Alan Bezerra
Antes de tudo:
Palmas, rojões, fogos, tapete vermelho, estátua, Oscar, Nobel ao Fluminense.
Depois de ter 99% de chance de ser rebaixado, o Fluzão não caiu. Com uma recuperação metoricamente milagrosa, Cuca, seus jogares e torcida fizeram o impossível ao longo do segundo turno.
Parabéns
Agora sim:
Uma vez Flamengo em 80
Duas vezes em 81
Três vezes em 83
Quatro em 87
Cinco em 92
O penta veio em 13 anos. O sexto demorou 17 anos.
É tempo demais para uma nação tão grande. É espera demais para a maior torcida do mundo, que escreveu com todas as placas em um lindo mosaico no dia do empate contra o Goiás: "A Maior Torcida do Mundo Faz a Diferença."
E fez.
O time do Penta-Tri (a quinta vez que o Flamengo conquista três vezes seguidas o RJ),precisava de uma conquista de âmbito nacional.
Do tamanho da nação rubronegra, a maior do planeta.
Não começou bem, foi fazendo uma campanha mediana. Estava em décimo na virada no turno. E conseguiu a dar a virada rumo ao Hexa nos jogos restantes. Peças importantíssimas entraram no transcorrer do campeonato.
O técnico Andrade era interino e assumiu o comando (presidência?) do Mengão. O Imperador Adriano foi se encontrando em campo e parou de se perder fora de dele - apesar de algumas bobeadas da corte morro à cima. Mas o principal, o regente, o maestro do meio-campo é um velho conhecido idolatrado desde muito tempo.
Petkovic. Que entrou no time para saldar dívidas antigas com a diretoria do clube (não podemos esquecer que o Flamengo é o clube que mais deve no país, com um débito de mais de R$ 400 milhões) e foi considerado um veterano brincando de jogar futebol.
A brincadeira que comandou uma arrancada espetacular na reta final, com vitórias gigantescas contra o Botafogo, São Paulo, Palmeiras, Náutico, Atlético/MG e Corinthians, que deixaram o Flamengo à uma vitória do título.
Junto com os jogadores que estavam a mais tempo na Gávea, como o goleiro-bandeira Bruno, os zagueiros Ronaldo Angelim e David, os laterais Juan e Léo Moura, os volantes Airton, Toró, os meias Zé Roberto e Willians, e aqueles que não puderam jogar, como o lesionado Maldonado e o suspenso Álvaro.
E foi duro. A molecada do Grêmio vendeu caro a derrota, e quase deu o título ao arquirrival Internacional. Que assim como o São Paulo e o Cruzeiro, fizeram sua parte e estão na Libertadores 10. O que não fez o Palmeiras. A decepção palestrina é gigantesca. Do tamanho da Copa do Brasil do ano que vem.
Mas no Maraca, tudo foi festa após o gol de virada de Ronaldo Angelim, que colocou 85 mil no estádio mais de 35 milhões pelo mundo em êxtase para conquista que não vinha há tanto tempo.
Já era hora para ser campeão. Sempre é hora para dar alegria a uma torcida que é alma do Rio. E a cara do Brasil.
Sempre Flamengo!
Clube de Regatas Flamengo - Hexacampeão Brasileiro
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Fluminense 3 x 0 LDU - LDU Campeã
Alan Bezerra
Não deu título.
Mas o Fluminense deu outra lição importantíssima para todos.
O mosaico feito pela torcida do Fluzão na entrada do time em campo para a final da Sulamericana com os dizeres "Eles tem a altitude. Vocês tem a gente", somado com a faixa que os atletas que o Tricolor das Laranjeiras trouxe na subida do vestiário: "Obrigado, torcida Tricolor. Por vocês, lutaremos até o fim", já vale um troféu a parte.
A força que o Fluminense demostrou e vem demonstrando nesse final de ano é algo inexplicável. Acho que só a frase "Eu acredito" pode tentar explicar o que é isso.
Na primeira partida da final, a LDU marcou o exorbitante placar de 5 x 1, obrigando o Fluzão fazer quatro gols para levar a final para a prorrogação. O que, convenhamos, não é tarefa das mais fáceis, principalmente quando o time adversário vai para o jogo sabendo que tem tamanha vantagem.
Ainda sim, o Fluminense conseguiu fazer 3 x 0. Muito em parte responsável pela festa e pelo apoio espetacular da torcida, que apoiou o guerreiro time de Cuca do começo ao término da final.
Como era de se esperar, a pressão do Fluminense começou logo no início, de uma forma um tando afoita e nervosa, é verdade, mas em situações como essa, não tem problema algum nisso.
A LDU veio como uma postura extremamente defensiva, bloqueando as decidas pelas laterais do gramado e povoando a grande área. Restava ao Fluminense os tiros de longa distância, e foi com um deles que Diguinho abriu o placar e incendiou ainda mais o Macaranã.
O nervossismo e a empolgação andaram lado a lado do time da Laranjeiras na decisão. E isso tanto atrapalhou como ajudou a equipe. A pressão era muito grande e o Fluminense vinha jogando muito bem, só que o excesso de nervos não permitiu algumas jogadas melhor trabalhadas. Mesmo jogando com um homem a mais, já que De La Cruz foi expulso, após entrada feia em Diguinho.
Em uma das raras vezes que não estava marcado, Fred recebeu passe sozinho na área e bateu na saída do goleiro. 2 x 0 ainda na primeiro tempo.
Na volta do intervalo, o clima era de total confiança na goleada do Fluzão.
Só que diferente do que ocorreu no primeiro tempo, a qualidade de jogo do Fluminense decaiu, na medida que a catimba por parte da LDU foi subindo. Bem marcado, o meio-campo Conca mal conseguia tocar na bola, e as principais jogadas de ataque do Tricolor eram feitas por homens que chegavam de trás, como Ruy, que entrou no segundo tempo.
Com um pouco mais de tranquilidade, o Fluminense conseguiu enfim dar trabalho ao goleiro da LDU. Ruy e Conca quase marcaram, mas foram parados pela trave e por uma ótima defesa, respectivamente.
Aos 27, depois de muita pressão, Gum aproveitou cobrança de escanteio e marcou de cabeça, dando ainda mais esperanças para torcida tricolor.
Só que logo nesse momento favorável, Fred reclamou de forma muito acintosa com o árbitro Carlos Amarilla e foi merecidamente expulso, igualando o número de jogadores em campo.
Restava avisar ao atleta da LDU Campos, que também foi expulso.
Sem seu principal homem de referência, restou ao Fluminense a vontade incessante de seus jogadores, empurrados e motivados pela torcida que sempre acreditou até o fim. O nervossismo já tomava conta de todos, inclusive de Cuca, que se desentendeu com Amarilla e também recebeu cartão vermelho.
Nessa hora, a experiência de alguns jogadores da LDU pesaram. Mesmo jogando sozinho no ataque, Bieler conseguia prender a bola, arrumando preciosos segundos.
Nos minutos finais, até o goleiro Rafael foi para a área tentar o quarto gol, mas isso não aconteceu.
A LDU ficou com o título.
Palmas para o Fluminense, que lutou até o fim com todas as forças. Palmas para a torcida do Fluminense, que empurrou o time e quase conseguiu um resultado histórico.
E palmas também para o bom time da LDU, que conseguiu segurar (de novo) uma pressão de Maracanã cheio.
LDU - Campeã da Copa Sulamericana 2009
Não deu título.
Mas o Fluminense deu outra lição importantíssima para todos.
O mosaico feito pela torcida do Fluzão na entrada do time em campo para a final da Sulamericana com os dizeres "Eles tem a altitude. Vocês tem a gente", somado com a faixa que os atletas que o Tricolor das Laranjeiras trouxe na subida do vestiário: "Obrigado, torcida Tricolor. Por vocês, lutaremos até o fim", já vale um troféu a parte.
A força que o Fluminense demostrou e vem demonstrando nesse final de ano é algo inexplicável. Acho que só a frase "Eu acredito" pode tentar explicar o que é isso.
Na primeira partida da final, a LDU marcou o exorbitante placar de 5 x 1, obrigando o Fluzão fazer quatro gols para levar a final para a prorrogação. O que, convenhamos, não é tarefa das mais fáceis, principalmente quando o time adversário vai para o jogo sabendo que tem tamanha vantagem.
Ainda sim, o Fluminense conseguiu fazer 3 x 0. Muito em parte responsável pela festa e pelo apoio espetacular da torcida, que apoiou o guerreiro time de Cuca do começo ao término da final.
Como era de se esperar, a pressão do Fluminense começou logo no início, de uma forma um tando afoita e nervosa, é verdade, mas em situações como essa, não tem problema algum nisso.
A LDU veio como uma postura extremamente defensiva, bloqueando as decidas pelas laterais do gramado e povoando a grande área. Restava ao Fluminense os tiros de longa distância, e foi com um deles que Diguinho abriu o placar e incendiou ainda mais o Macaranã.
O nervossismo e a empolgação andaram lado a lado do time da Laranjeiras na decisão. E isso tanto atrapalhou como ajudou a equipe. A pressão era muito grande e o Fluminense vinha jogando muito bem, só que o excesso de nervos não permitiu algumas jogadas melhor trabalhadas. Mesmo jogando com um homem a mais, já que De La Cruz foi expulso, após entrada feia em Diguinho.
Em uma das raras vezes que não estava marcado, Fred recebeu passe sozinho na área e bateu na saída do goleiro. 2 x 0 ainda na primeiro tempo.
Na volta do intervalo, o clima era de total confiança na goleada do Fluzão.
Só que diferente do que ocorreu no primeiro tempo, a qualidade de jogo do Fluminense decaiu, na medida que a catimba por parte da LDU foi subindo. Bem marcado, o meio-campo Conca mal conseguia tocar na bola, e as principais jogadas de ataque do Tricolor eram feitas por homens que chegavam de trás, como Ruy, que entrou no segundo tempo.
Com um pouco mais de tranquilidade, o Fluminense conseguiu enfim dar trabalho ao goleiro da LDU. Ruy e Conca quase marcaram, mas foram parados pela trave e por uma ótima defesa, respectivamente.
Aos 27, depois de muita pressão, Gum aproveitou cobrança de escanteio e marcou de cabeça, dando ainda mais esperanças para torcida tricolor.
Só que logo nesse momento favorável, Fred reclamou de forma muito acintosa com o árbitro Carlos Amarilla e foi merecidamente expulso, igualando o número de jogadores em campo.
Restava avisar ao atleta da LDU Campos, que também foi expulso.
Sem seu principal homem de referência, restou ao Fluminense a vontade incessante de seus jogadores, empurrados e motivados pela torcida que sempre acreditou até o fim. O nervossismo já tomava conta de todos, inclusive de Cuca, que se desentendeu com Amarilla e também recebeu cartão vermelho.
Nessa hora, a experiência de alguns jogadores da LDU pesaram. Mesmo jogando sozinho no ataque, Bieler conseguia prender a bola, arrumando preciosos segundos.
Nos minutos finais, até o goleiro Rafael foi para a área tentar o quarto gol, mas isso não aconteceu.
A LDU ficou com o título.
Palmas para o Fluminense, que lutou até o fim com todas as forças. Palmas para a torcida do Fluminense, que empurrou o time e quase conseguiu um resultado histórico.
E palmas também para o bom time da LDU, que conseguiu segurar (de novo) uma pressão de Maracanã cheio.
LDU - Campeã da Copa Sulamericana 2009
Assinar:
Postagens (Atom)
