a melhor seleção do planeta. Essa foi só a primeira grande vergonha que a França passou na Copa. Os bleus foram eliminadosna primeira fase sem sequer fazer gols naquela Copa. Enquanto Senegal só parou nas Quartas, quando perderam da Turquia.
No ano passado, a Venezuela, pela primeira vez na história, conseguiu ganhar do Brasil. 2 x 0 no amistoso disputado em Boston, nos EUA. Mas o futebol não é o esporte mais popular do país de Hugo Chávez, então a repercussão não foi tão grande. Só a nossa vergonha de conseguir a façanha de perder do (até então) eterno saco de pancadas sulamericano.
O mesmo não se aplica a Bolívia. Na terra de Evo Moralez, capacho número um de Chávez, o futebol é tão importante quanto é no Brasil. E eles possuem uma arma natural extremamente eficaz: a altitude.
La Paz é uma das cidades mais altas do planeta, com seus mais de 3800 metros Cordilheira dos Andes acima. Até onde eu sei, só em dois lugares com maior altitude são disputados jogos de futebol: Ururo, com 3954m, e Potosí, onde o Palmeiras jogou esse ano pela Libertadores e ganhou do Real Potosí por 2 x 0. O Cruzeiro e o Flamengo também já jogaram lá. Os mineiros perderam, 5 x 1, e o time da Gávea quase morreu para empatar por 2 x 2. Também, com 4080m, respirar fica difícil.
O Brasil não tem recordações agradáveis de La Paz. A primeira derrota que nós sofremos na história das Eliminatórias foi lá, 1 x 0 em 93, e em 2001, um catastrófico 3 x 1 quase nos deixou fora da Copa em 2002. Se não fosse Luisão e show contra a Venezuela em São Luís do Maranhão...
A única boa lembrança foi os 3 x 1 aplicados nos donos da casa, na final da Copa América de 97.
Em 2007, o Iraque sagrou-se campeão da Copa da Ásia. Durante aquela tarde de domingo, a guerra parecia algo distante.
Na quarta-feira, a Argentina de Diego Armando "El Pibe" Maradona subiu a montanha para jogar contra a Bolívia. E foi humilhada, destroçada, desperadaça. Para a felicidade geral da (nossa) nação. 6 x 1 para a Bolívia.
A festa que se viu em La Paz foi inesquecível. Essa foi a maior vitória da história do esporte boliviano em todos os tempos, além de ser uma das poucas fontes de alegria de um país literalmente rachado ao meio. A cidade de Santa Cruz de la Sierra, riquíssima por causa do gás natural, está quase se separando de La Paz. A divisão entre os descendentes de espanhóis e os índios está se tornando insustentável na Bolívia. Caso isso não se resolva, dou mais uns dez anos para termos um novo país na América do Sul.
Mas depois do jogo contra a Argentina, a Bolívia voltou a ser uma coisa só. A comoção que tomou conta tanto da parte alta como da parte baixa do país jamais será esquecida por eles.
O futebol tem o poder de superar difirenças politicas, economias e sociais. E por isso consegue levar alegria a países e pessoas que atravessam graves problemas.
E obrigado Bolívia. Ver a cara dos argentinos depois do 6 x 1 foi maravilhoso.
Desde que eu acompanho jogos de futebol (a lembrança mais antiga que eu tenho data da final da Copa de 90. Eu me recordo de um gol de pênalti e, na sequência, um festival de flashs ao fundo. Por via das dúvidas, eu perguntei ao meu pai se eu realmente tinha assistido àquela final. e ele confirmou que sim. Eu tinha apenas 1 ano e 11 meses na época, e meu pai assistiu a final da Copa disputada na Itália, Alemanha 1 x 0 Argentina, comigo no colo), já tive oportunidade de assisitir alguns jogos que marcaram época não pelo jogo em si, mas pelo os fatores que estavam envolvidos nele. O chamado extra-campo.
Uma das primeiras vezes que eu percebi que o futebol detinha um poder acima dos normal foi na Copa de 98, disputada na França. Na primeira fase, EUA x Irã jogaram em Lyonnais. Antes do jogo, os atletas dos EUA deram flores para os iranianos. No primeiro momento, não entendi o porquê daquilo. Mas a trasmissão informou que desde a Guerra do Golfo, e a lendária operação Tempestade no Deserto, EUA e Irã praticamemente cortaram todo o tipo de relação. E só o futebol pôde juntar, ao menos naqueles 90 minutos, os dois países quase antagônicos.
Normalmente, esse tipo de coisa ocorre em Copas do Mundo. E isso é um dos fatores que fazem com que ela seja o maior evento criado pela humanidade. No entanto, como a Copa acontece a cada quatro anos, ás vezes em outros campeonatos também ocorrem jogos que extrapolam os limites praticamente infinitos do futebol.
Em 2001, na Copa América disputada na Colômbia, o Brasil, que vinha de um período difícil (em apenas um ano, quatro treinadores ocuparam o segundo cargo mais importante e contestado do nosso país: Vanderlei Luxemburgo, que saiu após a trágica eliminação nas quartas de final das Olimpíadas de 2000 para Camarões; Candinho, que comandou a Seleção em apenas uma oportunidade, Brasil 5 x 0 Bolívia, no Maracanã, com um show de Romário, pelas Eliminatórias; Émerson Leão, treinador do horripilante Brasil do empate de 3 x 3 contra o Peru, em São Paulo, dia do bandeiraço, e a da Copa das Confederações de 2001, quando perdemos de novo para a França de Zidane e fomos surpreendidos pela Austrália na semifinal; e, finalmente, Luís Felipe Scolari, o Felipão, técnico que levou o Criciúma ao seu título mais importante, a Copa do Brasil em 91, e conduziu o Grêmio e o Palmeiras, em 95 e 99, respectivamente, para a conquista da Libertadores.
Em uma Copa América conturbada pela suposta ameaça por parte das FARC (por jogar em casa, a Colômbia tinha que ser campeã de qualquer forma. De fato, ela foi. Mas tinha sim futebol para isso.), a Argentina boicotou a competição. A única superpotência que participou foi o Brasil. Pensando agora, era melhor não ter ido.
Quem viu não se esquece. Até tenta, mas não esquece. Honduras 2 x 1 Brasil.
Foi a maior vitória da história do futebol hondurenho. E do esporte do país como um todo. Na sequência, Honduras perdeu do Paraguai nas semis, que caiu ante a Colômbia na final. Os atletas hondurenhos foram recebidos como heróis nacionais. O governo de Honduras condeceu medalhas de honra militar para os jogadores e, daquele ano em diante, o dia em que Honduras ganhou do Brasil virou feriado nacional.
Em 2002, outro jogo para ficar na memória e no calendário histórico. Na primeira partida da Copa, a superfavorita França jogou contra Senegal. O país africano, que foi colônia francesa na época da partilha da África, derrotou por 1 x 0 os, na época, campeões do Mundo, da Euro e das Confederações e, disparado, a melhor seleção do planeta. Essa foi só a primeira grande vergonha que a França passou na Copa. Os bleus foram eliminadosna primeira fase sem sequer fazer gols naquela Copa. Enquanto Senegal só parou nas Quartas, quando perderam da Turquia.
No ano passado, a Venezuela, pela primeira vez na história, conseguiu ganhar do Brasil. 2 x 0 no amistoso disputado em Boston, nos EUA. Mas o futebol não é o esporte mais popular do país de Hugo Chávez, então a repercussão não foi tão grande. Só a nossa vergonha de conseguir a façanha de perder do (até então) eterno saco de pancadas sulamericano.
O mesmo não se aplica a Bolívia. Na terra de Evo Moralez, capacho número um de Chávez, o futebol é tão importante quanto é no Brasil. E eles possuem uma arma natural extremamente eficaz: a altitude.
La Paz é uma das cidades mais altas do planeta, com seus mais de 3800 metros Cordilheira dos Andes acima. Até onde eu sei, só em dois lugares com maior altitude são disputados jogos de futebol: Ururo, com 3954m, e Potosí, onde o Palmeiras jogou esse ano pela Libertadores e ganhou do Real Potosí por 2 x 0. O Cruzeiro e o Flamengo também já jogaram lá. Os mineiros perderam, 5 x 1, e o time da Gávea quase morreu para empatar por 2 x 2. Também, com 4080m, respirar fica difícil.
O Brasil não tem recordações agradáveis de La Paz. A primeira derrota que nós sofremos na história das Eliminatórias foi lá, 1 x 0 em 93, e em 2001, um catastrófico 3 x 1 quase nos deixou fora da Copa em 2002. Se não fosse Luisão e show contra a Venezuela em São Luís do Maranhão...
A única boa lembrança foi os 3 x 1 aplicados nos donos da casa, na final da Copa América de 97.
Em 2007, o Iraque sagrou-se campeão da Copa da Ásia. Durante aquela tarde de domingo, a guerra parecia algo distante.
Na quarta-feira, a Argentina de Diego Armando "El Pibe" Maradona subiu a montanha para jogar contra a Bolívia. E foi humilhada, destroçada, desperadaça. Para a felicidade geral da (nossa) nação. 6 x 1 para a Bolívia.
A festa que se viu em La Paz foi inesquecível. Essa foi a maior vitória da história do esporte boliviano em todos os tempos, além de ser uma das poucas fontes de alegria de um país literalmente rachado ao meio. A cidade de Santa Cruz de la Sierra, riquíssima por causa do gás natural, está quase se separando de La Paz. A divisão entre os descendentes de espanhóis e os índios está se tornando insustentável na Bolívia. Caso isso não se resolva, dou mais uns dez anos para termos um novo país na América do Sul.
Mas depois do jogo contra a Argentina, a Bolívia voltou a ser uma coisa só. A comoção que tomou conta tanto da parte alta como da parte baixa do país jamais será esquecida por eles.
O futebol tem o poder de superar difirenças politicas, economias e sociais. E por isso consegue levar alegria a países e pessoas que atravessam graves problemas.
E obrigado Bolívia. Ver a cara dos argentinos depois do 6 x 1 foi maravilhoso.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Quartas da Champions - Prólogo
Por Alan Bezerra
Liverpool x Chelsea
Repetindo os confrontos ocorridos nas UCL de 05, 07 e 08, Liverpool e Chelsea travam um dos duelos mais importantes das quartas de final da Champions. Pelo primeiro jogo ser em Anfield Road, os Reds levam uma certa vantagem, que pode ser compensada pelo fato do jogo decisivo ser disputado no Stamford Brigde.
Mas, sinceramente, o Liverpool tem mais time. E tem Gerrard, El Niño Torres, You'll Never Walk Alone...
VIllareal x Arsenal
As únicas duas vezes que o times se enfrentaram, nas semis da UCL de 06, deu Arsenal. Tudo bem que as condições eram totalmente diferentes, os times são outros e até mesmo a ordem dos confrontos é outra. E equipe de El Madrigal é muito boa, mas sou mais os Young Gunners de Arsene Wenger, principalmente por decidir a vaga no Emirates Stadium.
Porto x Manchester United
Pela lógica, o United já está nas semis. Mas pela história, o Porto já tirou o Manchester United da Champions, em 04, ganhando no O Dragão e empatando no Old Trafford. Tudo bem que o Porto tinha um timaço, e tinha José Mourinho no banco, enquanto a seleção do mundo de Sir Alex Ferguson não era tão boa quanto é hoje. Dependendo do resultado que o Porto conseguir em Portugal, as chances de eliminar o United pode aumentar.
Barcelona x Bayern de Munique
Repita essa frase três vezes. Dá até medo. Que jogaço, meu Deus, que jogaço.
Duas duas melhores equipes que existem hoje na Terra irão fazer mais uma final antecipada da Champions 08/09. Esse é um confronto totalmente imprevisível. Os dois times são espetaculares e podem chegar ao título certamente.
Só que eu não consigo ser imparcial e objetivo a ponto de não eleger uma equipe que pode contar com o, ao meu ver, melhor do mundo Messi favorita a qualquer coisa. contra qualquer time. Até mesmo contra a constelação da Allianz Arena.
Liverpool x Chelsea
Repetindo os confrontos ocorridos nas UCL de 05, 07 e 08, Liverpool e Chelsea travam um dos duelos mais importantes das quartas de final da Champions. Pelo primeiro jogo ser em Anfield Road, os Reds levam uma certa vantagem, que pode ser compensada pelo fato do jogo decisivo ser disputado no Stamford Brigde.
Mas, sinceramente, o Liverpool tem mais time. E tem Gerrard, El Niño Torres, You'll Never Walk Alone...
VIllareal x Arsenal
As únicas duas vezes que o times se enfrentaram, nas semis da UCL de 06, deu Arsenal. Tudo bem que as condições eram totalmente diferentes, os times são outros e até mesmo a ordem dos confrontos é outra. E equipe de El Madrigal é muito boa, mas sou mais os Young Gunners de Arsene Wenger, principalmente por decidir a vaga no Emirates Stadium.
Porto x Manchester United
Pela lógica, o United já está nas semis. Mas pela história, o Porto já tirou o Manchester United da Champions, em 04, ganhando no O Dragão e empatando no Old Trafford. Tudo bem que o Porto tinha um timaço, e tinha José Mourinho no banco, enquanto a seleção do mundo de Sir Alex Ferguson não era tão boa quanto é hoje. Dependendo do resultado que o Porto conseguir em Portugal, as chances de eliminar o United pode aumentar.
Barcelona x Bayern de Munique
Repita essa frase três vezes. Dá até medo. Que jogaço, meu Deus, que jogaço.
Duas duas melhores equipes que existem hoje na Terra irão fazer mais uma final antecipada da Champions 08/09. Esse é um confronto totalmente imprevisível. Os dois times são espetaculares e podem chegar ao título certamente.
Só que eu não consigo ser imparcial e objetivo a ponto de não eleger uma equipe que pode contar com o, ao meu ver, melhor do mundo Messi favorita a qualquer coisa. contra qualquer time. Até mesmo contra a constelação da Allianz Arena.
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